quarta-feira, 16 de julho de 2008

As 10 portas de Neemias e a obra missionária !

Texto Bíblico:Ne 3.1,3,6,13,14,15,26,28; 8.16;12.39

Os livros de Esdras e Neemias falam de restauração e serviço na obra de Deus. Podemos aprender muito sobre a obra missionária nesses dois livros da Bíblia Sagrada, que para muitos não passam de dois Livros Históricos.
Quero convidar a você, querido leitor a meditar no livro de Neemias e estudarmos as dez portas por ele mencionadas, extraindo assim, lições missionárias para a nossa edificação espiritual.Vejamos quais são as dez portas:

1ª - PORTA DO GADO - 3.1

A porta do gado simboliza a união da Igreja.
Assim como o gado passava junto e completo, por uma só porta, a verdadeira Igreja de Cristo deve estar unida. Um dos grandes milagres ocorridos em nossa época é a união das denominações para realizarem a obra missionária. Vale a pena ressaltar que "missões" une as igrejas.Ref.: Sl 100. 1-4; Jo 17.21; Sl 133.

a) Unidade na Oração;
b) Unidade no Jejum;
c) Unidade na Palavra;
d) Unidade na Seleção;
e) Unidade na Evangelização;
f) Unidade no Sustento financeiro;
g) Unidade no Envio.

2ª - PORTA DO PEIXE - 3.3

A porta do peixe simboliza a evangelização mundial, a obra missionária Mt. 4.19.
Precisamos urgentemente alcançar os povos que ainda não conhecem o Evangelho de Cristo porque a noite vem! Qual é a noite que começa a cair sobre o mundo:

1. A noite das catástrofes naturais e ecológicas;
2. A noite das pestes, epidemias e males coletivos;
3. A noite da recessão a nível mundial;
4. A noite do desemprego que motiva êxodos em altíssima escala;
5. A noite do desequilíbrio alimentar e da fome, como mal mundial;
6. A noite da violência e do terrorismo;
7. A noite da desintegração da família;
8. A noite da corrupção incontrolável da sociedade;
9. A noite da criminalidade adolescente e infantil;
10. A noite da degradação dos costumes, destituídos de qualquer parâmetro;
11. A noite das leis injustas e opressoras;
12. A noite da perda da autoridade e do respeito às leis;
13. A noite da posição honrosa que será conferida à homossexualidade e práticas afins em grande escala;
14. A noite da aceitação mundial do infanticídio e da eutanásia;
15. A noite da oficialização cada vez mais crescente do jogo e ações afins;
16. A noite dos crimes passionais e dos suicídios em escala incontrolável;
17. A noite da subversão social, política e moral;
18. A noite da absorção total da juventude subjugada a satanás;
19. A noite do flagelo dos tóxicos;
20. A noite da mornidão de inúmeras igrejas;
21. A noite da Nova Era e ideologias afins;
22. A noite da hostilidade a missões;
23. A noite da proliferação das igrejas de Satanás.

3ª PORTA VELHA – 3.6

A porta velha simboliza a doutrina, que não deve ser alterada nem modernizada – At 2.42; Ef 2.20.
A porta velha nos dá vitória por sobre as doutrinas falsas. Infelizmente muitas igrejas não estão conservando a doutrina bíblica do evangelismo e da obra missionária. Estão "modernizando" as mensagens, realizando shows, construindo templos arquitetônicos e esquecendo da obra primordial: missões!
Estas igrejas podem ser comparadas a uma tartaruga de papo para cima: estão fazendo muitos movimentos, mas não saem do lugar!
Cuidado meu amigo e companheiro de ministério, não se esqueça que prestaremos contas ao Senhor da Seara!Rm 16.17,18; Mt 5.19,20; Tt 3.10,11; Hb 13.9; I Co 11.18-19; I Tm 6.20,21; 4.7; Gl 1.6-8; II Jo 9.11.

4ª PORTA DO VALE – 3.13

A porta do vale simboliza a humildade – Mt 11.29.
Nestes últimos dias temos visto em muitos lugares cantores e pregadores que estão "fazendo um nome para si!", para que se tornarem pessoas famosas e ricas. Estão semelhantes aos que construíam a torre de Babel! Dar-se uma oferta "gorda" para esses tais, e para a obra missionária uma oferta "magra!".
Não me esqueço da palestra de uma missionária judia que disse: "O campo missionário está sendo saqueado".
Há poucos dias atrás estive no gabinete de um determinado pastor que nos contava as suas "aventuras" missionárias. Ele nos falou que foi pregar numa Igreja na América, e deram uma oferta de mais de três mil dólares para um determinado cantor aqui do Brasil, e para o missionário, uma oferta de setenta e cinco dólares. Isto é o cúmulo do absurdo! (Mq 6.8; Mt 5.3; Sl 138.6; I Pe 5.5.).

5ª PORTA DO MONTURO – 3.14

A porta do monturo simboliza a disciplina!
Várias pessoas têm se disponibilizado para ir ao campo, o mal é que muitas delas são indisciplinadas! Não respeitam liderança ou qualquer tipo de autoridades, são pessoas problemáticas que precisam ser discipuladas novamente. Não temos que enviar as pessoas problemáticas para o campo missionário, e sim o melhor, as primícias da igreja, os convocados pelo Espírito Santo. (Sl 62.7; 19.7; 23.3; 72.6).

6ª PORTA DA FONTE – 3.15

A porta da fonte simboliza a oração.
Como é maravilhoso estudar os detalhes relacionados com esta porta: ao pé do jardim do Rei, havia degraus que desciam da cidade de Davi, ficava defronte dos sepulcros para a casa das almas, com grande ardor e ia até a porta da casa do Sumo sacerdote.

A Bíblia fala em orar 350 vezes, em ambos os testamentos.

Pela oração os nossos passos são guardados e temos vitória – Sl 17.5. (livramentos durante a obra missionária).Pela oração alcançamos sabedoria – Tg 1.5. (para ensinarmos aos pecadores o plano da salvação).
A oração significa esperar em Deus – Sl 62.5. (lançamos a semente e esperamos pelos frutos).
Orar significa combater – Cl 4.12; Ef 6.17,18; Rm 15.30; Mc 14.38. (o mundo é um campo de batalha).
Devemos orar de acordo com a vontade de Deus – I Jo 5.14,15; Mt 26.39,42. (a vontade de Deus é que todos os homens cheguem ao pleno conhecimento de Deus).

A oração é uma chave:

Abre a porta da evangelização mundial - Mt 9.37-38;
Abre as portas das prisões – At 16.25,26; 12.7-11.
Abre a porta da renovação da Igreja – At 4.31;
Abre a porta da conquista das nações – Sl 2.8.

Três regras poderosas da oração:

Orar com persistência;
Orar com insistência;
Orar com resistência.

7ª PORTA DAS ÁGUAS – 3.26

A porta das águas simboliza a operação do Espírito Santo e da Palavra de Deus na Igreja Jo 3.3; 7.37.
Devemos levar a Água da Vida para os povos que estão morrendo de sede. Será que estamos dispostos como os três homens valentes de Davi, que arriscaram as suas vidas para satisfazerem a vontade do rei? Convido-lhe a atravessar o acampamento dos filisteus e tirar água da cisterna para o Rei Jesus. (leia 2 Sm 23.15.).

A Palavra vivifica – Sl 119.25; 50.154.
A Palavra revela – I Sm 9.27; 10.6.
A Palavra gera temor – Ed 9.4.
A Palavra sara – Sl 107.20.
A Palavra cria – Sl 33.6.
A Palavra vence – Sl 18.30.

O Espírito Santo ordena – At 16.6,7.
O Espírito Santo convence – Jo 16.8-11.
O Espírito Santo adota – Rm 8.15,16.
O Espírito Santo consola – Jo 14.16-18.
O Espírito Santo Santifica – Rm 8.1-16.
O Espírito Santo fortalece – Ef 3.16.
O Espírito Santo ilumina – I Co 2.12.

8ª PORTA DOS CAVALOS – 3.28

A porta dos cavalos simboliza a presença do poder na vida dos crentes – At 1.8; Jz 16.19; Mq 3.8; I Pe 4.11; Ef 3.

Poder para:

Evangelizar os perdidos;
Curar os enfermos;
Expulsar os demônios;
Derrotar o inimigo.

O Espírito Santo e a obra missionária:

Missionário gerado pelo Espírito – 1 Jo 3.5,6.
Missionário ungido pelo Espírito – 1 Jo 2.7; At 9.17,20.
Missionário dirigido pelo Espírito – Gl 5.18; At 2.37,38.
Missionário vivificado pelo Espírito – Rm 8.11; At 4.8; 8.39,40.

