sábado, 27 de dezembro de 2008

Quem foi Maria Woodworth-Eter ?

Maria Woodworth Eter Começou no ministério por volta de 1885, permanecendo como um poderoso instrumento de Deus até os anos 20 deste nosso século. A irmã Eter viveu todos os eventos que precederam o grande avivamento do País de Gales, foi contemporânea do poderoso“Mover Pentecostal” e fluiu como ninguém naqueles dias no sobrenatural de Deus. Centenas e centenas de igrejas foram plantadas, como resultado daquela colheita soberana do Senhor. Achamos que, passados 100 anos, vivemos novamente dias em que um novo e grande mover de Deus se anuncia. Desejamos que os testemunhos aqui publicados estimulem você a viver nessa atmosfera da glória divina, no contexto da igreja onde vive.
“As notícias do poderoso mover de Deus iam se espalhando por todo o país. O interesse era tão grande que eu não tinha tempo para descansar adequadamente, nem de dia nem à noite. Equipes de diferentes igrejas eram enviadas de todas as partes, a fim de me convidarem para dirigir reuniões naqueles lugares. Eu estava tão cansada daquele trabalho exaustivo que, dificilmente, conseguia manter-me de pé. Finalmente, fomos para uma casa, em Indianápolis, na esperança de descansar alguns dias, sem que ninguém soubesse onde estávamos entretanto, não consegui estar ali mais do que a metade de um dia, sem que muitos ministros de diferentes igrejas da cidade viessem, tentando persuadir-me a dirigir reuniões em suas igrejas. Eu disse a eles que, naquele momento, era impossível. Eles insistiram para que pregasse no sábado, mas tive que recusar”.
“Alguns irmãos vieram de Pendleton, Indiana, e pediram com muita insistência para que eu fosse lá, se possível, por apenas uma semana, mas este era exatamente o tempo que faltava para o meu próximo compromisso. Pelo que percebi, não poderia descansar ali, então eu disse a eles que iria. Poucas horas antes de me dirigir para lá, a notícia da minha ida já tinha se espalhado. A família do pastor estava limpando a casa e organizando o jardim. As coisas não podiam ser mais desencorajantes. Eu estava tão fraca que fiquei na cama até à hora da reunião, então fui para a igreja. Permaneci naquela cidade por oito dias."
O resultado destes encontros maravilhosos foi que muitas centenas de almas tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro, inclusive muitos líderes da cidade e do Estado, além de doutores, advogados e comerciantes. Um certo doutor, conhecido por sua impiedade, converteu-se a Cristo e foi curado de diabetes.Ele era membro da Câmara dos Deputados de Indiana.
"Os mais velhos e piores pecadores estavam sendo salvos”.
“Nós oramos para que o Senhor convencesse de seus pecados as pessoas que estivessem nos trens, e as fizesse descer, a fim de que ouvissem a Palavra e se convertessem. Numa tarde, caí prostrada ao chão, debaixo do poderoso mover de Deus, e tive uma visão, de uma casa completamente lotada. Naquela noite, cinco médicos examinaram-me e disseram que eu estava bem e que meu coração tinha batimentos normais. Comuniquei-me com eles por sinais, dizendo-lhes que se converteriam e mostrei-lhes o chamado do Senhor para suas vidas e todos eles começaram a louvar a Deus. Enquanto estava sob o impacto da visão, vi três homens vindo de trem - eram viajantes. As pessoas pensavam que eu não seria capaz de pregar, mas me levantei e pus-me de pé diante da congregação. O poder do Espírito Santo veio como uma nuvem sobre todo o povo. Eu vi, então, os três homens da minha visão, ali na igreja, porém não estavam juntos. Fui a cada um e disse que o Senhor os tinha trazido para aquele lugar e que eles se converteriam naquela noite. A princípio, os três mostraram-se muito nervosos e me contaram que estavam indo para uma outra cidade, mas alguma coisa os segurou ali, de tal maneira que se sentiram forçados a sair do trem. Ao verem a multidão indo para a igreja, resolveram ir junto. Louvado seja o Senhor, pois todos foram salvos naquela noite! Um deles disse-me que voltaria para casa- a cerca de 1500 quilômetros - para testemunhar à sua mãe a respeito do Evangelho”.


“Daquela reunião em diante, o avivamento veio varrendo toda a região e milhares de pessoas se regozijavam no amor do Salvador. Os mais ricos, homens e mulheres, estavam vindo a Cristo e decidiram construir naquele lugar uma bela igreja. Por 35 quilômetros ao redor, muitos eram impactados em suas próprias casas, nas indústrias, no comércio, nas estradas e nas ruas. O impacto era tal, que caíam onde se encontravam e tinham poderosas visões. A partir daquele mover, muitos se tornaram ministros do evangelho ou evangelistas”.
Que o Espírito Santo do Senhor nos levante em oração, para que um genuíno avivamento possa varrer o nosso Brasil e que cada cidade, vila e aldeia sejam afetadas por essa atmosfera divina outra vez!


Texto traduzido e adaptado de : A Diary of Signs and Wonders - By Maria Woodworth-Eter ("Um diário de sinais e maravilhas").









Em Cristo,Leonardo Araújo

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

DESAFIOS MISSIONÁRIOS - ÁFRICA DO SUL

Com uma população que ultrapassa 40.376.579 habitantes, a África do Sul é uma república com nove províncias no extremo sul, tendo a Cidade do Cabo como capital.
Possui uma economia industrial muito diversificada, mas a falta de óleo, água e chuvas regulares impedem o crescimento industrial. Muita desilusão se estabeleceu no país devido às lentas mudanças ao crescimento econômico limitado e do aumento do crime e corrupção.
Há liberdade religiosa, tendo grandes tentativas de proporcionar a todas as religiões os mesmo direitos e igualdade, dando grande notoriedade às tradicionais religiões africanas, ao islamismo, humanismo e ao movimento interconfessional à custa do cristianismo.

Desafios de oração:
1. Necessidade de um governo estável. Orar pela liderança africana, para que seja marcada por decisões sábias, leis justas e uma melhoria econômica.
2. A AIDS se tornou a principal causa de morte. Diariamente 1.200 vítimas são enterradas. Mais de 20% da população adulta e um terço de todos os professores estão infectados, prejudicando assim a educação. Orar para que esta terrível epidemia seja controlada.
3. A crescente onda de crimes tem chocado a nação (200.000) assassinatos na década de 90), limitou o investimento estrangeiro e restringiu o numero de turistas. Roubos violentos, seqüestros de pessoas no transito e estupros são muito comuns. O país tem uma taxa de estupro 7 vezes maior do que os Estados Unidos, e poucos crimes terminam em prisão. Ore para que este mal seja sanado.

Em Cristo,Leonardo Araújo

CORÉIA DO NORTE E A IGREJA PERSEGUIDA

Coréia do Norte - O maior índice de perseguição à Igreja Cristã

Capital: Pyongyang

População: 24 milhões (60% urbana)

Área: 120.538 km2

Localização: Leste da Ásia

Idioma: Coreano

Religião: Sem filiação e ateísmo 70%, crenças tradicionais 25%, cristianismo 1,9%

População Cristã: 450 mil, fatia da população em crescimento

Perseguição: Severa, em crescimento

Restrições: A conversão é passível de prisão e a evangelização é proibida. Líderes cristãos são freqüentemente detidos sob falsas acusações. No século XXI…: O governo tanto poderá lançar uma nova onda de perseguição, quanto dar abertura para o ministério cristão.

Motivos de Oração:

.A igreja está crescendo;
.O país sofre com a fome e a desintegração econômica;
.O povo sofre com a obrigação de cultuar os líderes do país;
.Organizações missionárias voltadas para a Coréia prosseguem em sua preparação;
.Entrar no país exige muita criatividade;
.Os cristãos coreanos sofrem com a falta de Bíblias;
.Coréia do Norte continua a liderar perseguição religiosa no mundo.

A Portas Abertas divulga anualmente a “Classificação de países por perseguição”, a fim de chamar a atenção para os piores opressores da liberdade religiosa no mundo. De acordo com a Classificação deste ano, a perseguição aos cristãos continua incessante em muitas áreas. A reclusa nação comunista da Coréia do Norte encabeça a lista, seguida da Arábia Saudita, Irã, Somália e Maldivas.
Acredita-se que, atualmente, entre 50 mil e 70 mil cristãos estão sofrendo em campos de concentração na Coréia do Norte. Na Árabia Saudita, cultos públicos não muçulmanos são proibidos e podem ser punidos com a morte. No Irã, houve pelo menos 8 incidentes no ano passado em que muçulmanos que se converteram foram detidos e mantidos presos por várias semanas.

Se pretendemos fazer a diferença para a Igreja nessas regiões opressivas, o primeiro passo é a conscientização, o que faz da Classificação de países por perseguição uma ferramenta extremamente importante”, disse Johan Companjen, presidente da Portas Abertas.

