sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Projeto Missionário Pentecostal


Não seria exagero dizer que os pentecostais constituem o povo mais apaixonado por missões. Há um apego deliberado aos textos sagrados, onde aparece a chamada Grande Comissão. Vemos na Bíblia de Estudo Pentecostal que essa incumbência compromete todos os seguidores de Cristo, em todas as gerações, também declara o alvo, a responsabilidade e a outorga da tarefa missionária da Igreja.
Para os editores da BEP, a igreja deve ir a todo o mundo e pregar o Evangelho a todos, em conformidade com a revelação do Novo Testamento, da parte de Cristo e dos apóstolos. Essa tarefa inclui a responsabilidade primordial de enviar missionários a todas as nações (At 13.1-4).
Os pentecostais entendem que a intenção de Cristo não é simplesmente o crescimento numérico de sua Igreja e nem cristianização da sociedade ou muito menos assumir o controle do mundo, mas, sim, que seus seguidores façam discípulos Dele. Entretanto, ressalvam que os seguidores obedientes de Jesus devem ir a todas as nações e testemunhar somente depois que do alto sejam revestidos de poder conforme Lucas 24.49 e Atos 1.8.
John V. York também faz essa mesma análise quando declara que os pentecostais “vêem o poder do Espírito Santo não como algo emocional, mas como uma benção disponível a todos os crentes verdadeiros como um meio de realizar a colheita. E este mesmo Espírito os capacitará para ministrar às necessidades dos que clamam enquanto levam o Evangelho a todas as nações”.
O pastor Loren Triplet, diretor executivo da Divisão de Missões Internacionais das Assembléias de Deus, em Springfield, Missouri, Estados Unidos, em seu texto De volta ao básico em Missões, expõe que o Movimento Pentecostal sempre levou a sério esse mandato de ir até os confins da Terra. Para ele, a Grande Comissão não se trata de uma grande sugestão; é uma ordem inalterável e literal. Certos fatores básicos fornecem os fundamentos de nossa visão e dever mundiais a todos os povos da Terra. Triplet nos lembra que o derramamento do Espírito Santo, ocorrido no início do século 20, assumiu responsabilidades e visão missionárias imediatas. Havia uma força motriz dentro daquele avivamento que só pode ser explicado pelo poder do Espírito.
O novo avivamento pentecostal espalhou-se rapidamente ao redor do mundo. Triplet vai fundo em seu conceito quando preceitua que o pastor pentecostal cumprirá melhor suas responsabilidades da Grande Comissão se entender e praticar a verdade da capacitação da Grande Comissão. O missiólogo americano é contundente: “O pastor pentecostal que não leva a igreja a obedecer mundialmente à Grande Comissão é, em termos, uma contradição. O pastor pentecostal terá um coração missionário e reconhecerá que recebeu esse coração missionário, quando foi batizado com o Espírito Santo. Ser pentecostal é ser missionário”.
George W. Peters apresenta o conceito defendido por W. O. Carver que define missões como “a extensa realização do propósito redentor de Deus em Cristo Jesus através de mensageiros humanos”. Para o próprio Peters, “Missões é a objetivação progressiva do propósito eterno e benevolente de Deus que se origina em seu próprio ser e caráter e envolve todas as eras, raças e gerações. (...) É a efetivação histórica da salvação de Deus obtida em nome de toda humanidade através de Cristo Jesus devido a sua encarnação, morte e ressurreição. (...) É a realização prática da obra do Espírito Santo neste mundo em nome do eterno propósito de Deus e da aplicação efetiva da salvação, obtida através de Cristo Jesus nas vidas de inúmeros indivíduos, tribos, povos e inúmeras famílias”.