9ª PORTA DE EFRAIM – 8.16

A porta de Efraim simboliza a vida frutífera da Igreja – Sl 1.3; Mt 3.8; Jo 15.
Ouvi uma frase aterrorizante a cerca da igreja: "a igreja está enferma!". Infelizmente isso vem se tornando uma realidade em muitos lugares. Faltam adubos, água, sombra, sol, etc. Mas se tem investido muito em produtos químicos dentro da igreja, por isso ela está enferma!
Onde estão os trabalhadores da seara, para cultivarem a lavoura e colherem os frutos?

10ª PORTA DA PRISÃO – 12.39

A porta da prisão simboliza a vida de submissão total – Ef 3.1; II Tm 1.8.
Se formos submissos, somos obedientes e se somos obedientes, estamos realizando a ordem do Mestre!

. . .© Copyright Leonardo Araújo - /2008. . .

Missões: resultado de avivamento !

Que coragem! Enfrentar em sua geração (1792) um grupo de pastores que nem sequer reconhecia a relevância da Grande Comissão não foi tarefa fácil. Contudo, William Carey*(ver foto abaixo e à esquerda), considerado o Pai das Missões Modernas, não se intimidou e encarou a batalha.Sua paixão pelo Cordeiro e sua ousadia em defesa da pregação do evangelho o conduziram em tamanho confronto. Certamente não lhe faltaram argumentos, sua resposta à questão não se limitou a uma carta ou a um sermão.
Ele escreveu um livro de desafio missionário que não somente respondeu aos pastores, mas produziu grande impacto em sua época, dando início ao que nós conhecemos hoje como movimento moderno de missões.
Um dos aspectos que nos surpreende na experiência de Carey é que ele não começou defendendo a causa da Grande Comissão diante da liderança de um governo,de uma classe social ou de um grupo étnico, mas da liderança de uma igreja.
Não parece paradoxal alguém enfrentar um grupo de pastores a fim de convencê-los de que o evangelho deve ser anunciado aos perdidos?
Não é a Bíblia um livro missionário?
Não é a igreja uma agência do reino de Deus para o mundo?
De qualquer forma, a verdade é que um dos momentos mais marcantes do movimento moderno de missões aconteceu a partir de um confronto com uma liderança eclesiástica. Esse fato aponta para a evidência de que, em diversos momentos da história, convencer a Igreja de sua responsabilidade missionária tem sido um desafio maior do que convencer os povos de sua necessidade do evangelho.
Na verdade, o problema é antigo. Mesmo na experiência dos apóstolos, observamos que enquanto o centurião Cornélio estava pronto para obedecer à visão celestial e receber o evangelho:
"Agora pois estamos todos aqui presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto te foi ordenado pelo Senhor" (At. 10.33), a igreja primitiva ainda disputava se o evangelho deveria ou não ser anunciado aos gentios: "Ora, ouviram os apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. E quando Pedro subiu a Jerusalém, disputavam com ele os que eram da circuncisão" (At 11.1,2).
O que é mais intrigante é que se a natureza da Igreja é uma natureza missionária, parece não fazer sentido que se tenha que se conscientizar a Igreja de sua responsabilidade de pregar o evangelho aos perdidos. Diante desse contra-ponto somos conduzidos a outras interrogações:
O que faz a igreja se demonstrar indiferente diante da ordem divina para fazer discípulos de Cristo em todas as nações?
O que será que impede a igreja de se envolver na tarefa da evangelização mundial?
Certamente não é tarefa fácil tentar responder a todos esses questionamentos. Todavia, há mais de cem anos, Andrew Murray*(Ver foto abaixo e à direita), ao descrever a falta de envolvimento da igreja com o trabalho missionário, parece sintetizar o problema apontando para uma única resposta.
No livro A Chave Para o Problema Missionário ele defende que a razão central porque os cristãos não se envolvem com a causa missionária é a falta de avivamento. Na concepção dele, se não há comprometimento com Deus, o resultado é falta de comprometimento com missões: "O entusiasmo pelo reino de Deus está faltando. E isto é porque há tão pouco entusiasmo pelo Rei". No prefácio do mesmo livro, o pastor Edson Queiroz reforça a idéia apresentada por Murray e ao comentar sobre a vida espiritual de uma igreja ele observa: "Se tem vida, tem missões!" Considerando ainda o assunto, o pastor John Piper*(ver foto abaixo e à esquerda) defende também que onde quer que a paixão por Deus seja fraca o zelo por missões terá a mesma intensidade e vice e versa.
Desta maneira, o cerne do problema quanto à obediência da Igreja em relação à Grande Comissão não é outro senão de ordem espiritual. Isso nos garante que a tarefa de proclamação do evangelho aos povos não-alcançados somente se tornará uma realidade na vida da igreja, se ela for alvo constante do avivamento divino. Afinal, se não houver paixão pelo Cordeiro, como haverá paixão pela causa do evangelho?
Não restam dúvidas de que Deus é um Deus missionário, de que a Bíblia é um livro missionário e de que a igreja é a agência do reino de Deus para as nações. Entretanto, ao encarar os desafios missionários que Deus tem confiado à nossa geração precisamos rogar ao Pai que Ele nos limpe com a Sua Palavra, que nos preencha com Seu Espírito, que nos sustente com a Sua graça e que nos use entre as nações para a glória do Seu nome.
"Aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos; fazei que ela seja conhecida no meio dos anos" (Hb. 3.2).

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Nota:William Carey*,nasceu pobre na zona rural de Northamptonshire, no centro da Inglaterra, a 17 de agosto de 1761. Foi criado num lar anglicano e seu pai era tecelão e trabalhava num tear em sua própria casa.

A infância de Carey foi rotineira, exceto por problemas de alergia que o impediram de trabalhar como jardineiro. Em lugar disso, começou a trabalhar como sapateiro.

Aos dezessete anos foi convidado para ouvir uma pregação "não-conformista" e converteu-se. Aos 22 ou 23 anos dedicou-se ao estudo das Escrituras acerca do batismo e decidiu ser batizado como crente, por John Ryland Jr., no rio Nene, em 5 de outubro de 1783, tornando-se membro da igreja batista.

William Carey era um autodidata, apaixonado por lingüística botânica, história e geografia. Ele aprendeu latim, grego, hebraico italiano, francês, holandês,bengali, sânscrito, marathi, outras línguas orientais.

Uma página de seu diário dá a idéia de sua dedicação:

Leu a Bíblia em hebraico às 5h45 para sua devoção particular, realizou o culto doméstico em bengali às 7h, leu com um intérprete um escrito em marathi às 8h, trabalhou na tradução de um poema em sânscrito para o inglês às 9h, deu uma aula de bengali na Universidade às 10h, leu as provas do livro de Jeremias em bengali às 15h, traduziu o oitavo capítulo de Mateus para o sânscrito com o auxílio de um tradutor da Universidade às 17h, estudou um pouco a língua telinga às 18h, pregou em inglês para um grupo de oficiais britânicos e suas famílias às 19h30, traduziu o nono capítulo de Ezequiel para o bengali às 21h, escreveu cartas para a Inglaterra às 23h, e antes de dormir, ainda leu um capítulo do Novo Testamento em grego.

Para Carey, o que contava não era dar tempo integral à obra de Deus, mas dar dedicação integral. Apesar de não ter feito nenhum curso de primeiro e segundo graus, Carey recebeu o título de Doutor em Divindades da Brown University em 1807 aos 46 anos, e foi membro de três sociedades científicas com sede em Londres.