Fonte:www.portasabertas.org.br

Em Cristo,Leonardo Araújo

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SEPED - SEMINÁRIO DE EVANGELIZAÇÃO E DISCIPULADO

"O SEPED é uma maneira dinâmica e eficaz de aprender a Evangelizar e Discipular." - EV.Alrimar Eufrásio.

O que é o SEPED ?


Este seminário(que dura em média uma semana) aborda assuntos de grande relevância dentro da temática de evangelismo pessoal,visando através de palestras e outros meios,dar suporte teórico e prático às igrejas locais,no afã de uma evangelização mais dinâmica e duradoura.

Uma das virtudes do SEPED é que este não se restringe apenas ao "vades e deis fruto"(Evangelismo),mas aborda também o "vosso fruto permaneça"(Discipulado).



O evangelista Alrimar Eufrásio é ministro da Assembléia de Deus em Parnamirim-Rn (liderada pelo pastor Elinaldo Renovato de Lima) e servidor da estatal Petrobrás.




Por que levar o SEPED até a sua igreja?



1)O Evangelismo Pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30).
2)A importância de levar o SEPED até a sua igreja vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15,19; At 1.8,9).
3)Cabe ao Senhor Jesus Cristo convidar e "fazer" pescadores de homens,contudo é da igreja local,a responsabilidade do "adestramentro de tais pescadores",ou seja,cabe à liderança local:O treinamento,a instrução prática e acima de tudo,a intrução bíblica,àqueles que foram chamados para este santo trabalho.

Como funciona o SEPED?

A programação do SEPED é marcada por palestras, evangelização com visita e panfletagem junto aos moradores dos bairros circunvizinhos a igreja local, caminhadas pelas ruas do bairro e concentrações públicas à noite. Também é marca registrada do SEPED durante os dias das palestras,orações por cura divina,libertação,salvação dos perdidos e batismo com Espírito Santo(fato que muito alegra ao editor deste blog,por ter sido ele,batizado com o Espírito Santo,durante uma dessas ocasiões).

O SEPED também conta com um equipe de apoio,para as questões logísticas do evento.

Como trazer o SEPED a minha igreja?

É muito fácil,basta entrar em contato com a equipe organizadora do evento:

Em Cristo,Leonardo Araújo

domingo, 14 de dezembro de 2008

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 6

"Quero que o leitor compreenda,que naquele momento da oração,eu tive uma experiência com Deus que mudou a minha vida,eu já havia recebido um coração puro,este estava cheio do amor de Deus,porém Deus não havia ainda me qualificado para seu santo trabalho.
Eu sabia que eu era um verme. No máximo o que Deus teria para si era este bichinho para trilhar uma montanha.
Então inconformada com minha incapacidade,pedi a Deus para que Ele me desse a força que ele deu aqueles pescadores galileus - para ungir-me para o seu serviço.
Cheguei até Ele como uma criança pedindo pão. Olhei para Ele e disse:'Deus não me decepcione'...Foi quando o poder do Espírito Santo desceu como uma nuvem. Era mais brilhante que o sol.Eu estava coberta e, embrulhada nele.
Fui batizada com o Espírito Santo, e com fogo, e poder,os quais nunca me deixaram. Houve fogo líquido, e os anjos estavam todos à minha volta,passeando comigo naquela atmosfera de fogo e glória. " - Maria Woodworth-Etter,Irmã tida por muitos historiadores pentecostais como:"A avó do movimento pentecostal",Narrando o dia em que foi batizada com o Espírito Santo,em seu livro:'A Diary of Signs and Times'.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 5


"Um rebelde ficaria tão infeliz no céu,que ele pediria a Deus que o deixasse correr para se abrigar no inferno" - George Whitfield

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 4


"Se desejamos um reavivamento,precisamos retornar à pregação bíblica.Pregação que exalte à Cristo,exponha o pecado,encoraje a esperança dos mais fracos,construa a fé,alerte para a verdade e para a volta eminente de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.É a pregação da Palavra que prepara o caminho para o reavivamento" - Steven J. Lawson,Pr.Senior da "Christ Fellowship Baptist Church" em Mobile,Alabama,EUA.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

ENOQUE E METUSALÉM,Gn 5:9-32;Hb 11:5,6

Enoque e seu filho Metusalém são dois personagens interessantes e importantes na Bíblia. Metusalém é o homem mais velho reportado na Bíblia. Viveu 969 anos, enquanto seu pai, Enoque, foi trasladado ou arrebatado por Deus quando tinha 365 anos, muito mais jovem do que a idade de qualquer homem registrado antes do dilúvio. Enoque significa "professor" e Metusalém significa "homem do dardo".
Quando Metusalém tinha 187 anos, nasceu seu filho Lameque. Quando Lameque tinha 182 anos, nasceu Noé. Quando Noé tinha 600 anos, veio o dilúvio. Somando as idades dos três, temos 969 anos, o que nos mostra que Metusalém morreu pouco antes do dilúvio e Lameque, o pai de Noé, morreu quando tinha 777 anos, apenas 5 anos antes do dilúvio. Foi profetizado nos dias de Metusalém que depois de sua morte viria a enchente ou o dilúvio.
Enoque é um personagem bíblico importante por duas razões. Primeiro porque andou com Deus (Hebreus 11:5 nos ensina que isso foi pela fé). Ele também é importante porque foi trasladado antes do dilúvio, que nem os homens de Deus que estarão vivos quando Jesus voltar e que serão arrebatados antes da tribulação. O pai de Enoque, Jerede, foi o segundo homem mais velho registrado na bíblia. Viveu 962 anos.
Metusalém foi um homem importante nos planos de Deus e aparentemente carregou a verdade da justiça e o julgamento de Deus, depois que Enoque (o professor) foi trasladado, até o dilúvio. Durante 120 anos viu a arca sendo preparada, mas fez o seu trabalho dado por Deus e morreu antes que o dilúvio viesse. Quando você considera quantos anos um homem vivia naquele tempo, da para imaginar quantos filhos tinham e quantas pessoas havia na terra. Até aqui, você deve ter lido o nome de 7 homens que viveram mais de 900 anos. Veja se consegue listá-los.
Os homens do tempo de Metusalém viviam treze ou quatorze vezes mais do que nós.Alguns defendem isto baseados na idéia de que a pressão atmosférica era de 2 a.t.m na terra ante-diluviana,ou seja,ela possuia o dobro da pressão atual,o que facilitaria(em tese),uma oxigenação maior do cérebro pela ação das hemáceas..."trocando em miúdos"... biológicamente a vida era mais fácil,tanto homens como animais correriam mais com menos esforço.
Agora,Será que os animais também viviam tanto tempo? Se sim, que tamanho teriam os répteis (que crescem a suas vidas inteiras)?Mas deixemos isto para um outro artigo,risos...

Em Cristo,Leonardo Araújo

ABEL E SETE,Gn 4:1-8;4:25-5:8

Temos os nomes de apenas três dos filhos de Adão e Eva, embora saibamos que tiveram muitos outros. Os nomes que conhecemos são Caim, Abel e Sete. Como já aprendemos, Caim era ímpio. Abel e Sete eram diferentes. Obviamente eram pecadores como todos os homens, desde Adão. Porém, eles eram uma semente de espiritualidade. Eram como os homens que nascem de novo, homens de fé. Isso se confirma com a oferta de Abel (Gênesis 4:4; Hebreus 11:4).
Quando Caim matou Abel, fez isso porque tinha sua própria justiça e odiava a fé ou qualquer um que a possuísse. Porém, Deus não deixará a semente de espiritualidade ser destruída, por isso deu a Adão e Eva um filho especial para substituir Abel. Chamaram-no Sete. Assim como Caim era pai de uma civilização impiedosa, Sete seria pai de filhos de fé.
O primeiro filho de Sete chamava-se Enos. Houve oito gerações a partir de Sete até Noé. Em cada uma dessas gerações houve um homem piedoso que passou para seus filhos as verdades acerca de Deus e manteve seu casamento puro. Esses homens, assim como Adão, viveram por muitos anos. Três deles chegaram a ser mais velho do que Adão. Ao todo houve sete homens que viveram mais de novecentos anos. Metusalém ! 969, Jares ! 962, Noé ! 950, Adão ! 930, Sete ! 912, Cainã ! 910, Enos ! 905.
Em um sentido, a vida de todos esses homens foram resultados da fé de Abel. Em Hebreus 11:4, o escritor sacro diz que Abel sendo morto ainda fala, e, nos versos seguintes, segue mostrando como a geração de Sete fizeram tudo as coisas certas que fizeram pela fé. Então, assim como a vida de Caim fala dos filhos da carne, cheios de autojustiça e rebelião, Abel e Sete estabeleceram um modelo para os filhos de arrependimento diante de Deus e fé em Jesus Cristo.
Cada pessoa nessa categoria teria que dizer: "eu sou quem sou pela graça de Deus", pois são os sujeitos eternos da graça de Deus.

Obs.:A foto acima é de Caim e Abel,porém o artigo é acerca de Abel e Sete.