Opção Pelo Engajamento

O projeto missionário pentecostal parece ser o que mais privilegia o trabalho de cada crente das milhares comunidades de fé esparramadas pelo mundo. As igrejas que vivem o genuíno Movimento Pentecostal estimulam seus membros à verdade de que missões não é tarefa de um grupo seleto de clérigos.
Cada crente é desafiado a ser uma testemunha de Jesus por ter a virtude do Espírito e simplesmente por que Jesus determinou que fôssemos até os confins da Terra (At 1.8). Vemos que, ao agirem assim, os pentecostais mostram, mesmo que inconscientemente, que o modo de entender missões remonta ao que Deus fizera com o movimento dos irmãos morávios, liderados pelo conde Nicolaus Ludwig von Zinzendorf.
A esse respeito Kenneth Latourette afirmou que o século 19 (grande século das Missões) foi marcado pelo despertamento missionário. Naquela época, esse movimento deu uma nova vitalidade às Missões devido às suas características peculiares:
(1)Cada cristão deveria entregar-se totalmente a Cristo para trabalhar em qualquer lugar do mundo e com total amor à família humana.
(2)Cada cristão é um missionário e deve compartilhar sua fé onde está.
(3)Cada missionário é um trabalhador e sustenta a si próprio e sua família.
Teólogos respeitados do Movimento Pentecostal implicitamente admitem a missio Dei, mas sempre enfatizam a necessidade do revestimento de poder para realizar a missão de Deus.
Na obra Teologia Sistemática, editada por Stanley Horton, vemos o capítulo escrito por Byron D. Klaus (Presidente do Seminário Teológico da Assembléia de Deus em Springfield, Missouri) no qual cita que para o cristão realmente entender o que ele realmente é, faz-se indispensável a afirmação de que a missão da reconciliação, revestida pelo poder do Espírito Santo, fornece a essência de nossa identidade: “Somos um povo vocacionado e revestido pelo poder do alto (At 1.8) para sermos cooperadores de Cristo na sua missão redentora”. Klaus cita Ernest Swing Williams, que, corroborando com essa idéia, defende que, a partir desse raciocínio, “o que significa ser um pentecostal está pelo menos parcialmente incorporado à avaliação da natureza e do resultado do batismo no Espírito Santo, conforme registrado em Atos 2. Os pentecostais têm afirmado historicamente que esse Dom, prometido a todos os crentes, é o poder para a missão”.
Byron D. Klaus ainda apresenta uma consideração interessantíssima feita pelo célebre missiólogo pentecostal Melvin Hodges, que declarou que os pentecostais recebem esse nome “porque acreditam que o Espírito Santo virá aos crentes nos tempos atuais assim como veio aos discípulos no Dia de Pentecostes. Um encontro desse tipo resulta na presença poderosa do Espírito, que passa a assumir a liderança. O resultado também inclui manifestações evidentes do seu poder para redimir e para levar a efeito a missão de Deus”.
Muito relevante é o pensamento de John V. York, que, na obra Missões na era do Espírito Santo, declara que o conceito de missão na perspectiva dos pentecostais é definido a partir de seis paradigmas que enfatizam a identidade pentecostal.
Para esse missiólogo, que deu 25 anos de sua vida na missão na África, o primeiro paradigma refere-se ao fato de que os pentecostais acreditam que o Espírito Santo tem sido derramado sobre a Igreja como um revestimento de poder para discipulado das nações.
Em segundo lugar, a experiência pentecostal resulta na convicção do pecado. Quando as igrejas não crescem, a abordagem pentecostal desse problema é mais freqüentemente espiritual do que metodológica: os crentes jejuam, oram e partem em busca dos perdidos em seu meio até que algo mude.
O terceiro paradigma é uma forte identificação com os pobres, os sofredores e os marginalizados da sociedade. Um quarto aspecto dos pentecostais reside no fato de que eles têm sido sempre o povo dos milagres. Para York, em geral, os pentecostais enxergam seu próprio movimento como algo que veio para corrigir: no sentido de restaurar na Igreja o senso do sobrenatural roubado pelo Iluminismo. E, nessa perspectiva, outro padrão é que os pentecostais esperam que haja crescimento. Outro aspecto do paradigma pentecostal de missões é um resgate efetivo do sacerdócio universal dos crentes. Uma última marca do modo de ser da missão pentecostal é a sua ênfase na centralidade da Bíblia como sendo a Palavra escrita de Deus.
Portanto, o conceito de Missões na perspectiva pentecostal é o que tem motivado o reavivamento e o crescimento das igrejas pentecostais ao redor do globo, especialmente nos países do Terceiro Mundo. Isso é um eloqüente testemunho de que a forma de entender a Grande Comissão, por parte do povo que tem se aberto para o enchimento do Espírito Santo, tem operado em grande parte promovendo o Reino de Deus pelos quatro cantos da Terra.
David Barret informa que o Movimento Pentecostal/Carismático cresceu de 16 milhões, em 1945, para 405 milhões, até 1990. Devemos glorificar a Deus, com humildade e com senso de responsabilidade por Jerusalém, por nossa Judéia, por nossa Samaria e até pelos confins da Terra, mas podemos ser motivados apenas pela verdade de que as dez maiores igrejas no mundo são pentecostais.
Em Cristo,Leonardo Araújo