.Andrew Murray*,nasceu na Africa do Sul, em 9 de maio de 1828, e morreu em 1917. Seu pai era pastor vinculado à Igreja Presbiteriana da Escócia, que, por sua vez, mantinha estreita relação com a Igreja Reformada da Holanda, o que foi impor­tante para impressionar Murray com o fervoroso es­pírito cristão holandês. Andrew experimentou o novo nascimento aos 16 anos, na Holanda. Após isso, dedi­cou muito tempo, muitas madrugadas, a orar por um avivamento em seu país e a ler sobre experiências desse tipo ocorridas em outros países.
Foi para a Inglaterra com 10 anos e quando re­tornou para a Africa do Sul como pastor e evange­lista, levou consigo um reavivamento que abalou o país. Seu ministério enfatizava especialmente a ne­cessidade de os cristãos habitarem em Cristo. Isso foi despertado especialmente quando, ao voltar para a Africa, deparou-se com a grande extensão geográ­fica em que deveria ministrar. Aí começou a sentir necessidade de uma vida cristã mais profunda. Murray aprendeu suas mais preciosas lições espirituais por meio da Escola do Sofrimento, principalmente após uma séria enfermidade. Sua filha testificou que, após essa doença, seu pai manifestava "constante ternu­ra, serena benevolência e pensamento altruísta". Essa foi uma expressão de sua fé simples em Cristo e a Ele rendida.
Seu ministério, pela influência recebida do pai, foi caracterizado por profunda e ardente espirituali­dade e por ação social. Em 1877, viajou pela primeira vez aos Estados Unidos e participou de muitas con­ferências de santidade nos EUA e na Europa. Sua teologia era conservadora, e se opunha francamente ao liberalismo. Em seus livros, enfatizou a consagra­ção integral e absoluta a Deus, a oração e a santidade.
Durante os últimos 28 anos de sua vida, foi con­siderado o pai do Movimento Keswick da Africa do Sul. Muito dos aspectos místicos de sua obra deve-se à influência de William Law. Murray, assim como Law, Madame Guyon, Jessie Penn-Lewis e T. Austin-Sparks, experimentou o Senhor de forma muito profunda ese tornou um dos mais proeminentes no movimento da vida interior.
Foi acometido de uma infecção na garganta em 1879, a qual o deixou sem voz por quase dois anos. Foi curado dela na casa de uma família cristã em Lon­dres. Como resultado dessa experiência, veio a crer que os dons miraculosos do Espírito Santo não se limitavam à igreja primitiva. Para ele, uma das caracte­rísticas da vida vitoriosa era uma profunda e silencio­sa percepção de Deus e uma intensa devoção a ele.
Por crer no que Deus pode fazer por meio da obra de literatura, Murray escreveu mais de 250 li­vros e inúmeros artigos. Sua obra tocou e toca a Igre­ja no mundo inteiro por meio de escritos profundos, incluindo The Spirit of Christ (O Espírito de Cristo), The Holiest of All (O Mais Santo de Todos), With Christ in the School ofPrayer (Com Cristo na Escola de Oração), Abide in Christ (Habite em Cristo), Raising Your Childrenfor Christ (Criando Seus Filhos para Cris­to) e Humility (Humildade), os quais são considerados clássicos da literatura cristã.

.John Piper*,nasceu em 11 de janeiro de 1946,no Tennessee,EUA.É um escritor e ministro batista reformado, que atualmente serve como pastor sênior na Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis,Minnesota.

Em Cristo,

Leonardo Araújo

Quer sua igreja envolvida com a obra de Missões?

Passos simples para se criar um conselho missionário na sua igreja.

O que é Janela 10X40 ? Em que continente estão localizados a maioria dos paises menos evangelizados do mundo ? Aproximadamente quantos grupos étnicos no mundo ainda não foram alçançados pelo Evangelho ? O que é a Cortina Verde ?

Bom, infelizmente se você não conseguiu responder a pelo menos duas destas perguntas, o seu grau de informação sobre missões esta na UTI.
Como anda o envolvimento de sua igreja com a obra missionária no mundo ?
Existem várias maneiras de manter a sua igreja informada e envolvida sobre o que acontece no mundo missionário. Uma delas é a formação de um Conselho Missionário. Mas o que é um Conselho Missionário ?

Conselho Missionário é um grupo de membros, sob a direção do corpo pastoral, que tem por objetivo orientar, mobilizar e administrar as decisões missionárias da igreja local.
O Conselho Missionário funciona como o órgão da Igreja que facilita o envolvimento da mesma com a obra missioária, seja na seleção e envio de missionários, ou no apoio e sustento de novas frentes.
Este grupo de pessoas empenha-se na tarefa de manter a igreja informada, e atualizada sobre o que está acontecendo no mundo, não apenas três vezes por ano durante as campanhas de missões, mas sim, semanalmente. Para isto podem ser usados vários meios, e os próprios missionários com quem a igreja mantém contato funcionam como exelente fonte de informação.

Quais os objetivos do Conselho Missionário?

a. Dar visão ao ministério de missões dentro da igreja;
b. Providenciar as ferramentas adequadas para um efetivo e crescente ministério de missões;
c. Funcionar como facilitador das decisões da igreja referentes a missões;
d. Sugerir critérios para envio e sustento de missionários;
e. Apoiar o corpo missionário da igreja, funcionando como elo de ligação entre o mesmo e a igreja.

Quem pode fazer parte do Conselho Missionário ?

Qualquer membro da igreja pode participar, entretanto existem alguns critérios que devem ser observados na escolha do membro.

Os membros do conselho :

a. Devem ser cheios do Espirito Santo;
b. Devem ter visão missionária;
c. Devem ser treinados;
d. Devem ter mandato de pelo menos 3 anos, com renovações anuais. (Não devem a priore existir restrições a reeleições de membros).
e. Devem ter consciência da importância da atividade do conselho missionário

Como trabalhar ?

Geralmente o CM trabalha divido em comissões de trabalho. Isto facilita a divisão de tarefas e focaliza áreas especícas a serem supridas.

São algumas áreas inportantes que devem ser cobertas :

a. Oração

Objetivo: Despertar, motivar e manter um movimento de oração pro-missões. Atividades :.Organizar reuniões e campanhas de oração para todos os menbros da igreja. .Preparar um calendário de oração, confeccionar a página de oracao dominical da igreja, preparar e decorar a sala de oração dominical da igreja.

b. Promoção e Eventos Missionários

Objetivo : Despertar e divulgar o movimento de missões na igreja, através de informações, congressos, campanhas e outros meios que proporcionem o envolvimento da igreja com a obra de missões.
Atividades :Elaboração de boletins, confecção de cartazes e mapas, apresentação de gráficos e estatísticas, promoção de campanhas missionárias, organização do congresso de missões e conferências missionárias

c. Assistência Ministerial

Objetivo : Acompanhar o trabalho do corpo de missionarios, providenciado-lhes a assistência necessária, facilitando o contato entre missionário e igreja, e vice-versa.
Atividades :Catalogar e manter atualizado o banco de dados do corpo de missionários da igreja e apoiados pela igreja, promover a comunicação entre a igreja e o missionário, divulgar suas cartas, necessidades e pedidos de oração, corresponder-se e motivar a igreja a corresponder-se com seus obreiros, divulgar as datas de aniversário e endereços. Confeccionar e manter um mural missionário.

d.Treinamento

Objetivos : Selecionar, orientar, treinar e acompanhar candidatos ao campo missionário. Atividades : Desenvolver um programa de avaliação e orientação do candidato através de literatura, seminários, participação em atividades da igreja, bem como em suas congregações. Estabelecer critérios para envolvimento do candidato com as atividades missionárias da igreja, proporcionando treinamento e atividades práticas.

e. Ensino e Estratégias de Missões

Objetivo :
·Ensino - Ajudar a igreja a conhecer profundamente as implicações da obra missionária e sua fundamentação bíblica.
·Estratégias - Definir áreas-alvo em que a igreja irá concentrar seus esforços e estratégias que serão usadas para alcançar estas áreas.
Atividades : Cursos e seminários de missões, aplicações de conteúdo missionário nas classes da E.B.D. e demais departamentos da igreja. Buscar informações sobre povos não alcançados, e áreas mais necessitadas. Pesquisar possibilidades de acesso e informações sobre culturas e costumes.

f. Finanças

Objetivos : Levantar, planejar e controlar finanças para o sustento missionário. Atividades :Administrar o Fundo Missionário, promover a Oferta Missionaria da Fé, motivar a igreja criando estratégias de envolvimento financeiro com a obra missionária.
Claro que isto é apenas o resumo das atividades deste conselho, e apenas o primeiro passo a ser dado. A simples criação deste, não tornará sua igreja um igreja missionária. Isto só começará a acontecer, quando em seu coração você se tornar um.

Deseja mais informações ?
Escreva para : info@jocum.org.br

Conte aqui o seu testemunho...