Em Cristo,Leonardo Araújo

CAIM,Gênesis 4:1-26

Caim foi o primeiro homem a nascer sobre a terra. Seu pai era Adão e sua mãe Eva. Caim tinha um irmão chamado Abel. Segundo Gênesis 5:4, teve outros irmãos e irmãs, mas Abel é o mais importante para esta lição. Muitos estudiosos da Bíblia acham que Caim e Abel eram gêmeos, mas a Bíblia não menciona isso.
Quando Caim e Abel cresceram, trouxeram uma oferta a Deus. O sacrifício de Abel foi uma ovelha,o sacrifício de Caim foram frutos e vegetais que produziu.
Há inúmeras opiniões acerca da aceitação da oferta de abel e da rejeição da de Caim.Algums dizem que a ovelha de Abel significava que este confessou seus pecados e pediu o perdão de Deus.Para eles o sacrifício de Caim significava seu orgulho por seu trabalho, sentindo este que não precisava do perdão de Deus.
Há ainda alguns que defendem que Deus rejeitou a oferta de Caim poís vinha da terra,enquanto aceitou o cordeiro de Abel,poís este tipificava a Cristo.
Pessoalmente não creio assim,poís isto seria fazer acepção de pessoas.Se lermos o contexto imediato veremos que "Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR"(Gn4.3);Enquanto "Abel trouxe das primícias do seu rebanho"(Gn4.4).Ou seja,enquanto Caim não teve a menor preocupação de selecionar os melhores frutos e legumes,abel fez questão de escolher as primícias de seu rebanho.
Caim via o culto a Deus como uma mera obrigação religiosa,enquanto Abel tinha em servir a Deus o seu maior prazer.Logo,creio que,Deus se agradou da oferta de Abel, mas rejeitou a de Caim,não pela oferta em si,mas sim,pelo espírito do adorador!
Deus disse a Caim que se arrependesse, mas, recusou-se e ficou tão furioso que matou Abel.
Quando Caim ouviu o julgamento de Deus sobre ele pelo assassinato de Abel, tomou a sua esposa, que era uma de suas irmãs com quem tinha se casado, e foi para longe de Deus, nas terras de Node. Eram terras de peregrinação. Caim e sua esposa tiveram um filho e o chamaram Enoque. Esse não deve ser confundido com o Enoque do capítulo 5; são completamente diferentes.
Depois do nascimento de seu filho, Caim levantou uma cidade, a primeira da terra, segundo a Bíblia, e a chamou Enoque. A partir da descendência de Caim, surgiu grande civilizações. Entre elas havia criadores de gado, músicos, artistas e escultores. Porém, os descendentes de Caim, seguindo seu exemplo, permaneceram distantes de Deus, vivendo na maldade. Vemos o primeiro caso de poligamia e os dois primeiros assassinatos logo nas seis primeiras gerações. Não é surpresa que apenas 1.656 anos depois da criação de Adão, Deus mandou um dilúvio e destruiu toda a perversa descendência de Caim.
Há muitas pessoas como Caim hoje. Isso não significa que necessariamente matam seus irmãos, apesar de alguns fazerem isso. Quero dizer que eles, como Caim, ignoram sua pecaminosidade e estabelecem sua própria justiça, rejeitando Jesus Cristo, o precioso Cordeiro de Deus, e assim tornam-se objetos da ira de Deus eternamente.

Em Cristo,Leonardo Araújo

Adão,Gênesis 1:26-28; 2:18-25; 3:1-24

O primeiro homem da terra foi Adão. Ele não nasceu como os outros homens, pois foi criado por Deus do pó da terra há aproximadamente 6.000 anos. Depois de ter criado Adão a Sua imagem, Ele soprou em suas narinas e Adão se tornou alma vivente. Deus deu a Adão domínio sobre todos os animais que vivem sobre a terra e fez que todos temessem e obedecessem a Adão. Deus não quis que Adão ficasse sozinho, então tirou uma de suas costelas e, a partir dela, formou Eva, para ser a esposa de Adão. Deus disse a Adão e Eva para frutificarem e encherem a terra. Isso significa que Deus queria que tivessem filhos e os ensinassem sobre Deus.
Deus deu a Adão e Eva um lindo jardim para viver chamado Éden. Havia muitas árvores nesse jardim que davam bons frutos. Havia também a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus deu-lhes permissão para comer de todas as árvores, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Disse-lhes para não comer, ou morreriam.
Satanás, usando a serpente como ajudante, enganou Eva. Disse-lhe que comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal porque, assim, tornava a ser igual a Deus. Ela comeu e deu do fruto para seu marido que também o comeu, mas, em vez de se tornarem iguais a Deus, tornaram-se como Satanás. Transformaram-se em pecadores e foram lançados para fora do jardim para envelhecer e morrer.
Antes do pecado, Adão havia lavrado apenas o jardim e vivia feliz com sua esposa. Depois do pecado, Deus amaldiçoou a terra. A terra produziu espinhos e cardos, e Adão teve que trabalhar arduamente para produzir comida. Adão viveu 930 anos e teve muitos filhos e filhas (Gênesis 5:4-5). Adão morreu, mas, por causa do seu pecado, a morte é nossa companhia constante ainda hoje. Você pode ver a tristeza na desobediência a Deus e no dar ouvido a Satanás?
Se o efeito do pecado fosse confinado a nossa própria vida, iremos pensar nisso como sendo da nossa conta ou como estando somente entre nós e Deus. A verdade, porém, é que, assim como no caso de Adão, nosso pecado afeta grandemente os outros. Adão tinha domínio sobre toda a criação e o amaldiçoou pelo seu pecado. Mesmo no nosso caso, toda a criação ainda está sofrendo por causa do pecado do homem.


Em Cristo,Leonardo Araújo

sábado, 8 de novembro de 2008

ILUSTRAÇÃO:AMARGO REGRESSO


TEMA PRINCIPAL DA ILUSTRAÇÂO:ACEITAÇÃO

Esta história é contada como verídica. Fala de um jovem soldado que finalmente estava voltando para casa, depois de ter lutado numa guerra muito sangrenta.

Ele ligou para seus pais e disse-lhes:

- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, quero lhes pedir um favor. Eu tenho um amigo que eu gostaria de trazer comigo.
- Claro, filho, nos adoraríamos conhecê-lo!
- Mas, há algo que vocês precisam saber, ele foi terrivelmente ferido na guerra; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.
- Puxa, filho, não é facil cuidar de uma pessoa com tantas dificuldades assim... mas, traga-o com você, nós vamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele
- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, nós não podemos assumir um compromisso tão grande assim. Ele não seria feliz morando aqui conosco. E nós perderíamos um pouco da nossa liberdade. Vamos achar um lugar em que cuidem bem dele.
- Está certo, papai, o senhor tem razão!

Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um outro telefonema, da polícia. O filho deles havia cometido suicídio, num hotelzinho de beira de estrada numa cidade vizinha, bem perto deles.

Quando ele foram fazer o reconhecimento do corpo descobriram que o "amigo" do qual o rapaz falara era ele mesmo, que havia sido gravemente ferido na guerra e escondera o fato de seus pais, com medo de não ser aceito por eles.

"Mas Deus prova o seu amor para conosco,em que, quando éramos ainda pecadores,Cristo morreu por nós" - Rm 5.8
Em Cristo,Leonardo Araújo

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O AVIVAMENTO QUE PRECISAMOS - C.H.SPURGEON

Somos abençoados quando nos aproximamos de Deus através da oração. Sentimos tristeza ao perceber que muitas igrejas demonstram tão pouca importância à oração coletiva. De que maneira receberemos alguma bênção, se nos mostramos negligentes em pedi-la? Podemos aguardar um Pentecostes, se jamais nos reunimos uns com os outros, a fim de esperar no Senhor?
Irmãos, nossas igrejas nunca serão melhores, enquanto os crentes não estimarem intensamente a reunião de oração. Mas, estando reunidos para oração, de que maneira devemos orar? Tenhamos cuidado para não cair no formalismo, pois estaremos mortos, imaginando que possuímos vida. Não duvidemos, motivados por incredulidade, ou estaremos orando em vão.
Oh! que tenhamos fé imensa, para com ela apresentarmos a Deus grandes súplicas! Temos misturado o louvor e a oração como um precioso composto de especiarias, adequado para ser oferecido sobre o altar de incenso por intermédio de Cristo, nosso Senhor.Não poderíamos agora apresentar- Lhe uma súplica especial, de maior alcance? Parece a mim que deveríamos orar em favor de um verdadeiro e puro avivamento em todo o mundo.

UM AVIVAMENTO GENUÍNO E DURADOURO

Regozijo-me com quaisquer evidências de vida espiritual, ainda que sejam entusiásticas e temporárias, e não sou precipitado em condenar qualquer movimento bem-intencionado. Contudo, tenho bastante receio de que muitos dos chamados avivamentos, em última análise, causaram mais danos do que benefícios.
Uma espécie de loteria religiosa tem fascinado muitos homens, trazendo-lhes repúdio pelo bom senso da verdadeira piedade.
Não desejo menosprezar o ouro genuíno, ao desmascarar as falsificações. Longe disso. Acima de tudo, desejamos que o Senhor envie-nos um verdadeiro e duradouro avivamento espiritual.Precisamos de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, trazendo poder à pregação da Palavra, motivando com vigor celestial todos os crentes, afetando solenemente os corações dos indolentes, para que se convertam a Deus e vivam. Se este avivamento acontecesse, não seríamos embriagados pelo vinho do entusiasmo carnal, mas cheios do Espírito. Contemplaríamos o fogo dos céus manifestando-se em resposta às fervorosas orações de homens piedosos.
Não podemos rogar que o Senhor,nosso Deus, revele seu poderoso braço aos olhos de todos os homens nestes dias de declínio e vaidade?