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

FORMAÇÃO DOS EVANGELHOS SINÓTICOS


Sobre a formação de todos os evangelhos podemos considerar a seguinte equação:
Fonte oral + fonte escrita + testemunho pessoal (em alguns casos) = evangelho.
Sobre os evangelhos sinóticos, existem várias sugestões do processo de formação. Isto se deve às semelhanças observadas entre Mateus, Marcos e Lucas, o que leva a se supor que um tenha utilizado o escrito do outro, ou que tenham tido acesso às mesmas fontes.
Uma das principais hipóteses das fontes apresenta o evangelho de Marcos como o primeiro a ser escrito. Além deste, haveria também uma fonte denominada "Q", contendo relatos sobre a vida de Cristo. Mateus e Lucas teriam então se utilizado do evangelho de Marcos e da fonte "Q" para produzirem seus evangelhos. Teriam também usado material exclusivo. Mateus teria tido acesso a uma fonte "M" exclusiva e igualmente Lucas a uma fonte "L".
Assim, os relatos comuns entre Mateus, Marcos e Lucas, seriam material original de Marcos. Os relatos comuns entre Mateus e Lucas e desconhecidos por Marcos seriam o conteúdo da fonte "Q". O material exclusivo de Mateus seria da fonte "M" e o material exclusivo de Lucas seria da fonte "L". Contudo, existem muitas dúvidas sobre a existência dessas fontes (Q,M,L) e se elas seriam escritas ou orais. Sobre a fonte "Q", por exemplo, existe a hipótese de que a mesma não tenha existido, mas que todo esse material tenha sido transferido de Mateus para Lucas ou vice-versa.
Marcos possui 678 versículos.
Mateus possui 1071 no total. Destes, 600 versículos correspondem a 606 de Marcos, ou seja, Mateus faz as mesmas narrativas de modo quase idêntico. Mateus possui 300 versículos exclusivos (M). Os outros 171 podem ter vindo da fonte "Q" e encontram semelhança com parte de Lucas.
Lucas possui 1151 no total. Destes, 380 versículos correspondem a 280 de Marcos, ou seja, Lucas faz as mesmas narrativas de modo mais extenso. Lucas possui 520 versículos exclusivos (L). Os outros 251 podem ter vindo da fonte "Q" e encontram semelhança com parte de Mateus.
Isolando-se o material atribuído à fonte "Q", obtém-se um escrito semelhante ao estilo profético do Velho Testamento. Seriam partes referentes a João Batista, o batismo, a tentação, muitos ensinos, pouca narrativa, e nada sobre a morte de Cristo.

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Leia a seguir o artigo:"PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO E TIPOS DE EVANGELHO"

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ASPECTOS GERAIS DOS QUATRO EVANGELHOS