Críticas e sugestões


Faça aqui o seu pedido de oração


A paz do Senhor Jesus Cristo á todos os irmãos e amigos que visitam o BLOG VIDAS EM CRISTO.
Este espaço é reservado para você que deseja ver o poder sobrenatural do nome de Jesus, operando de forma poderosa em sua vida!
Aqui é o lugar para clamar-mos ao Senhor nosso Deus,no afã de que Ele opere o milagre que tanto precisamos,pela ação do seu Santo Espírito.
Quando você envia o seu pedido de oração, ele é imediatamente enviado ao nosso exército de oração - Um grupo de irmãos fiéis à oração que estarão clamando a Deus por você e sua família.
O nosso maior desejo, é que ainda hoje, você possa ser alvo do poder transformador do Senhor Jesus Cristo,para que assim possamos fazer como os israelitas depois do desafio no Carmelo:
"O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: SÓ O SENHOR É DEUS!SÓ O SENHOR É DEUS!" (1 Reis 18:39)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Biografia de Jônatas Edwards


Jônatas Edwards-O Grande Avivalista(1703 – 1758)

Há dois séculos o mundo fala do famoso sermão “Pecadores nas mãos de um Deus irado” e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. Esse fato foi, apenas, um dos muitos que aconteceram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para contemplarem as glórias do céu e a realidade do castigo que está bem perto dos que se encontram afastados de Deus.
Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, intitulado, na ocasião, “Grande Despertamento”. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos.
Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas também de todo o entendimento. “Sua mente prodigiosa apoderava-se das verdades mais profundas”. Contudo, “sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo”. Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.
Os crentes atuais devem a esse Herói, graças a sua perseverança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e praticas da igreja primitiva. Grande foi o fruto da dedicação do lar em que Edwards nasceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinqüenta anos.
Das dez irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas.
“Muitas foram as orações que os pais ofereceram a Deus para que o único e amado filho fosse cheio do Espírito Santo, e que se tornasse grande perante o Senhor. Não somente oravam assim, fervorosa e constantemente, mas mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As orações em volta da lareira, os estimularam a se esforçarem , e seus esforços redobrados os motivaram a orar mais fervorosamente.O ensino religioso e permanente resultou em Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança”.
Quando Jônatas tinha 7 ou 8 anos, houve um despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar outros da sua idade para orarem com ele.
Citamos aqui as sua palavras sobre esse assunto:
A primeira experiência de que me lembro, de sentir no intimo a delicia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as palavras de 1 Timóteo 1:7: “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível; ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém”. Sentia a presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo olhando para a lua e, de dia, contemplar as nuvens e os céus.
Passava muito tempo observando a glória de Deus, revelada na natureza e cantando as minhas contemplações do Criador e Redentor... Antes me sentia demasiado assombrado ao ver os relâmpagos e ouvir o troar do trovão. Porém, mais tarde, eu me regozijava ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na trovoada.
Antes de completar 13 anos, iniciou seu curso em Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente “Ensaio sobre o Entendimento Humano”, a famosa obra de Locke. Vê-se, nas suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande desenvolvimento intelectual do moço: “Achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento em juntar grandes quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos”.
Edwards, antes de completar 17 anos, diplomou-se no Yale College com as maiores honras. Sempre estudava com esmero, mas também conseguia tempo para meditar na bíblia, diariamente. Depois de diplomar-se, continuou seus estudos em Yale, durante dois anos, e foi então separado para o ministério.Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e examinar-se si mesmo.
Acerca de sua consagração, com a idade de 20 anos, Edwards escreveu: “Dediquei me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo o que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direitos de forma alguma... travando, assim, uma batalha como o mundo, a carne e satanás até o fim da vida”.
Alguém assim se referiu a Jônatas: “Sua constante e solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante, palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados de seriedade, gravidade e solenidade”.
Aos 24 anos casou-se com Sara Pierrepont, filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do pai de Edwards, onze filhos.
Por ocasião do “Grande Despertamento”, ao lado de Jônatas Edwards estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em tudo. Tal qual seu marido, ela nos serve de exemplo de rara intelectualidade.
Profundamente estudiosa, inteiramente entregue ao serviço de Deus, ela era conhecida por sua santa dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia que praticava, movida pelas palavras de Cristo: “Para que nada se perca”. Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram conhecidos por suas experiências com a oração. Faz-se menção destacada de um período de três anos, especialmente, durante o qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes sem forças por causa das revelações do céu. A sua vida inteira foi de intenso gozo no Senhor.
Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os dias, estudando e orando. Sua esposa também o acompanhava na oração, diariamente. Depois da última refeição, ele deixava toda a lida a fim de passar uma hora com a família.
Mas que doutrinas a igreja avia esquecido e Edwards começou a ensinar e a observar de novo, com manifestações tão sublimes?
Basta uma leitura superficial para ver que a doutrina à qual deu mais ênfase foi a do novo nascimento, apresentando-a como uma experiência certa e definida, em contraste com a idéia da igreja romana e de várias denominações. O evento que marcou o começo do “Grande Despertamento” foi uma série de sermões feitos for Edwards sobre a doutrina da justificação pela fé. Que fez os ouvintes sentirem a verdade das Escrituras. O foco de seus sermões era que toda boca ficará fechada no dia juízo, e que “não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no inferno, senão o bel-prazer de Deus”.
É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derramado para despertar milhares de almas para a salvação, sem primeiro nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra e do mundo inteiro, nessa época. Quem, até, hoje, não se admira do heroísmo dos puritanos que colonizaram as florestas na Nova Inglaterra? Passara, porém, essa glória, e a igreja, indiferente e cheia de pecado, encontrava-se face ao maior desastre. Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos, obra que existiu unicamente para a sua glória. Por isso, no mesmo grau em que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre seus filhos perplexidade e confusão. Se não pudessem alcançar, de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos céus.
O famoso sermão de Edwards – “Pecadores nas mãos de um Deus irado”- merece menção especial.O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito leviano. E mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregadores que estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar. Era homem de dois metros de altura; seu rosto tinha aspecto quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o manuscrito na outra mão. Falava como voz monótona.
Discursou sobre o texto de Deuteronômio 32:35: “Ao tempo em que resvalar o seu pé”.
Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no inferno, a não ser a própria vontade de Deus; que Deus estava mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no inferno; que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e, com a permissão de Deus, pronto a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade do Deus indignado os guardava da morte instantânea.
Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório:
Aí esta o inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o inferno existe apenas a atmosfera... Há, atualmente, nuvens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, seríeis destruídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do inferno, mais ou menos como o homem segura uma aranha ou outro inseto nojento sobre o fogo, durante um momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de amanhã...
O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da posição em que estavam. Nessa altura, o sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e gritos das mulheres, quase todos ficaram de pé ou caídos no chão. Foi como se um furacão soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a cidade de Enfiled ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em quase todas as casas, o clamor das almas que, até àquela hora, confiavam na sua própria justiça. Esperavam que, a qualquer momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles havia.
Tais vitórias contra o reino das trevas foram ganhas de joelhos. Edwards não abandonara nem deixara de gozar os privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice. Continuou a freqüentar, também, os lugares solitários da floresta, onde podia ter comunhão com Deus. Como exemplo, citamos a sua experiência com a idade de 34 anos, quando entrou na floresta a cavalo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.
Como era de esperar, o maligno tentou anular a obra gloriosa do Espírito Santo no “Grande Despertamento”, atribuindo tudo ao fanatismo.
Em sua defesa, Edwards escreveu:
Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraordinárias. Há motivos para crer, pelas profecias da bíblia, que sua obra mais maravilhosa seria feita nas últimas épocas do mundo. Nada se pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos, gritos, convulsões, e falta de forças... De fato, é natural esperar, ao nos lembrarmos da relação entre o corpo e o espírito, que tais coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do salmista que exclamou, sob a convicção do pecado: “Envelheceram os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo” (Sl 32:3); dos discípulos, que, na tempestade do lago, clamaram de medo; da Noiva do Cântico dos Cânticos, que ficou vencida pelo amor de Cristo, até desfalecer...”
Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igualmente certo que este movimento se iniciou não com os sermões célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste de que há uma “obra direta que o Espírito divino faz na alma humana”.
Note-se bem: não foram seus sermões monótonos, nem a eloqüência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefied, mas, sim, a obra do Espírito Santo no coração dos mortos espiritualmente, que, “começando em Northampton, espalhou-se por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte, chegando até na Escócia e a Inglaterra”. No meio de uma época da maior decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da Nova Inglaterra, despertou, e foram arrebatadas de 30 a 50 mil almas do inferno durante um período de dois a três anos.
No meio de suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de Jônatas Edwards foi tirada da terra. Apareceu a varíola em Princeton e um hábil médico foi chamado da Filadélfia para inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas foram também vacinados. Na febre que resultou, as forças de nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois, faleceu.
Assim diz um de seus biógrafos: “Em todo o mundo onde se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho”.
Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculdades intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvolvamos, sob a direção do Espírito Santo, e que as entreguemos desinteressadamente para o seu uso.