ANTIGAS DOUTRINAS

Queremos um avivamento das antigas doutrinas. Não conhecemos uma doutrina bíblica que, no presente, não tenha sido cuidadosamente prejudicada por aqueles que deveriam defendê-la. Há muitas doutrinas preciosas às nossas almas que têm sido negadas por aqueles cujo ofício é proclamá-las.
Para mim é evidente que necessitamos de um avivamento da antiga pregação do evangelho, tal como a de Whitefield e de Wesley. As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja; a queda, a redenção e a regeneração dos homens precisam ser apresentadas em termos inconfundíveis.

DEVOÇÃO PESSOAL

Necessitamos urgentemente de um avivamento da devoção pessoal. Este é,sem dúvida, o segredo do progresso da igreja. Se os crentes perdem a sua firmeza, a igreja é arremessada de um lado para o outro. Quando eles permanecem firmes na fé, a igreja continua fiel ao seu Senhor. O futuro da igreja, nas mãos de Deus, depende de pessoas que na realidade são espirituais e piedosas.
Oh! que o Senhor levante mais homens genuinamente piedosos, vivificados pelo Espírito Santo, consagrados ao Senhor e santificados pela verdade!
Irmãos, cada um de nós precisa viver,para que a igreja continue viva. Temos de viver para Deus, se desejamos ver a vontade do Senhor prosperar em nossas mãos. Homens consagrados tornam-se o sal da sociedade e os salvadores da raça humana.

ESPIRITUALIDADE NO LAR
Necessitamos profundamente do avivamento da espiritualidade no lar. A família cristã era o baluarte da piedade na época dos puritanos; mas, nesses dias maus, centenas de famílias chamadas cristãs não realizam adoração no lar, não estabelecem restrições, nem ministram qualquer disciplina e ensino aos seus filhos. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos?
Ó homens e mulheres crentes, sejam cuidadosos naquilo que fazem, sabem e ensinam! Suas famílias devem ser treinadas no temor do Senhor, e sejam vocês mesmos “santos ao Senhor”. Deste modo, permanecerão firmes como uma rocha no meio das ondas de terror que surgirão e da impiedade que nos assedia.

INTENSO E CONSAGRADO PODER

Desejamos um avivamento de intenso e consagrado poder. Tenho suplicado por verdadeira piedade; agora imploro por um de seus mais nobres resultados. Precisamos de santos. Precisamos de mentes graciosas, experimentadas em uma elevada qualidade de vida espiritual resultante de freqüente comunhão com Deus, na quietude. Os santos adquirem nobreza por meio de sua constante permanência no lugar onde se encontram com o Senhor. É aí que adquirem o poder na oração que tanto necessitamos.
Oh! que o Senhor levante na igreja mais homens como John Knox, cujas orações causavam à rainha Maria mais terror do que 10.000 soldados! Oh!que tenhamos mais homens como Elias, que através de sua fé abriu e fechou as janelas dos céus! Esse poder não surge por meio de um esforço repentino; resulta de uma vida devotada ao Deus de Israel. Se toda a nossa vida for pública, teremos uma existência insignificante, transitória e ineficaz. Entretanto, se mantivermos intensa comunhão com Deus, em secreto, seremos poderosos em fazer o bem. Aquele que é um príncipe com Deus ocupará uma posição nobre entre os homens, de acordo com a verdadeira avaliação de nobreza.
Estejamos atentos para não sermos pessoas dependentes de outras; nos esforcemos para descansar em nossa verdadeira confiança no Senhor Jesus. Que nenhum de nós caia numa situação de infeliz e medíocre dependência dos homens! Desejamos ter entre nós crentes firmes e resistentes, assim como as grandes mansões que permanecem, de geração em geração, como pontos de referência de nosso país; não almejamos crentes semelhantes a casas de saibro, e sim a edifícios bem construídos, capazes de suportar todas as intempéries e desafiar o próprio tempo. Se na igreja tivermos um exército de homens inabaláveis, firmes, constantes e sempre abundantes na obra do Senhor, a glória da graça de Deus será claramente manifestada, não somente neles mesmos, mas também naqueles que vivem ao seu redor.
Que o Senhor nos envie um avivamento de poder consagrado e celestial! Que ele Pregue por intermédio de suas mãos, se você não pode pregar por meio de seus lábios.
Quando os membros de nossas igrejas demonstrarem o fruto de verdadeira piedade, imediatamente encontraremos pessoas perguntando qual a árvore que produz esse fruto.
A oração coletiva dos crentes é a primeira parte de um Pentecostes; a conversão dos pecadores, a outra.O genuíno avivamento começa somente com “uma reunião de oração”, mas termina com um grande batismo de milhares de convertidos.
Oh! que as orações dos crentes se tornem como ímãs para os pecadores! E que o reunir-se de homens piedosos seja uma isca para atrair os homens a Cristo! Venham muitas pessoas a Jesus, porque vêem outros correrem em direção a Ele.
Senhor, afastamos nosso olhar desses pobres e tolos procrastinadores e buscamos a Ti, rogando-Te que os abençoes com o teu onisciente e gracioso Espírito. Senhor, converte-os, e eles serão convertidos! Através de sua conversão, rogamos que um avivamento comece hoje mesmo. Que este avivamento se espalhe por todas as nossas casas e, depois, pela igreja, até que todos os crentes sejam inflamados pelo fogo que desce dos céus!” - C.H.Spurgeon

terça-feira, 28 de outubro de 2008

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 3


"Eu estendi minha mão e toquei a chama. Agora eu estou queimando e esperando por um sinal " – Evan Roberts,pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 1903.

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 2



"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley

FRASES PARA MEDITAÇÃO - 1


"Eu tinha o costume de passar muito tempo orando;acho que,às vezes,orava realmente 'sem cessar'(1 Ts 5.17).
Achei,também grande proveito em observar frequentemente dias inteiros de jejum em secreto.
Em tais dias,para ficar inteiramente sozinho com Deus,eu entrava na mata,ou me fechava no templo." - Charles G.Finney



segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Comentário Bíblico de Matthew Henry - Novo Testamento (Parte 1)

MATEUS

Mateus, apelidado Levi, antes de sua conversão era um publicano ou cobrador de impostos submetidos aos romanos de Cafarnaum. Como regra geral, se reconhece que ele escreveu seu evangelho antes que qualquer dos outros evangelistas. O conteúdo deste evangelho e a prova dos escritores antigos, mostram que foi escrito primordialmente para o uso da nação judaica. O cumprimento da profecia era considerado pelos judeus como uma prova firme, portanto Mateus usa este fato em forma especial. Aqui há partes da história e dos sermões de nosso Salvador, particularmente selecionados por adaptar-se melhor para despertar a nação a ter consciência de seus pecados; para eliminar suas expectativas errôneas de um reino terreno; para derrubar seu orgulho e engano para consigo mesmos; para ensinar-lhes a natureza e magnitude espiritual do evangelho; e para prepará-los para admitirem os gentios na Igreja.

CAPÍTULO 1

• Versículos 1-17 A genealogia de Jesus
• Versículos 18-25 Um anjo aparece a José

Versículos 1-17
Acerca desta genealogia de nosso Salvador, observe-se a intenção principal. Não é uma genealogia desnecessária. Não é por vanglória, como costumam ser as dos grandes homens. Demonstra que nosso Senhor Jesus é da nação e família da qual ia surgir o Messias. A promessa da bênção foi feita a Abraão e a sua descendência; a do domínio, a Davi e a sua descendência. Foi prometido a Abraão que Cristo desceria dele (Gn 12.3; 22.18); e a Davi que desceria dele (2 Samuel 7.12; Salmo 89.3 e seguintes; 132.11); portanto, a menos que Jesus seja filho de Davi, e filho de Abraão, não é o Messias. Isto se prova aqui com registros bem conhecidos.
Quando aprouve ao Filho de Deus tomar nossa natureza, Ele se aproximou de nós em nossa condição caída, miserável; mas estava perfeitamente livre de pecado: e enquanto lemos os nomes de sua genealogia, não esqueçamos quão baixo se inclinou o Senhor da glória para salvar a raça humana.