Pluralidade – Poderíamos ter 1 evangelho nas Escrituras e isso poderia ser satisfatório. Contudo, Deus quis que fossem quatro. Esta pluralidade tem sua razão de ser e seu objetivo. Um dos motivos nos parece ser o valor do número de testemunhas. A lei mosaica determinava que o testemunho contra alguém deveria ser dado por duas ou três pessoas e nunca por uma só (Dt.17.6). O mesmo princípio é utilizado por Cristo em Mt.18.16. O número de testemunhas é importante na determinação da veracidade de um fato. Assim, era importante que duas ou três testemunhas dessem testemunho sobre a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. Nos processos jurídicos as testemunhas continuam sendo muito importantes até hoje. Em muitos casos não é possível a prova científica. Cabe então a prova testemunhal. Todo testemunho deve ser registrado por escrito. Assim também aconteceu com os relatos sobre Cristo. Alguns escritores dos evangelhos podem não ter sido testemunhas oculares dos fatos ali narrados. Entretanto, escreveram o que as testemunhas disseram. A pluralidade dos evangelhos é também valiosa por nos apresentar a mesma história vista sob ângulos diferentes.
Objetividade – Os evangelhos foram escritos tendo-se em vista um objetivo definido: anunciar as boas novas de salvação. Por esta causa, os escritores não se dedicaram a registrar pormenores da vida de Cristo, sua infância, seus hábitos diários, seu trabalho na carpintaria, etc. Eles se limitaram a mencionar a origem de Cristo (humana e divina), seu ministério (ensinamentos, milagres), sua morte, ressurreição e ascensão. Uma grande parte de cada evangelho se dedica a narrar os fatos da última semana do ministério de Cristo. (Veja João 21.25).
Unidade - Apesar de serem quatro os evangelhos, eles são harmônicos entre si. É possível se construir um relato coerente reunindo os 4 evangelhos. Eles se completam.
Diversidade – Apesar da unidade entre os evangelhos, eles não são iguais. Se assim fosse, não faria sentido a existência de quatro. Bastaria um. Existem diversas diferenças entre eles. Contudo, diferença não significa contradição. São quatro relatos distintos sobre os mesmos fatos. Algumas narrativas ou ensinamentos são apresentados exclusivamente por um escritor ou apenas por dois ou por três ou pelos quatro E mesmo entre narrativas do mesmo fato, existem diferenças entre os detalhes. Por exemplo, autor diz que Jesus curou um cego em Jericó. O outro diz que foram dois cegos. Um não contradiz o outro. Se Jesus curou um cego, ele pode muito bem ter curado outro. A contradição haveria se um autor negasse a afirmação do outro. As diferenças podem advir de várias causas. Duas narrativas normalmente relacionadas podem, na verdade, ser referência a dois episódios distintos. Uma outra possibilidade é a omissão de algum detalhe, já que tais relatos foram, no princípio, transmitidos oralmente. Assim, algum ponto poderia ser esquecido por um narrador, mas lembrado por outro. Nesse processo, o que prevalece é a nossa fé no cuidado divino para que a essência do evangelho chegasse a nós de forma íntegra. Entre os evangelhos, observa-se maior semelhança entre Mateus, Marcos e Lucas. Por isso, são chamados sinóticos, ou seja, possuidores da mesma ótica. Esse termo foi usado pela primeira vez por J.J. Griesbach, em 1774. O evangelho de João, por sua vez, apresenta um estilo todo particular.
Ordem - Os livros não se encontram dispostos em nossas Bíblias na mesma ordem em que foram escritos. Além disso, os próprios fatos narrados não seguem ordem cronológica, principalmente no livro de Mateus.
Motivos – Os evangelhos foram escritos para responder aos questionamentos da comunidade do primeiro século e também para combater as mentiras dos inimigos a respeito de Jesus. Os apóstolos começavam a morrer e tornava-se então imperioso que se registrassem suas memórias sobre o Salvador. Além disso, existiram também os motivos particulares de cada escritor, conforme veremos no estudo de cada livro.
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Leia a seguir o artigo:"FORMAÇÃO DOS EVANGELHOS SINÓTICOS"

Introdução ao estudo dos evangelhos


EVANGELHO – BOAS NOVAS

A palavra evangelho não foi criada por Jesus nem por seus discípulos. Era uma palavra de uso comum nas comunidades antigas. As guerras entre os povos eram constantes. As dificuldades de comunicação entre os guerreiros e suas cidades de origem eram muito grandes. As famílias, principalmente, aguardavam ansiosamente por notícias de seus filhos nos campos de batalha. O meio utilizado para isso era o envio de mensageiros, os quais traziam notícias sobre o sucesso ou fracasso dos soldados. A chegada do mensageiro era muito esperada. Quando ele chegava com boas notícias, então recebia uma recompensa por seu esforço. Esse presente era chamado "evangelho".
Era também realizada uma festa comemorativa, que também passou a ser chamada "evangelho". Jesus é o mensageiro de Deus que veio anunciar sua própria vitória sobre as forças das trevas e a libertação do homem. Assim, no Novo Testamento, a palavra evangelho adquire o significado de mensagem da salvação através da obra de Cristo a favor do homem (Mt.4.23; 24.14). A tradição cristã estende esse significado, usando a palavra evangelho para identificar cada um dos quatro primeiros livros do Novo Testamento, os quais apresentam relatos sobre a vida de Cristo. Assim, surge o uso plural da palavra. Nos tempos da igreja primitiva, isso seria considerado absurdo, uma vez que, para os primeiros cristãos, o evangelho era único. Outro evangelho seria considerado anátema. Como então poderia haver evangelhos? Entretanto, tal designação para os quatro evangelhos se firmou e se tornou definitiva.