Fonte: Livro Heróis da Fé / p. 39-45
Autor: Orlando Boyer
Editora:CPAD(Casa publicadora das Assembléias de Deus)


A nossa ardente oração é para que Deus nos de mais homens como Jônatas Edwards.

Perfil do editor deste blog


Nasceu em Natal-Rn,em 08 de março de 1986.Filho de Maria José de Araújo e Jamilton Dantas de Melo.

Conversão

Leonardo Araújo de Melo foi criado em um lar não-cristão,filho de pais separados,entregou sua vida à Cristo aos 17 anos de idade,durante um culto de ensinamento e doutrina,no dia 11 de fevereiro de 2004(Quarta-Feira) na Assembléia de Deus-Ministério Belén,congregação:Estrela da manhã,em Potengi,Natal-Rn.


Batismo no Espírito Santo

Em 10 de Junho de 2004(quinta-feira) foi batizado com o Espírito Santo,na Assembléia de Deus-Belén,Congregação Pólo do Potengi em Natal-RN, durante um seminário de evangelismo pessoal e discipulado(SEPED),mininstrado pelo Ev.Alrimar Eufrásio,ministro evangélico da Assembléia de Deus em Parnamirim-Rn.
Não Somente ele foi agraciado com "a promessa do pai",mas também 41 irmãos junto com ele receberam a experiência pentecostal registrada em Atos Capítulo 2.Desta feita,a reunião que estava programada para terminar às 21 horas estendeu-se até 23:30,debaixo de muito temor,reverência e Alegria no Espírito.
Glória seja dada ao nome Santo de Jesus!
Batismo em águas
Aconteceu com Leonardo,o mesmo que aconteceu à família de Cornélio(At10.44-48) e que também tem acontecido com muitos irmãos em todo o mundo,a saber,o recebimento do batismo com o Espírito Santo antes mesmo da descida às àguas batismais.(o seu batismo por imersão ocorreu mais precisamente:17 dias depois dele ter recebido "o selo pentecostal").
Sendo assim,em 27 de Junho de 2004(Domingo) foi batizado em àguas,na Assembléia de Deus-Belén,Templo Central,no bairro do Alecrim,em Natal-Rn.
O mesmo foi efetuado pelo Pr.Francisco Xavier,que na época pastoreava a Assembléia de Deus-Belén,Congregação:Alvorada,em Natal-Rn.

Chamada Ministerial

Leonardo é,por graça e misericórdia de Deus,obreiro das Assembléias de Deus(Ministério Belém-CGADB) no Estado do Rio Grande do Norte(IEADERN),servindo a igreja do Senhor na cidade de Natal,cuja igreja é presidida pelo Pr.Raimundo João de Santana(Em 2010,ano em curso).


Leonardo por vocação e graça divina é pregador do evangelho desde os 18 anos de idade,quando durante uma vigília de oração recebeu uma chamada sobrenatural da parte de Deus,para realização de uma obra específica na Terra,e isto em favor da expansão do Reino de Cristo,da edificação da Igreja e estabelecimento do Reino de Deus nos corações dos Homens.
Através de uma mensagem profética,ocorrida mediante manifestação do dom espiritual da profecia(1Co 12.10;14.1-40),o Senhor da Seara revelou o seu propósito para com a vida deste jovem,fazendo ele e os demais irmãos que testemunharam o caso,dos quais muitos destes ainda estão vivos,de que a sua chamada,e a obra específica que ele haveria de realizar,seria"a obra de um evangelista"(2 Tm 4.5).
Desde então,este moço tem se esforçado,com ajuda e total dependência de Deus,para "correr a carreira que lhe foi proposta",levando o evangelho de Cristo ao maior número de não-salvos possível,usando de todos os meios(lícitos) para atingir este objetivo;No afã de cumprir o ide do Mestre e de receber na vida eterna o seu respectivo galardão pelo serviço prestado ao Reino,quando apresentar-se ante o tribunal de Cristo.

No momento,Leonardo Araújo,está escrevendo mais um livro, além de semanalmente publicar neste blog artigos e mensagens.

Para falar com o editor deste blog, escreva para:

evangelista_jesuscrist@yahoo.com.br
*Envie-nos um e-mail,nos adicione no Orkut e Msn,ou ainda nos mande uma carta.Ficaremos muito felizes em falar com você. - Equipe Vidas Em Cristo

quinta-feira, 8 de maio de 2008

John Wesley e o avivamento Wesleyano

"Eu me coloco em chamas, e o povo vem para me ver queimar" - John Wesley (respondendo à pergunta de como ele atraía as multidões)

"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley


(Citações do livro "On Earth as it is in Heaven" por Stephen L Hill)

O Grande Reavivamento dos anos 1739 - 91 é frequentemente chamado de Reavivamento Wesleyano. É que, embora Deus tivesse usado grandemente George Whitefield, os dois irmãos Wesley e dúzias de pregadores leigos para acender o fogo de reavivamento, John Wesley pregou em mais lugares, a mais pessoas e durante um maior número de anos do que os outros. Ele também fez mais para conservar o fruto do reavivamento. John Wesley foi claremente o líder escolhido por Deus para este impressionante despertamento espirtual. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento.
John Wesley nasceu no dia 17 de junho de 1703, em Epworth, Lincolnshire, Inglaterra. Com dezessete anos ele começou estudar teologia na faculdade de Oxford, e recebeu sua diploma de bacharel em 1724 e seu doutorado em 1727. Ele foi consagrado ministro da igreja Anglicana (Igreja da Inglaterra) em 1724. John continuou na faculdade de Oxford, onde ele era membro do Conselho da Faculdade Lincoln e professor de grego.
Em 1729 Charles Wesley, o irmão de John, e mais dois estudantes começaram um pequeno grupo que se reunia para oração, estudo bíblico e encorajamento mútuo. John logo tornou-se o líder do grupo, que era chamado o "Clube Santo". Eles usavam um sistema metódico de auto-exame e auto-disciplina, e por este motivo foram chamados de 'metodistas' por alguns. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 e 15 membros, com um máximo de 25. Um outro jovem chamado George Whitfield juntou-se ao grupo depois de alguns anos, tornando-se um grande amigo de John Wesley.
Em outubro de 1735 John e Charles Wesley viajavam para América como missionários, porém depois de um pouco mais que dois anos, John voltou a Inglaterra, em fevereiro de 1738, preocupado com sua própria salvação. "Fui para a América converter os índios", ele lamentou, "mas, oh, quem vai me converter?". Poucos meses depois, no dia 24 de maio, John teve uma experiência na qual ele obteve a certeza da sua salvação pelá fé. Poucos anos depois, John e outros membros do Clube Santo tiveram uma experiência poderosa de enchimento com o poder do Espírito Santo:

No dia do Ano Novo, 1739, John e Charles Wesley, George Whitefield(Foto ao lado) e mais quatro membros do Clube Santo fizeram uma festa de amor [santa ceia] em Londres. 'Cerca de três da manhã, enquanto estávamos orando, o poder de Deus caiu tremendamente sobre nós, a tal ponto que muitos gritaram de alegria e outros caíram ao chão (vencidos pelo poder de Deus). Tão logo nos recobramos um pouco dessa reverência e surpresa na presença da Sua majestade, começamos a cantar a uma voz: "Nós te louvamos, ó Deus; Te reconhecemos como Senhor"'. Este evento foi chamado de Pentecoste Metodista. - Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento.
A partir deste dia, um grande avivamento começou. Dentro de um mês e meio, George Whitfield estava pregando para multidões de milhares, com John Wesley fazendo o mesmo dentro de três meses. Com apenas 22 anos de idade, Whitefield começou a pregar ao ar livre:

As multidões aumentavam diariamente até chegar a vinte mil ouvintes. Os mais ricos ficavam sentados em seus coches e outros em seus cavalos. Alguns sentavam nas árvores e em toda parte o povo se reunia para ouvir Whitefield pregar. Todos eram às vezes levados a chorar, conforme o Espírito de Deus descia sobre eles.
Whitefield continuava insistindo com Wesley para ir a Bristol e ajudá-lo. Em abril, Wesley ficou ao lado de Whitefield em Kingswood, ainda questionando se era adequado falar fora do prédio da igreja. Naquela noite Whitefield pregou sobre o Sermão do Monte. De repente compreendeu que Jesus também pregara ao ar livre. Whitefield voltou a Londres e no dia seguinte Wesley pregou então a três mil ao ar livre em Kingswood. Ele permaneceu em Bristol durante dois meses, mais ocupado do que nunca. Seus cultos das 7 horas da manhã de domingo geralmente tinham de cinco mil a seis mil ouvintes.
Ali, para surpresa de Wesley, ele começou a observar o Espírito Santo convencendo poderosamente as pessoas de seus pecados enquanto pregava. Indivíduos bem vestidos,arrogantes e de coração endurecido, repentinamente gritavam como se estivessem em agonia. Tanto homens como mulheres, dentro e fora dos prédios das igrejas, tremiam e caíam no chão, Quando Wesley interrompeu seu sermão e orava em favor deles, logo encontravam paz e rejubilavam-se em Cristo.
Um quacre , grandemente aborrecido com os gemidos e gritos das pessoas que eram convencidas de seus pecados, foi repentinamente atirado ao chão em profunda agonia por seus próprios pecados. Depois de Wesley ter orado, o quacre exclamou: "Agora sei que és um profeta do Senhor". Cenas similares ocorream em Londres e Newcastle. Wesley não encorajava essas reações emocionais e declarou que poderia haver casos de fingimento. Ele falava sempre em voz calma e controlada, sem mostrar emoção. Mas reconheceu também que o poder de Deus estava operando, convencendo e transformando pessoa após pessoa. -Wesley Duewel, O Fogo de Reavivamento
Whitefield continuo pregando a milhares, na Inglaterra e nos Estados Unidos, até sua morte, aos 56 anos, em 1770. Ele e o John Wesley tiveram uma diferença de teologia, com o Whitefield se tornando calvinista e associando-se à igreja Presbiteriana, porém os dois permaneceram grandes amigos. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguem perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".
O ministério de evangelismo do Wesley continuou a crescer, e ele começou a criar "sociedades de avivamento" nos lugares onde ele ministrava. Este grupos pequenos se reuniam para oração, encorajamento e estudo bíblico. No início Wesley encorajava os grupos a permanecer na Igreja na Inglaterra, mas diferenças com a igreja a respeita a seu estilo de pregação ao ar livre, sua mensagem de salvação pela fé, e sua utilização de leigos como pregadores e líderes das sociedades, levou ao estabelecimento da igreja Metodista.
John Wesley viajou extensivamento, na Inglaterra e na Ámerica, e o fogo de avivamento se espalhou rapidamente. Em agosto de 1770 havia 29.406 membros, 121 pregadores e 50 zonas na Inglaterra,inúmeros pregadores e 100 capelas nos Estados Unidos. Quando Wesley morreu, no dia 2 de março de 1791, havia mais de 120.000 metodistas nas suas sociedades.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (1)

Meu sermão esta manhã terá sete textos e minha pregação será centrada em apenas duas palavras de cada um, porque os sete textos são todos semelhantes e ocorrem em sete porções diferentes da santa Palavra de Deus. Porém, eu usarei o contexto de todos eles para exemplificar casos diferentes; e peço a vocês que trouxeram suas Bíblias que os acompanhem a medida que forem mencionados.

O tema desta manhã será - CONFISSÃO DE PECADO.

Nós sabemos que isto é absolutamente necessário à salvação. A menos que haja uma verdadeira e sincera confissão de nossos pecados a Deus, não temos nenhuma promessa que nós acharemos clemência no sangue do Redentor. "Todo aquele que confessar seus pecados e os abandonar achará misericórdia" . Mas não há nenhuma promessa na Bíblia para o homem que não confessar seus pecados .
Há muitos que fazem uma confissão, e uma confissão diante de Deus, e não recebem nenhuma bênção, porque a confissão deles não tem certas marcas que são requeridas por Deus, que provariam sua genuinidade e sinceridade e que demonstrariam terem sido fruto do trabalho do Espírito Santo.
Meu texto esta manhã consiste em duas palavras: "eu pequei". E você verá como estas palavras, nos lábios de homens diferentes, indicam sentimentos muito diferentes. Enquanto uma pessoa diz "eu pequei" e recebe perdão, outro diz o mesmo, porém segue seu caminho para se enegrecer com pecados piores que antes e mergulha em profundezas maiores de pecado do que antes ele tinha experimentado.

1)O Pecador Endurecido.

Faraó: "eu pequei".Êxodo 9:27

O primeiro caso que eu apresentarei a vocês é o do PECADOR ENDURECIDO que,quando experimenta terror, diz "eu pequei". E você achará o texto no livro de Êxodo 9:27 - "Então Faraó mandou chamar Moisés e Arão, e disse-lhes: Esta vez pequei; o Senhor é justo, mas eu e o meu povo somos,ímpios". Mas porque esta confissão nos lábios deste altivo tirano? Ele não se humilhava perante Jeová.Então porque aquele orgulhoso se curvou?
Você julgará o valor da sua confissão quando você ouvir as circunstâncias debaixo das quais foi feita: "E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e o Senhor enviou trovões e saraiva, e fogo desceu à terra; e o Senhor fez chover saraiva sobre a terra do Egito. Havia, pois,saraiva misturada com fogo, saraiva tão grave qual nunca houvera em toda a terra do Egito, desde que veio a ser uma nação".
Agora, diz Faraó, enquanto o trovão estava rolando no céu, enquanto o fogo então incendiava o solo e enquanto o granizo descia em grande quantidade, ele diz, "eu pequei". Ele é somente um exemplo de multidões da mesma categoria. Quantos rebeldes endurecidos a bordo de navios, quando as madeiras estão deformadas erangendo, quando o mastro está quebrado e o navio está vagando ao sabor dovento forte, quando as ondas famintas estão abrindo suas bocas para tragar onavio tão rapidamente como aqueles que entram na cova, quantos marinheiros cujos corações se encontram endurecidos pelo pecado, curvam seus joelhos com lágrimas nos olhos, e clamam "eu pequei!".
Mas que proveito e que valor tem a confissão deles? O arrependimento que nasceu na tempestade morreu na calmaria; aquele arrependimento criado entre trovões e raios, cessou tão logo tudo foi silenciado e o marinheiro que era piedoso quando a bordo do navio, se tornou um dos piores e mais abomináveis entre os marinheiros quando colocou seu pé em terra firme.
Também, com que freqüência nós vemos isto em uma tempestade com abundância de raios e trovões? Muitos homem empalidecem quando ouvem o trovão ressoando; as lágrimas enchem seus olhos, e eles clamam "Ó Deus, eu pequei!"; enquanto as vigas da sua casa são balançadas e o solo embaixo deles oscila diante da voz de Deus em Sua majestade. Mas ai de tal arrependimento!
Quando o sol novamente brilha e as negras nuvens passam, o pecado vem novamente sobre o homem e ele se torna pior que antes. Quantas confissões domesmo tipo, nós também vemos em tempos de epidemias fatais!
Então nossas igrejas ficam cheias de ouvintes que, por verem tantos enterros passarem por suas portas, ou porque tantos morreram na sua rua, não podem se abster de ir à casa de Deus para confessar seus pecados. E debaixo daquela visitação, quando um, dois e três caem mortos em sua casa, ou na porta ao lado, quantos pensaram que realmente volveriam-se a Deus! Mas, ai! quando a pestilência acaba seu trabalho, a convicção cessa; e quando o sino toca pela última vez por uma morte causada por uma epidemia, então seus corações deixam de bater em penitênciae suas lágrimas deixam de fluir.
Tenho alguém aqui assim nesta manhã?Se há tais pessoas aqui esta manhã, me deixe solenemente dizer-lhes: "Senhores, vocês esqueceram os sentimentos que tiveram nas suas horas de angústia; mas, se lembrem, Deus não esqueceu dos votos que vocês fizeram". Marinheiro, você disse se Deus o poupasse para ver a terra novamente, você seria Seu servo; mas você não é; você mentiu a Deus,você Lhe fez uma falsa promessa, porque você nunca manteve o voto que seus lábios fizeram. Você disse, em um leito de doença, que se ele poupasse sua vida você nunca pecaria novamente como antes; mas aqui está você e seus pecados desta semana falarão por mim. Você não é melhor do que você era antes da sua doença. Você poderia mentir para Deus e não ser reprovado? E você pode pensar em mentir para Deus e não ser punido? Não! o voto, por mais precipitadamente que tenha sido feito, é registrado no céu; e apesar de ser um voto que o homem não pode cumprir, contudo, como é um voto que ele próprio fez, e o fez voluntariamente também, ele será castigado pelo não cumprimento dele; e Deus executará vingança afinal, porque ele disse que abandonaria seus caminhos de pecado, porém, quando o infortúnio é removido ele não faz isto.
O anjo vingador poderá dizer: "Ó Deus, estes homens disseram que se eles fossem poupados seriam melhores; porém são piores. Como eles violaram suas promessas, e como eles atraíram a ira divina sobre si mesmos!". Este é o primeiro estilo de arrependimento; e é um estilo que eu espero que nenhum de vocês imitem,porque é totalmente sem valor. É inútil você dizer "eu pequei" somente debaixo da influência do terror, e então esquecer disto depois.