Versículos 18-25
Olhemos as circunstâncias em que entrou o Filho de Deus a este mundo inferior, até que aprendamos a desprezar as vãs honras deste mundo, quando comparadas com a piedade e a santidade.
O mistério de Cristo feito homem deve ser adorado; não é para perguntar acerca disto por curiosidade. Foi assim ordenado que Cristo participasse de nossa natureza, porém puro da contaminação do pecado original, que tinha sido comunicado a toda a raça de Adão.
Atente que é ao que reflexiona a quem Deus guiará, não ao que não pensa. O tempo de Deus para chegar com instrução a seu povo se dá quando estão perdidos. Os consolos divinos confortam mais a alma quando está pressionada por pensamentos que confundem.
É dito a José que Maria devia trazer o Salvador ao mundo. Devia dar-lhe o nome de Jesus, Salvador. Jesus é o mesmo nome de Josué. A razão deste nome é clara, porque aqueles aos que Cristo salva, são salvos de seus pecados; da culpa do pecado pelo mérito de sua morte e do poder do pecado pelo Espírito de Sua graça. Ao salvá-los do pecado, os salva da ira e da maldição, e de toda desgraça, aqui e depois. Cristo veio salvar seu povo não em seus pecados, senão de seus pecados; e, assim, a redimi-los dentre os homens para si, que é separado dos pecadores.
José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, rapidamente e sem demora, jubilosamente, sem discutir. Aplicando as regras gerais da palavra escrita, devemos seguir a direção de Deus em todos os passos de nossa vida, particularmente em suas grandes mudanças, que são dirigidas por Deus, e acharemos que isto é seguro e consolador.

CAPÍTULO 2

• Versículos 1-8 Os magos buscam a Cristo
• Versículos 9-12 Os magos adoram a Jesus
• Versículos 13-15 Jesus levado ao Egito
• Versículos 16-18 Herodes manda matar as crianças de Belém
• Versículos 19-23 Morte de Herodes – Jesus trazido a Nazaré

Versículos 1-8
Os que vivem completamente afastados dos meios de graça costumam usar a máxima diligência e aprendem a conhecer o máximo de Cristo e de sua salvação. Porém, nenhuma arte da curiosidade nem o puro aprendizado humano podem levar os homens até Ele. Devemos aprender de Cristo atentando à palavra de Deus, como luz que brilha num lugar escuro, e buscando o ensino do Espírito Santo. Aqueles em cujo coração se levanta a estrela da manhã, para dar-lhes o necessário conhecimento de Cristo, fazem de sua adoração sua atividade preferencial.
Embora Herodes era muito velho, e nunca tinha demonstrado afeto pela sua família, e era improvável que vivesse até que o recém-nascido chegasse à idade adulta, começou a turbar-se com o temor de um rival. Não compreendeu a natureza espiritual do reino do Messias. cuidamo-nos da fé morta. O homem pode estar persuadido de muitas verdades e ainda pode adiá-las, porque interferem com sua ambição ou licença pecaminosa. Tal crença lhe incomodará, e se decidirá mais a opor-se à verdade e à causa de Deus; e pode ser o suficientemente néscio como para esperar ter êxito nisso.

Versículos 9-12
Quanto gozo sentiram estes sábios ao ver a estrela, ninguém o sabe tão bEnquanto aqueles que, depois de uma longa e triste noite de tentação e abandono sob o poder de um espírito de escravidão, finalmente recebem o Espírito de adoção, dando testemunho a seus espíritos de que são filhos de Deus. podemos pensar que desilusão foi para eles quando encontraram que uma barraca era seu palácio, e sua própria e coitada mãe era a única servidão que tinha. Contudo, estes magos não se acreditaram impedidos, pois tendo achado o Rei que buscavam, lhe ofereceram seus presentes. Quem procura humildemente a Cristo não tropeçará se achar Ele e seus discípulos em casebres escuros, depois de tê-los procurado em vão nos palácios e cidades populosas. Há uma alma ocupada em buscar a Cristo? Quererá adorá-lo e dizer "sim!, eu sou uma criatura pobre e néscia e nada tenho a oferecer? Nada!" Não tem coração, ainda que indigno dEle, escuro, duro e néscio? Entregue-o a Ele tal como é, e se prepare para que Ele o use e dispunha dele como lhe apraz; Ele o tomará e o fará melhor, e nunca te arrependerás de ter agido assim. Ele o moldará a sua semelhança, e Ele mesmo se entregará a você e será seu para sempre.
Os presentes dos magos eram ouro, incenso e mirra. A providência os enviou como socorro oportuno para José e Maria em sua atual condição de pobreza. Assim nosso Pai celestial, que conhece o que necessitam seus filhos, usa a alguns como mordomos para suprir as necessidades dos outros e provê-los ainda desde os confins da terra

Versículos 13-15
Egito tinha sido um lar de escravidão para Israel, e particularmente cruel para as crianças de Israel; mais será um lugar de refúgio para o santo menino Jesus. Quando a Deus lhe apraz, pode fazer com que o pior dos lugares sirva para o melhor dos propósitos. Esta foi uma prova de fé para José e Maria. Mas a fé deles, sendo provada, foi achada firme. Se nós e nossos filhos estivermos em problemas em qualquer tempo, lembremos as dificuldades em que esteve Cristo quando era um menino.

Versículos 16-18
Herodes matou os meninos varões, não somente de Belém, senão de todas as aldeias dessa cidade. A ira desenfreada, armada com um poder ilícito, freqüentemente leva os homens a crueldades absurdas. Não foi coisa injusta que Deus permitisse isto; cada vida é entregue a sua justiça tão logo como começa. As doenças e as mortes dos pequenos são prova do pecado original. Mas o assassinato destas crianças foi seu martírio. Que cedo começou a perseguição contra Cristo e seu reinado! Herodes acreditava ter destruído as profecias do Antigo Testamento, e os esforços dos magos para acharem Cristo; mas o conselho do Senhor permanecerá, por astutas e cruéis que sejam as artimanhas do coração dos homens.

Versículos 19-23
Egito pode servir por um tempo como estadia ou refúgio, mas não para ficar a viver. Cristo foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel, e a elas deve retornar. Se olharmos o mundo como o nosso Egito, o lugar de nossa escravidão e exílio, e somente o céu como a nossa Canaã, nosso lar, nosso repouso, deveremos levantar-nos logo e partir daqui quando sejamos chamados, como José quando saiu do Egito.
A família deve estabelecer-se na Galiléia. Nazaré era lugar tido em pobre estimação, e Cristo foi crucificado sob esta acusação, Jesus Nazareno. Onde quer que nos indique a providência os limites de nossa habitação, devemos esperar compartir a admoestação de Cristo; embora possamos gloriar-nos de sermos chamados por seu nome, seguros de que, se sofremos com Ele, também seremos glorificados com Ele.
. . .© Copyright Leonardo Araújo - /2008. . .
Ler a seguir o artigo:"Comentário Bíblico de Matthew Henry - NT(Parte 2)"

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

EVANGELISMO PESSOAL (Parte 1)

Introdução ao Evangelismo Pessoal

1. DEFINIÇÃO" DE EVANGELISMO PESSOAL

Evangelismo Pessoal é a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente: é levá-los a Cristo, o Salvador (Jo 1.41,42; At 8.30).

2. A IMPORTÂNCIA DO EVANGELISMO PES­SOAL

A importância vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos seus discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15,19; At 1.8,9).

3. O ALVO DO EVANGELISMO PESSOAL

O alvo é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. O irmão já experimentou o gozo que há em ganhar uma alma para Jesus? É uma bênção e uma experiência inesquecí­veis... Há um gozo inexplicável em vermos alguém no caminho para o céu, ou já na glória, por nosso in­termédio... Ganhar almas foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10; 1 Tm 1.15). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testa­mento, tinha o mesmo alvo e visão (1 Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus está afeta exclusivamente aos pregadores, pastores e obreiros em geral. Con­tentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos es­tão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara em João 4.35. O "ide" de Jesus para irmos aos Perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo es­pecial de salvos, mas a todos, indistintamente, co­mo bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A cha­mada especial de Deus para o ministério está reser­vada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar almas é feita a todos os crentes.
O evangelismo pessoal, como já vimos acima, vai além do pecador perdido: ele alcança também o desviado e o crente necessitado de conforto, dire­ção, ânimo, auxílio e vitória. Ele reaviva a fé e a es­perança nas promessas das Santas Escrituras.

4. VANTAGENS DO EVANGELISMO PESSOAL

Aqui estão algumas:

4.1. Adapta-se às condições espirituais de qual­quer pessoa

O que o sermão não consegue fazer no auditório, na evangelização coletiva, o evangelismo pessoal o faz. Na evangelização em massa, a pregação não satisfaz a todos, porque cada um tem problemas es­pirituais diferentes. No evangelismo pessoal, a mensagem é direta, incisiva. Muitas vezes, a prega­ção apenas inicia a evangelização, que será comple­mentada com o contato pessoal do ganhador de al­mas.