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Leia a seguir o artigo:"ASPECTOS GERAIS DOS QUATRO EVANGELHOS "

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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Dicas para confecção de um sermão

O Que é um Sermão?

R: É uma forma de comunicação verbal, utilizada normalmente em programações religiosas, com os seguintes objetivos, entre outros:

· Expor a Palavra de Deus,
· Explicar o Plano de Salvação,
· Trazer novos conhecimentos doutrinários ou esclarecer pontos importantes,
· Aumentar e confirmar a fé da congregação no nosso Salvador Jesus Cristo,
· Estimular a igreja a levar o convite da salvação aos perdidos,
· Estimular os irmãos no preparo para o breve encontro com Cristo, e
· Motivar os irmãos a perseverarem no caminho da Salvação.

*As Partes Principais de um Sermão:

Para que se constitua numa mensagem coerente e de fácil compreensão, um sermão deve conter três partes principais, que são:

1ª) Introdução: Requer uns 10% do tempo; é a parte inicial, onde o assunto e o objetivo podem ser expostos de forma resumida, ou é narrado um fato relacionado com o tema.
2ª) Desenvolvimento: Necessita uns 80% do tempo total, e é o sermão propriamente dito; aqui o assunto é exposto, e são apresentados os textos bíblicos, de forma a passar uma mensagem coerente e repleta de conteúdo espiritual.
3ª) Conclusão: Cerca de 10% do tempo, é o arremate do sermão, onde pode ser feito um resumo das principais idéias apresentadas, e um apelo aos ouvintes no sentido de viver a mensagem ora pregada e entregar-se de forma sempre mais completa ao nosso Salvador Jesus Cristo.

*Como Preparar bem um Sermão:
Um sermão eficiente e proveitoso é fruto de muita oração, de pesquisa e tempo de preparação, tudo subordinado à vontade divina. Um roteiro de trabalho pode ser o seguinte:

1. Definição do Objetivo.

Ore a Deus e peça entendimento para perceber com clareza um objetivo de acordo com a sua vontade, que pode ser, entre outros,
· Explicar o Plano da Salvação,
· Trazer novos conhecimentos doutrinários ou esclarecer pontos importantes acerca da sã doutrina bíblica,
· Aumentar e confirmar a fé da Igreja no nosso Salvador Jesus Cristo,
· Estimular a igreja a levar o convite da salvação aos perdidos,
· Estimular os irmãos no preparo para o breve encontro com Cristo, e
· Motivar os irmãos a perseverarem no caminho da Salvação.

2. Escolha do Assunto.

· Esteja consciente que vai fazer um trabalho encomendado pelo próprio Senhor Deus, de modo que não falará de si, e talvez nem mesmo de algum assunto da sua escolha pessoal.
· Dobre seus joelhos, e ore pedindo que o Espírito de Deus o inspire a escolher aquele assunto que a congregação mais necessita ouvir, e mais adequado para atingir o objetivo proposto.
.Esteja atento para perceber a influência do Espírito Santo, que vai atendê-lo de modo mais completo do que Lhe foi pedido, se você orou com fé e humildade, disposto a aceitar a vontade de Deus.