(Continua...)

A Habitação e o Derramamento do Espírito - C.H.Spurgeon

Spurgeon pregou um sermão sobre João 7:37-39 e João 16:7 (The Indwelling and Out flowing of the Holy Spirit), na manhã do dia 28 de maio de 1882, e entre outras coisas disse:
“Será que não me alegra ter neste auditório alguns que querem pedir imediatamente esta bênção"?
Oro no sentido de que alguns que nunca receberam o Espírito Santo, agora, enquanto estou falando, sejam levados a orar: “Bendito Espírito, visita-me, leva-me a Jesus”.(Aqui ele está se referindo a incrédulos que nunca receberam o Espírito de alguma forma, e os exorta a orarem ali e naquela hora, enquanto ele estava pregando.)
E então ele continua:“Mas especialmente àqueles de vocês, que são filhos de Deus, a vocês esta promessa é feita especialmente”.(Ele se refere à promessa desta bênção do Espírito que leva a rios de água viva,fluindo do ser interior do crente.)
“Peça a Deus que faça de você tudo o que o Espírito de Deus pode fazer de você,não apenas um crente satisfeito, que bebeu só para si, porém um crente útil,que transborda de bênçãos para a vizinhança.
Vejo aqui muitos amigos que vieram do interior para passar suas férias em Londres. Que bênção seria, se eles voltassem transbordantes para as suas respectivas igrejas; pois há muitas igrejas que precisam ser inundadas; estão secas como chão de celeiro, e pouco orvalho cai sobre elas. Ah se fossem inundadas! Que coisa maravilhosa é uma enchente!
Desçam ao rio, olhem da ponte e vejam as barcaças e outras embarcações na lama. Nem todos os cavalos do rei, e nem todos os homens do rei são capazes de arrastá-las para o mar alto; ali estão elas, mortas e imóveis como a própria lama.
Que haveremos de fazer com elas? Que máquinas poderão movê-las? Teríamos entre nós algum grande engenheiro capaz de planejar um esquema que possibilite levantar esses barcos e fazê-los descer até à foz? Não, não se pode fazer isso. Esperem pela maré alta! Que transformação! Cada embarcação anda sobre a água como algo vivo.
Que diferença entre a maré baixa e a alta. Não se pode ativar os barcos quando a água se foi, mas quando a maré alta está em sua plenitude, vejam como eles se movem prontamente, tanto que até uma criança pode impeli-los com sua mão. Ah, (quanto anseio) por um dilúvio da graça!Queira o Senhor enviar a todas as nossas igrejas uma grande maré de águas vivas!Então os indolentes serão suficientemente ativos, e os que estavam meio mortos se encherão de energia. Sei que nessa doca particular jazem vários barcos que eu gostaria de fazer flutuar, entretanto eu não posso movê-los. Eles não trabalham para Deus, nem comparecem nas reuniões de oração”.(Vocês ouviram isso?)“nem tampouco dão coisa alguma dos seus bens para a propagação do evangelho”.(Todavia, ele os considera como cristãos)
“Se a enchente viesse, vocês veriam o que eles são capazes de fazer: seriam ativos, fervorosos, generosos, abundantes em toda boa palavra e obra. Oxalá seja assim! Oxalá comecem a jorrar fontes em todas as nossas igrejas, e todos os que agora me ouvem partilhem das torrentes! Ah, que o Senhor agora encha cada um de vocês e o envie de volta para casa levando consigo uma enchente da graça.Parece estranho falar de um homem levando uma enchente para casa, e,contudo, espero que seja assim mesmo, e que de você jorrem rios de água viva.Que Deus nos conceda tal bênção, por amor de Jesus. Amém”.
Charles Haddon Spurgeon (Na foto ao lado,Spurgeon ainda jovem)

sexta-feira, 14 de março de 2008

Arrependimento é Deixar o Pecado - D.L Moody


Eu não me dirijo somente ao não convertido, porque sou daqueles que crêem que a igreja precisa se arrepender muito antes que muita coisa de valor possa ser feita no mundo.
Acredito firmemente que o baixo padrão de vida cristã está mantendo muita gente no mundo e nos seus pecados. Se o incrédulo vê que o povo cristão não se arrepende, não se pode esperar que ele se arrependa e se converta de seu pecado. Eu tenho me arrependido dez mil vezes mais depois que conheci a Cristo, do que em qualquer época anterior, e penso que a maioria dos cristãos precisa se arrepender de alguma coisa.
Assim, quero pregar tanto para os cristãos como para os não-convertidos, tanto para mim mesmo quanto para aquele que nunca conheceu a Cristo como seu Salvador.Há cinco coisas que fluem do verdadeiro arrependimento:


1. Convicção.

2. Contrição.

3. Confissão de pecado.

4. Conversão.

5. Confissão de Cristo diante do mundo.


Convicção-Quando um homem não está profundamente convicto de seus pecados, é um sinal bem certo de que ainda não se arrependeu de verdade. A experiência tem me ensinado que as pessoas que têm uma convicção muito superficial de seus pecados, cedo ou tarde recaem em suas velhas vidas. Nos últimos anos tenho estado bem mais ansioso por uma profunda e verdadeira obra de Deus entre os já convertidos do que em alcançar grandes números. Se um homem confessa ser convertido sem reconhecer a atrocidade de seus pecados, provavelmente se transformará num ouvinte endurecido que não irá muito longe. No primeiro sopro de oposição, na primeira onda de perseguição ou ridículo, eles serão carregados de volta para o mundo.
Creio que é um erro lamentável conduzirmos tantas pessoas à igreja que nunca experimentaram a verdadeira convicção de pecados. O pecado no coração do homem é tão negro hoje quanto o foi em qualquer outra época. Às vezes penso que está mais negro. Porque quanto maior a luz que uma pessoa tiver, maior sua responsabilidade, e por conseguinte maior a sua necessidade de profunda convicção.Até que a convicção de pecados nos faça cair de joelhos, até que estejamos completamente humilhados, até que tenhamos perdido toda esperança em nós mesmos, não podemos encontrar o Salvador.
Há três coisas que nos levam à convicção:

(1) A Consciência;

(2) A Palavra de Deus;

(3) O Espírito Santo.

Todos os três são usados por Deus.Muito antes de existir a Palavra escrita, Deus tratava com o homem através da consciência. Foi por isto que Adão e Eva se esconderam da presença do Senhor Deus entre as árvores do Jardim do Éden. Foi isto que convenceu os irmãos de José quando disseram: "Na verdade, somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos. Por isso", disseram eles (e lembre-se, mais de vinte anos haviam se passado depois que eles o venderam como cativo), " por isso nos vem essa ansiedade".
É a consciência que devemos usar com nossos filhos antes de atingiram uma idade onde podem entender a Palavra e o Espírito de Deus. E é a consciência que acusa ou inocenta o ímpio.A consciência é "uma faculdade divinamente implantada no homem, que o pede a fazer o que é certo". Alguém disse que ela nasceu quando Adão e Eva comeram do fruto proibido, quando seus olhos foram abertos e "conheceram o bem e o mal". Ela julga, mesmo contra nossa vontade, os nossos pensamentos, palavras, e ações, aprovando ou condenando-os de acordo com a sua avaliação de certo ou errado. Uma pessoa não pode violar sua consciência sem sentir a sua condenação.Mas a consciência não é um guia seguro, porque freqüentemente ela só dirá que uma coisa é errada depois de você a praticar.
A consciência precisa ser iluminada por Deus porque faz parte de nossa natureza caída. Muitas pessoas fazem o que é errado sem serem condenadas pela consciência. Paulo disse: "Na verdade, a mim me parecia que muitas cousas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno" (At 26:9). A própria consciência precisa ser educada.Outra vez, a consciência freqüentemente é como um relógio despertador, que a princípio desperta e acorda, mas com o tempo a pessoa se acostuma com ele, e então perde o seu efeito.
A consciência pode ser asfixiada. Creio que cometemos um erro em não dirigirmos as pregações mais para a consciência.Portanto, no devido tempo a consciência foi suplantada pela Lei de Deus, que no seu tempo foi cumprida em Cristo.
Neste país cristão, onde as pessoas têm Bíblias, a Palavra de Deus é o meio que Deus usa para produzir convicção. A Bíblia nos diz o que é certo e o que é errado antes de você cometer o pecado, e assim o que você precisa é aprender e apropriar-se de seus ensinos, sob a direçao do Espírito Santo.
A consciência comparada à Bíblia é como uma vela comparada ao sol lá no céu.
Veja como a verdade convenceu aqueles judeus no dia de Pentecostes. Pedro, cheio do Espírito Santo, pregou que "este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo". "Ouvindo eles estas cousas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?" (At 2: 36, 37).
Em terceiro lugar, enfim, o Espírito Santo convence. Algumas das mais poderosas reuniões de que já participei foram aquelas em que houve uma espécie de quietude sobre o povo e parecia que um poder invisível se apoderava das consciências. Lembro-me de um homem que veio à reunião e no momento em que entrou, sentiu que Deus estava lá. Um senso de reverência veio sobre ele, e naquela mesma hora sentiu convicção e se converteu.