4.2. Promove o crescimento da igreja

A igreja dos dias primitivos cresceu muito de­pressa porque os crentes, cheios do Espírito Santo, evangelizavam sem parar (At 5.42; 8.4). O resulta­do foi o maravilhoso crescimento registrado no livro de Atos dos Apóstolos. Hoje, também, a igreja que tiver um número regular de ganhadores de almas, seu crescimento será notório. A semeadura da Pala­vra de Deus promove o crescimento e a edificação da igreja. (Ver At 2.41,47; 4.4; 5.14; 9.31, e princi­palmente em 21.20.) A maior e melhor maneira de ajudar o pastor no crescimento do rebanho de Deus é ganhar almas individualmente. O irmão tem feito assim? Está fazendo assim? Se hoje, na igreja, cada um ganhasse outro, qual seria o resultado? Se todos ganhassem almas como você, qual seria o cresci­mento da igreja?

4.3.Vence todos os preconceitos

Há casos e ocasiões em que somente o evangelis­mo pessoal alcança o pecador. Há pessoas que ja­mais assistiriam reuniões evangelísticas em tem­plos, ou seja onde for, devido a preconceitos, falsa concepção, ignorância, ordens recebidas, imposi­ções religiosas, falsas informações, falsas idéias, etc. É aí que o evangelismo pessoal presta seus ser­viços de modo ímpar. Há inúmeras grandes igrejas por toda parte, que começaram através do evangelismo pessoal. A origem foi uma alma ganha, cultos em sua casa e em seguida uma congregação forma­da. O pioneirismo missionário na América Latina e o estabelecimento da obra das Sociedades Bíblicas também foi assim - através do evangelismo pessoal.

5. O MANUAL DO OBREIRO NO EVANGELIS­MO PESSOAL

É a Bíblia, é evidente. Ela é a Palavra de Deus, e, dele temos a extraordinária promessa: "Porque assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" (Is 55.11 -vide também Sl 126.5,6; Rm 1.16; Tg 1.21b.)
Sabendo nós que a Bíblia é o manual do evange­lismo pessoal, é evidente que para termos êxito nes­ta obra, duas coisas precisamos considerar por en­quanto:
a. Na obra de ganhar almas emprega-se a Pala­vra de Deus (Jo 3.5; Rm 10.17; 1 Pe 1.23).
b. Para empregar a Palavra de Deus é preciso conhecê-la devidamente (2 Tm 2.15). A expressão "maneia bem", neste versículo, significa de fato dissecar, dividir ou cortar corretamente, como por exemplo, no preparo das vítimas para os diversos sacrifícios. Refere-se principalmente à correta apli­cação do texto e da mensagem de toda a Bíblia.

É fato reconhecido que é muito mais fácil falar a Palavra de Deus a uma multidão do que a uma só pessoa. Quem fala a um auditório não é interrompi­do para perguntas, apartes, argumentação, etc; já quem fala a uma só pessoa poderá vir a enfrentar tudo isso. Há pecadores que aceitam a mensagem da salvação sem objeções e sem argumentação, mas outros apresentam escusas tais, que, se o crente não conhecer devidamente as Escrituras, ficará em si­tuação vexatória.
É verdade que o Espírito Santo guia e inspira na obra de ganhar almas, mas no tocante às Escritu­ras, Ele só pode lembrar-nos daquilo que conhece­mos antes (Jo 14.26). não sei? que não ouvi? que não li? Que não aprendi? Por sua vez, o pregador ou ganhador de almas não é adivinhador de versículos... Muitos, a essa altura, firmam-se em Mateus 10.19,20 para declararem que, na hora precisa, o Espírito Santo dará tudo, mas é bastante o contexto da referida passagem (v.18), para ver a que ocasião Jesus se es­tá referindo. (Leia também, quanto a isto, Pv 9.9:1 Tm 4.13;1 Pe 3.15.)À Bíblia é a "espada do Senhor", mas também "de Gideão" (Jz 7.20). Isto é, ela é a arma que o Espírito Santo usa, mas o elemento que a conduz é o crente. Portanto, é im­perioso que o crente aprenda a manejar bem o Livro de Deus. Há crentes que até evitam falar de Jesus, por causa do seu pouco ou nenhum conhecimento das Escrituras.
No evangelismo pessoal, a doutrina principal é a de salvação da alma. É preciso que o crente co­nheça bem os textos, para apresentá-los à medida que a necessidade for exigindo. Não é um texto qualquer que vamos citar, mas aquele apropriado pura o momento, pois a Bíblia tem uma mensagem adequada para cada caso, cada coração, cada cir­cunstância. Não é abrir a Bíblia em qualquer lugar e dizer: "Vou ler esta passagem que o Senhor me deu", quando geralmente o Senhor não deu coisa nenhuma... O que é preciso é conhecer a Bíblia e depender do Espírito Santo. Assim sendo, Deus abre a porta, guia e dá a mensagem adequada e un­gida pelo seu Espírito.
É oportuno lembrar aqui que o Espírito Santo e a Palavra de Deus jamais se contradizem. Quem se julga espiritual deve conhecer e amar a Bíblia, e quem seguir a Bíblia, deve andar segundo o Espíri­to.
A razão por que muitos crentes chamados espi­rituais são cheios de meninices; são escandalosos e extremistas, é porque não estudam a Palavra, para nela aprenderem a ordenar seus passos. O que lhes falta é o conhecimento das doutrinas desse Livro. Ter o Espírito Santo e não conhecer a Palavra conduz ao fanatismo. Conhecer a Palavra e não ter o Espirito, conduz ao formalismo. Em religião, fa­natismo é zelo excessivo, paixão cega; é chamar ao certo, errado; e ao errado, certo. É ser extremista.É zelo sem entendimento (Rm 10.2). Se você deseja que o Espírito Santo o use, inclusive na obra de ga­nhar almas, procure ter o instrumento que Ele em­prega - a Palavra de Deus (Ef 6.17).

6. COMO DEVEMOS ESTUDAR A BÍBLIA - O MANUAL DO OBREIRO CRISTÃO

Aqui estão algumas maneiras:

6.1. Leia a Bíblia conhecendo o seu autor.

O primeiro passo para entender as Escrituras é conhecer o autor delas - Deus. Assim sendo, Ele no-las explicará (Sl 119.18,125; Lc 24.32,45; Jo 16.13).A melhor maneira de estudar a Bíblia é fazer como Maria - quedar-se aos pés do Autor (Lc 10.39).

6.2. A leitura diária, seguida e total da Bíblia.

É um dos segredos da vitória espiritual (Js 1.8b) a leitura sistemática e constante da Bíblia, ano após ano, pois constitui o contato direto e pessoal com a Palavra de Deus. Nada pode substituir esse aspecto da vida devocional do cristão, (vide Dt 17. 19: Is 34.16: Ap 1.3.) A leitura ocasional, irregular, não basta. Há crentes que só se alimentam espiri­tualmente quando alguém põe comida em sua bo­ca. É a colher do pastor, do professor da Escola Dominical, etc, etc. Não comem por si mesmos. Quando mudam de igreja, às vezes morrem de fo­me espiritual.
É muito bom ler bons livros, mas o máximo de tempo deve ser da Bíblia. Os livros são bons, mas não são substitutos da Bíblia. Nos livros, muitas vezes prevalece o individualismo do autor, mas na Bíblia não há este particular. Leiamos livros, mas tendo sempre a Bíblia como a autoridade principal e final. Ninguém fique preocupado, pensando que por ler muito a Bíblia vai esgotar seu conteúdo... Ela vem sendo lida por milhões de leitores através de milênios e nunca ficou esgotada. Seu conteúdo é inesgotável! Não há ninguém "formado" na Bíblia. Isto é uma das grandes evidências de sua origem di­vina.

6.3. Leia a Bíblia com a melhor atitude espiri­tual para com ela.

É de máxima importância que o estudante da Bíblia estude o Santo Livro com reverente atitude mental, tendo-a como a Palavra de Deus e não como uma obra literária comum. O autor da Bíblia é Deus. Seu assunto central é Cristo. Seu real intérprete é o Espírito Santo. Considerando-a sob esses pontos de vista, ela é o único livro cujo autor está sempre presente quando o lemos. Estude-a pois com espírito sequioso, devocional, receptivo, aber­to, buscando conhecer mais de Deus e seu amor. A atitude de que tratamos aqui inclui o prazer (Mc 12.37).

6.4. Leia a Bíblia com meditação e oração

Assim fez Davi, no que foi grandemente aben­çoado por Deus (Sl 119.12,40,64,68). É na presença do Senhor em oração, que as coisas secretas divinas são reveladas (Sl 73.16,17). Daniel orou e as Escri­turas lhe foram reveladas (Dn 9). Não convém ler depressa, sem prestar atenção ao sentido, que às vezes é bem claro, mas outras vezes demanda uma meditação mais demorada e profunda. Também é infrutífero fazer concorrência para estabelecer re­corde de leitura. É melhor ler pouco, meditando, do que ler às pressas, sem meditar. Quem lê às pressas não pode dizer como Samuel: "Fala, porque o teu servo ouve" (1 Sm 3.10).

6.5. Aplique a leitura da Bíblia primeiro a você mesmo

Nunca leia somente para instruir o próximo. Tome a Bíblia primeiro para a sua edificação. Há pessoas que, na leitura da Bíblia, tudo que é bên­ção, conforto, promessas, elas aplicam a si; tudo que é ameaça, exortação, avisos, repreensão, casti­go, aplicam aos outros. Quando ler a Bíblia irmão, pergunte sempre a Deus, como fez Josué diante do mensageiro celestial: "Que diz meu Senhor ao seu servo?" (Js 5.14).

6.6. Leia a Bíblia toda

A Bíblia é a revelação progressiva da verdade. Isto é, nada é dito duma vez, nem uma vez por todas. É comum um assunto começar num livro e daí prosseguir através de muitos outros, até que o as­sunto se complete. Por exemplo: a doutrina da Re­denção, vai do livro de Gênesis ao de Apocalipse. Não podemos entender uma carta recebida, lendo-a um pouco aqui, um pouco ali, mas, de modo com­pleto. A Bíblia é a carta de Deus à humanidade. Estudando-a toda, conhecemos todo o plano divi­no através dos séculos.
Não espere compreender a Bíblia toda. Leia Dt 29.29; 1 Co 13.12. Na Bíblia há dificuldades e mis­térios insondáveis, isto porque, sendo ela a Palavra de Deus, é inesgotável. É de se esperar que Deus saiba mais que o homem... Um Deus sobrenatural deve ter um livro sobrenatural. Uma mente finita, limitada e deficiente como a nossa, não pode abranger as coisas infinitas de Deus (Rm 11.33,34).
Muitos deixam de ler a Bíblia, e outros perdem o interesse nela só porque não compreendem tudo o que lêem. Ora, quando na refeição, encontramos osso, espinha ou qualquer coisa estranha, deixamos isso de lado e continuamos a comer. Façamos assim no tocante à Bíblia. Deixemos as dificuldades de lado e continuemos a comer. Quanto a este particu­lar, tenha-se em mente Sl 25.14; 1 Co 2.9-14.

6.7. Observações úteis e práticas no estudo da Bíblia

6.7.1.Apontamentos individuais.

Habitue-se a tomar notas de suas meditações na Palavra de Deus. A nossa memória falha com o tempo. Distri­bua seus apontamentos por assuntos.

6.7.2.Aprenda a ler e escrever referências bíbli­cas.

O sistema mais simples e rápido para escrever referências bíblicas é o adotado pela SociedadeBíblica do Brasil: duas letras abreviativas, sem ponto, para cada livro da Bíblia. Esse sistema cons­ta do índice das Bíblias editadas pela referida So­ciedade. Entre o capítulo e o versículo põe-se um ponto. Exemplos: Jo 2.4 (João 2.4); Jó 2.4; 1 Pe 5.5 (1 Pedro 5.5); Fp 1.29 (Filipenses 1.29); Fm v.14 (Filemon v.14), etc.

6.7.3.Diferença entre texto e referência.

Texto - são as palavras contidas numa passagem.
Referên­cia - é a indicação de livro, capítulo e versículo. Uma referência pode levar indicações como:

- "a" - indicando a parte inicial do versículo:Rm 1.17a.
- "b" - indicando a parte final do versículo: Rm 1.17b.
- "ss" - indicando os versículos que se seguem até o fim ou não, do capítulo: Rm 1.17ss
- "qv" - que veja, recomendação para não dei­xar de ler o texto indicado: Rm 1.17qv.

6.7.4. Siglas das diferentes versões da Bíblia em vernáculo.Isso poupa tempo e trabalho.

- ARC —Almeida Revisada e Corrigida. É o tex­to da Almeida antiga, impressa e distribuída pelaImprensa Bíblica Brasileira.
- ARA = Almeida Revisada e Atualizada. É o texto da Almeida revisada por uma comissão de eruditos brasileiros e estrangeiros, e editada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Começou a ser publi­cada completa, em 1958.
- Fig. = Antônio Pereira de Figueiredo. Atual­mente é impressa e distribuída pela Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, Londres.
- M. Soares = Matos Soares. Versão popular dos católicos brasileiros.
- Rhoden = Huberto Rhoden. Versão particular desse padre brasileiro.
6.7.5. O tempo antes e depois de Cristo. É indi­cado pelas letras:

a.C. = Antes de Cristo. d.C. = Depois de Cristo.

6.7.6. Contexto.

É a parte que fica antes e de­pois da passagem que estamos lendo. Pode ser ime­diato ou remoto. O contexto pode ser um versículo,um capítulo, e até um livro todo.

6.7.7. Manuseio do volume sagrado.

Obtenha completo domínio no manuseio do volume sagrado, a fim de encontrar com rapidez qualquer referênciabíblica. Jesus fazia assim. Veja Lucas 4.17, onde está dito que Ele "achou" o lugar onde estava escri­to. Ora, naquele tempo isso era muito mais difícil do que hoje, quando dispomos de papel, editoras modernas e livros.
Em Cristo,Leonardo Araújo

Ler a seguir o artigo:"Um exame na obra do Evangelismo Pessoal"

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ABRAÃO,O AMIGO DE DEUS - Gn 12.1-5

INTRODUÇÃO:

São muitos os exemplos de fé descritos na Bíblia, mas destaca-se, com especial tratamento, o de Abraão, o qual é denominado “pai da fé”. A palavra fé, do ponto de vista escriturístico, tem o significado básico de “fidelidade” (Dt 32.4; Sl 36.5; 37.3). Na verdade, o estudo da vida de Abraão é de grande valor pelo fato de ser ele o pai da nação eleita – Israel, e pai na fé de todos os que crêem em Deus. A sua chamada divina se reveste de um caráter especial, por ser o ponto de partida para a formação do povo que, em meio aos cananeus idólatras, serviria a Deus, como único, invisível e verdadeiro Deus.

I. A VIDA DE ABRAÃO ANTES DA SUA CHAMADA

Depois do juízo divino do Dilúvio e a confusão das línguas de Babel, os povos descendentes de Sem, Cão e Jafé espalharam-se sobre a face da terra. Conforme a genealogia de Abraão, sua descendência veio de Sem, a linhagem da promessa messiânica (Gn 11.10-26).

1. O primitivo nome de Abraão. Seu nome original Abrão (Gn 11.26) significava “pai elevado”, ou “pai das alturas”. Posteriormente, depois de uma aliança feita com o Deus Altíssimo, seu nome passou a chamar-se Abraão que significa “pai fecundo” ou “pai de uma multidão”(Gn 17.5).

2. Os ancestrais de Abraão. Abraão é descendente de Sem, um dos filhos de Noé, através de Tera (Gn 10.10,26), o décimo na linhagem genealógica que vem de Sem. A cidade de Ur, onde nasceu e viveu Abraão e sua família, ficava na antiga Sinar ou Suméria, situada a 160 kms a sudeste de Babilônia, junto à foz do rio Eufrates. Toda aquela região é hoje conhecida como Iraque.
O antigo nome da região, Sinar, vem de “Sin”, o “deus-lua” adorado naquela cidade. Logo, conclui-se que os progenitores de Abraão não conheciam o Deus verdadeiro; eram idólatras (Js 24.2,14,15). Como Abraão veio a conhecer o Todo-Poderoso, não está revelado.Como alguém já disse,certa feita:"Que eu não tenha voz,aonde a Bíblia se cala".

3. A esposa de Abraão, Sara (Gn 11.29-31; 12.5). Quando Deus ordenou a Abraão que saísse de sua terra e do meio de sua parentela, naturalmente, isso não significaria ele abandonar a sua esposa, então chamada Sarai. Ela estava inclusa no plano de Deus para ser a mãe de uma nação especial. O antigo nome dessa mulher, Sarai, significa “princesa”, mas após o encontro de Deus com Abraão, seu nome passou a ser simplesmente Sara, para denotar o seu futuro papel de “mãe de muitas nações” (Gn 17.15,16). Deus não separa casais, nem desfaz casamentos, isto acontece pela maldade humana, quebra da lei divina e pelo pecado, como Jesus deixou claro em Mateus 19.8. O Eterno quer que todos os cônjuges permaneçam unidos para o cumprimento dos seus desígnios.

II. A CHAMADA DE ABRAÃO

Deus chamou a Abraão do meio de um povo idólatra. Diz a Escritura que Ele mesmo apareceu a Abraão estando ele na casa de seus pais (At 7.2-4). Abraão vivia em um mundo corrupto e idólatra e daquele meio Deus o cercou de todas as promessas e pôs-lhe na frente um alvo supremo: ser o pai de muitas nações, e entre estas, uma seria especialmente designada pela presciência divina para ser a representante dos interesses do Altíssimo na terra.