Contrição-A próxima coisa é a contrição, o profundo sentimento de tristeza segundo Deus e humillhação de coração por causa do pecado. Se não houver verdadeira contrição, o homem voltará direto para o seu velho pecado. Esse é o problema com muitos cristãos.
Um homem pode sentir raiva e se não houver muita contrição, no dia seguinte sentirá raiva outra vez. A filha pode dizer coisas indignas, ofensivas à sua mae, e porque sua consciência lhe perturba ela diz: "Mãe, sinto muito. Perdoe-me".Mas logo há um outro impulso genioso, porque a contrição não foi profunda nem verdadeira. Um marido diz palavras agressivas à sua esposa, e então para aliviar sua consciência, compra um buquê de flores para ela. Ele não quer enfrentar a situação como um homem e dizer que errou.
O que Deus quer é contrição, e se não houver contrição, não há arrependimento completo. "Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os de espírito oprimido." "Coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus." Muitos pecadores lamentam por seus pecados, lamentam por não poderem continuar pecando; mas se arrependem apenas com corações que não estão quebrantados. Não creio que saibamos como nos arrepender atualmente. Precisamos de um João Batista, que ande pelo país, gritando: "Arrependam-se! Arrependam-se!"


Confissão de pecado-Se tivermos verdadeira contrição, ela nos levará a confessarmos nossos pecados. Creio que nove décimos dos problemas em nossa vida cristã são resultado de não fazermos isso. Tentamos esconder e cobrir nossos pecados. Há muito pouca confissão deles. Alguém disse: "Pecados não confessados na alma são como uma bala no corpo".
Se você não tiver poder, talvez seja porque há algum pecado que precisa ser confessado, alguma coisa em sua vida que necessita ser removida. Não importa quantos salmos você cante, ou a quantas reuniões você compareça, ou o quanto você ore e leia a sua Bíblia, nada disso encobrirá esse tipo de problema. O pecado deve ser confessado, e se o meu orgulho me impede de confessar, não devo esperar misericórdia de Deus nem respostas às minhas oraçoes.A Bíblia diz: "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará" (Pv 28:13). Pode ser um homem no púlpito, um sacerdote por trás do altar, um rei no trono:"não me importo quem ele seja"!
O homem está tentando fazer isso há seis mil anos. Adão o tentou e falhou. Moisés o tentou quando enterrou o egípcio que matou, mas falhou."Sabei que o vosso pecado vos há de achar." Por mais que você tente enterrar o seu pecado, este tornará a aparecer mais cedo ou mais tarde, se não for apagado pelo Filho de Deus. Se o homem nunca conseguiu fazer isso em seis mil anos, é melhor você e eu desistirmos de tentar.
Há três maneiras de se confessar pecados. Todo pecado é contra Deus, e a Ele deve ser confessado. Há pecados que eu não preciso confessar a pessoa alguma no mundo. Se o pecado foi entre mim e Deus, devo confessá-lo sozinho no meu quarto. Não preciso cochichá-lo no ouvido de nenhum mortal. "Pai, pequei contra o céu e diante de Ti." "Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos."
Mas se fiz algo errado a alguma pessoa, e ela sabe que a prejudiquei, devo confessar o pecado não somente a Deus mas também a esta pessoa. Se o meu orgulho me impede de confessar meu pecado, não preciso ir a Deus. Posso orar, posso chorar, mas isso não adiantará. Primeiro confesse àquela pessoa, e depois a Deus, e veja com que rapidez Ele lhe ouvirá e lhe enviará a paz. "Se pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta." (Mt 5: 23, 24). Esse é o caminho bíblico.
Há outra classe de pecados que devem ser confessados publicamente. Suponha que fui conhecido como um blasfemador, um alcoólatra ou um depravado. Se me arrependo de meus pecados, devo ao público uma confissão. A confissão deve ser tão pública quanto foi a trangressão. Muitas vezes uma pessoa dirá algo maldoso a respeito de outra na presença de terceiros, e então tentará apaziguar isso indo somente à pessoa prejudicada. A confissão deve ser feita de forma que todos os que ouviram a transgressão possam ouvir a confissão.Somos bons em confessar o pecado de outras pessoas, mas se experimentarmos um verdadeiro arrependimento, ficaremos mais que ocupados cuidando dos nossos próprios pecados.
Quando alguém dá uma boa olhada no espelho de Deus, não encontrará ali faltas dos outros; tem coisas demais a ver em si mesmo!
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" ( 1 Jo 1:9 ).
Obrigado Senhor pelo Evangelho!
Crente, se há algum pecado em sua vida, resolva confessá-lo, e seja perdoado. Não deixe nenhuma nuvem entre você e Deus. Garanta o seu título para a mansão que Cristo foi preparar para você .


Conversão-A confissão leva à verdadeira conversão, e não pode haver uma verdadeira conversão, até que se tenha dado esses três passos.
Agora a palavra conversão significa duas coisas. Dizemos que uma pessoa é "convertida" quando nasce de novo. Mas conversão também tem um significado diferente na Bíblia. Pedro disse: "Arrependei-vos...e convertei-vos" (At 3:19). Existe uma versão que traduz assim: "Arrependei-vos e voltai-vos". Paulo disse que não foi desobediente à visao celestial, mas começou a pregar a judeus e gentios para que se arrependessem e se voltassem para Deus. Um certo teológo de outra época disse: "Todos nós nascemos de costas para Deus. O arrependimento é uma mudança de trajetória. É uma volta de cento e oitenta graus."Pecado é afastar-se de Deus. Como alguém disse, é aversão a Deus e conversão para o mundo; enquanto que o verdadeiro arrependimento significa conversão a Deus e aversão ao mundo. Quando há verdadeira contrição, o coração está entristecido por causa do pecado; quando há verdadeira conversão, o coração fica liberto do pecado.
Deixamos a velha vida, somos transportados do reino das trevas para o reino da luz. Maravilhoso, não é ?A não ser que nosso arrependimento inclua essa conversão, não vale muito. Se alguém continua em pecado, é a prova de uma profissão de fé inútil. E como bombear água para fora do navio, sem tampar os vazamentos.
Salomão disse: "Se o povo orar... e confessar teu nome, e se converter dos seus pecados..." (2 Cr 6:26).Oração e confissão não seriam de proveito nenhum enquanto o povo continuasse em pecado.
Vamos prestar atenção à chamada de Deus. Vamos abandonar o velho caminho perverso. Voltemos ao Senhor, e Ele terá misericórdia de nós, e ao nosso Deus, porque Ele perdoará abundantemente.


Confissão de Cristo-Se você é convertido, o próximo passo é confessar isso abertamente. Ouça: "Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação" ( Rm 10:9, 10 ).
A confissão de Cristo é o clímax da obra de verdadeiro arrependimento. Devemos isso ao mundo, aos nossos semelhantes cristãos e a nós mesmos. Ele morreu para nos redimir, e podemos estar envergonhados ou com medo de confessá-Lo? A religião como uma abstraçao, como uma doutrina, tem pouco interesse para o mundo, mas aquilo que as pessoas podem testemunhar da experiência pessoal sempre tem peso.Ah, amigos, estou tão cansado de cristianismo medíocre. Vamos nos entregar cem por cento por Cristo. Não vamos dar um som inseguro. Se o mundo quer nos chamar de tolos, que o faça. É apenas por um pouco. O dia da coroação está chegando. Graças a Deus pelo privilégio que temos de confessar a Cristo!