1. A tríplice ordem de Deus a Abraão (Gn 12.1). Na Chamada de Deus a Abraão, há três determinações nas quais estão a essência do plano divino para ele.
A primeira foi: “Sai-te da tua terra”, isto é, Deus tinha uma outra terra, fértil e promissora para ele viver. A partida era indefinida e o lugar para onde ele iria era desconhecido por eles. O grande patriarca deveria partir, independente do desconhecimento dos detalhes. Na verdade, o que Deus queria era que Abraão partisse sem olhar para traz, ou sem pensar em retorno. A terra onde ele habitava seria um transtorno para os planos divinos. Sua saída de Ur dos Caldeus deveria ser para ele um desprendimento completo; uma renúncia total, material, social, e espiritual.
A segunda ordem de Deus foi: “Sai-te do meio da tua parentela”. Com exceção da sua esposa Sara, ninguém mais da família deveria acompanhá-lo naquela peregrinação à terra que Deus lhe havia designado. Mas Abraão, constrangido pela idade do seu velho pai Terá, decidiu levá-lo também. Ainda, um sobrinho muito ligado à família, chamado Ló, resolve unir-se ao patriarca na viagem. Esses laços familiares deveriam ter sido evitados para que Abraão e sua esposa não tivessem qualquer impedimento no caminho preparado por Deus.
Viajaram quase 1000 kms e chegaram a Harã. Ali o idoso Terá não pode mais prosseguir a jornada. Custou caro a Abraão cortar esses laços familiares. Ele deveria ter obedecido a Deus sem reservas e, então, sua viagem de fé teria o devido êxito.
A terceira exigência divina foi: “Vai para a terra que eu te mostrarei”. A terra prometida a Abraão estava muito além de Harã (Gn 17.8; At 7.4). A esta altura aprendemos uma lição preciosa. Quando Deus nos chama nada deverá nos prender a este mundo, porque Ele cuida de tudo.

2. Abraão vai para Harã e Siquém (Gn 12.4-8). Abraão acumulou riquezas em Harã, mas o seu coração não estava naquele lugar. Ele decidira fazer toda a vontade de Deus e partiu de Harã para Canaã, chegando a Siquém. Seu pai já havia morrido e nada mais o deteria em Harã. Sua fé em Deus lhe deu forças para prosseguir. Em Siquém, o Senhor lhe apareceu, reafirmou-lhe as promessas anteriormente feitas e mostrou-lhe toda a terra dos cananeus, a Canaã prometida.

3. Abraão muda de Siquém para Betel (Gn 12.8). Foi em Betel, “casa de Deus”, que Abraão edificou um altar ao Senhor. Agora, naquelas terras, Abraão sabia que, no tempo próprio, ele as teria como cumprimento das promessas divinas. Betel, daqui para a frente, sempre lembrará ao crente um lugar de oração, de encontro com Deus, de decisões importantes na vida espiritual.

III. O CARÁTER DA CHAMADA DE ABRAÃO

A chamada de Abraão tem caraterísticas valiosas para o nosso ensino. O Deus que chamou Abraão é o mesmo que continua chamando e convocando homens e mulheres para o cumprimento de seus desígnios.

1. A soberania de Deus. A soberania divina manifesta-se na vida de Abraão. Deus via nele o homem certo para cumprir sua vontade. Ao mesmo tempo, essa soberania manteve o livre-arbítrio de Abraão, o qual estava livre para obedecer ou não a convocação de Deus. Naturalmente, Deus pode escolher uma pessoa desde o ventre de sua mãe e investir nela o conhecimento de sua soberana vontade, mas entendemos que essa pessoa pode fugir ou desobedecer a vontade divina. No caso de Abraão, o texto de Neemias 9.7,8 deixa implícito seu caráter moral como requisito para a chamada divina.

2. A escolha de Abraão por Deus. Tenhamos em mente que Deus não faz acepção arbitrária de pessoas. Com Abraão Deus inicia uma dispensação especial, a dispensação da promessa e, dentro dessa dispensação, Deus seleciona e escolhe pessoas para cumprirem missões especiais. Abraão foi escolhido por Deus para ser pai de uma nação que o adoraria e representaria seus interesses na terra perante todas as nações. Primeiro Deus escolhe um homem, Abraão; depois, da sua semente, escolhe uma tribo, Judá e, dessa tribo, escolhe um rei, Davi; e através da descendência de Davi, Deus traz ao mundo, seu Filho Jesus, como o Verbo encarnado, para ser o Salvador do mundo.

CONCLUSÃO:

A chamada divina feita a Abraão coloca-o entre aqueles que Deus em sua presciência conhecia e, por isso, o escolheu para ser o homem a cumprir os seus desígnios. Abraão foi obediente à chamada divina e pautou toda sua vida pelo princípio de fazer a vontade de Deus.

Em Cristo,Leonardo Araújo.

MOISÉS,UM LÍDER EFICAZ - Êx 3.1-10


I.Os primeiros quarenta anos da vida de Moisés

O nome Moisés procede do verbo hebraico māshâ, "tirar" ou "extrair" (Sl 18.16). Moisés, no hebraico Mōsheh, surge no texto onomástico de Êxodo 2.10 como um trocadilho de meshîtihu: "e chamou o seu nome Moisés e disse: Porque das águas o tenho tirado [meshîtihu]".
Assim como afirmamos a respeito da mudança de nome de Sarai para Sara, podemos reafirmar também nesse contexto. A relação entre os nomes próprios e seu étimo é menor do que o contexto que o determina. Portanto, não é objetivo do literato apresentar o nome com base especificamente em sua raiz, mas no Sitz im Lebem, isto é, no contexto de vida ou vivencial do personagem.

II.Temperamento controlado por Deus

Entretanto, o nome não é mais importante do que o caráter do homem; e o fato crucial da passagem de Êxodo 2.10 não é a identidade do personagem, mas a preservação divina do pequeno Moisés. Isso facilmente é observado quando percebemos que nomes com a mesma raiz de mōsheh eram comuns no Egito. Os Faraós Thutmose, Ramsés são apenas dois nomes que podemos destacar imediatamente.
Diz Josefo que "mo" em língua egípcia, significa "água" e "isés", "preservado" (2005, p.140), razão pela qual o nome era comum entre eles.
O biblicista Victor Hamilton com muita propriedade afirma que "Moisés não é apenas quem ele é, mas também o que ele é. Seu nome é sua missão" (2006, p.158).
Ele recebe um nome que está relacionado tanto à sua vida quanto à vida de seu povo: ambos serão "tirados". Razão pela qual os argutos tradutores da Septuaginta traduziram o nome hebraico "Estes são os nomes", título hebraico do livro (Êx 1.1), por Êxodo, que significar "sair", "tirar", "extrair". Moisés não foi apenas "tirado" das águas, mas também seria aquele que "tiraria" o povo de Deus da escravidão do Egito.
Uma vez adotado, provavelmente pela rainha Hatshepsut (1504-1482 a.C.), filha de Totmés I e mulher de Totmés II, Moisés foi educado em toda "a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras" (At 7.22). Criado entre os príncipes, Moisés aprendera toda a ciência do Egito. Segundo o comentarista Antônio Neves de Mesquita, em uma de suas muitas obras, Moisés foi educado e versado em matemática, astronomia, geografia e ciências ocultas, morou com os sacerdotes e aprendeu todos os mistérios da religião egípcia (1980, p.98).
Josefo afirma que Moisés crescia e demonstrava muito mais espírito e inteligência que o permitido por sua idade: "Mesmo brincando, dava sinais de que um dia seria alguém extraordinário" (2005, p.140). A princesa fê-lo educar, afirma Josefo, "com grande desvelo, e quanto mais os hebreus se alegravam tanto mais os egípcios se atemorizavam" (2005, p.140). Afirma o historiador judeu, que Moisés foi ordenado general de todo o exército egípcio para lutar contra os etíopes que, aos poucos, invadiam e conquistavam as terras egípcias. Destacando-se como estrategista militar eficiente, acrescenta Josefo, que o Faraó invejou a Moisés e a fama do mesmo que percorria todo o Egito.

III-Moíses mata um egípcio

Porém, quando completou 40 anos, ao visitar os seus irmãos hebreus, Moisés mata um egípcio que maltratava um dos escravos hebreus (Êx 2.11,12).Moisés nessa época já houvera discernido a vontade de Deus para sua vida. Atos dos Apóstolos afirma que Moisés "cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar a liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam" (7.25).Pouco tempo depois ao arbitrar e interferir na querela entre dois hebreus, Moisés descobre que o fato de ter matado um egípcio já se tornara assunto corrente. Temeu pela sua vida, e com muita razão, pois a lei que prevalecia nesse período era "olho por olho, dente por dente".Faraó soube do caso; sente-se traído por Moisés e decreta-lhe a morte (Êx 2.15).O literato da Epístola aos Hebreus vislumbra a fé de Moisés ao se retirar do Egito: "Pela fé, deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível" (11.27). Segundo o biblicista Charles Pfeiffer, "tentando redimir Israel à sua maneira e na sua hora, Moisés fracassou. Mas na hora de Deus ele foi chamado para libertar à maneira de Deus e pelo poder de Deus" (1990, p.70).

Continua ...

Referências Bibliográficas:
HAMILTON, V. P.
Manual do Pentateuco. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
JOSEFO, F.
História dos hebreus: de Abraão à queda de Jerusalém. Obra Completa. 9.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
MESQUITA, A.N. Povos e nações do mundo antigo: uma história do Velho Testamento. 3.ed., Rio de Janeiro: JUERP, 1980.
PFEIFFER, C.F.; HARRISON, E. Comentário bíblico Moody. São Paulo: Imprensa Batista Regular, 1990.