3. Pesquisa de Informações.

· Definido o assunto, ore a Deus pedindo que o ajude a encontrar os textos mais adequados para compor a mensagem a ser apresentada.
· Procure na Bíblia textos úteis para seu trabalho. Use, também, outras fontes de informação tais como as revistas da EBD publicadas pela CPAD,comentários bíblicos,bíblias de estudos,dentre outros;Além destes,também é bastante útil selecionar notícias de jornais e revistas,estes meios servem para "rechear" um pouco mais a mensagem,além de serem base para argumentos técnicos;por exemplo,se o tema central da pregação aborda "a criação gemendo com dores de parto",podem-sse acressentar alguns dados científicos que abordem o aquecimento global,derretimento das calotas polares,desertificação e etc.
· Anote e classifique tudo de forma organizada.
· Ore a Deus e agradeça a Deus pelo apoio e inspiração recebidos.

4. Montagem do Sermão.

· Leia cuidadosamente todo o material que conseguiu coletar na pesquisa de informações.
· Escreva o “esqueleto” do sermão, ou seja, as idéias principais, na seqüência em que serão apresentadas.
· Encaixe as passagens bíblicas no “esqueleto”, de forma coerente, e que contribua para esclarecer o tema.
· Leia e repasse todo o conjunto de forma cuidadosa, verificando se o assunto está exposto de forma clara, se é coerente com a Palavra de Deus, e se o seu conteúdo está de acordo com o objetivo previsto.
. Corrija o que for necessário, eliminando partes que eventualmente possam estar em desacordo com a Palavra de Deus, e explicando melhor algumas partes que não tenham ficado suficientemente claras.
· Quando achar que o sermão está em condições, ensaie sua apresentação em voz alta, como se estivesse na igreja, e confira no relógio o tempo gasto. Verifique a duração de cada uma das partes, e veja que o tempo total fique entre 30 e 40 minutos.
Se desejar ter uma idéia melhor de como seu sermão será ouvido, faça um ensaio com uso de um gravador de fita K7,Mp3 ou outro meio; pregue e exponha o assunto exatamente como imagina que fará durante a apresentação do sermão, e depois ouça sua própria voz, tentando identificar erros de pronúncia, de impostação e modulação de voz. Avalie o tipo de receptividade que lhe causaria um sermão assim, se será capaz de prender a atenção ou causar sono. Preste atenção em tudo e corrija os defeitos que encontrar; depois, grave outra vez, cuidando da dicção, da entonação e da modulação da voz, e compare com o primeiro: com certeza notará bons e animadores progressos.Caso queira ainda mais segurança, peça que um irmão mais experiente ouça o sermão antes de ser apresentado na igreja, de modo a ouvir sua opinião quanto ao conteúdo e clareza da mensagem, quanto ao tempo gasto na apresentação e quanto à sua postura pessoal.
· Ore a Deus e agradeça pela inspiração recebida, e peça o apoio necessário para que a apresentação seja coerente com a mensagem, de modo que o objetivo escolhido seja atingido por inteiro.

5. Apresentação do Sermão.

1º) Ore a Deus pedindo que o inspire, sustente e lhe dê a tranqüilidade necessária na hora de apresentar a mensagem à congregação.
2º) Ore a Deus pedindo que inspire a congregação a entender e a aceitar a mensagem, e que o resultado final seja o progresso da causa do Evangelho nesta Terra.
3º) Reúna e leve com você o material necessário para a apresentação do sermão (aquele que foi selecionado durante a pesquisa).
4º) Vista-se de forma sóbria, com roupa adequada ao trabalho que irá fazer, evitando chamar a atenção para si.
5º) Quando chegar a sua hora de falar, cumprimente os presentes com simpatia e simplicidade; evite brincadeiras e palavras desnecessárias, lembrando que sua função reveste-se da solenidade e reverência que são devidas na presença de Deus. Concentre-se na mensagem; ela é que deve aparecer, não você, o mensageiro.
6º) Fale com voz clara e firme; transmita sinceridade e convicção; seja simples; use um vocabulário simples e compreensível pelos presentes.
7º) Evite a gesticulação abusiva, mas igualmente evite permanecer imóvel como se fosse uma estátua, então, seja natural; se houver microfone, procure familiarizar-se com o seu uso, ajustando-o para que possa ser bem compreendido.
8º) Ao longo de sua exposição, para criar um clima de simpatia; encare todos os presentes enquanto fala, fitando-os nos olhos um a um; percorra com o olhar, aos poucos e de forma natural, toda a assistência, alternando o olhar entre o lado esquerdo e o lado direito, entre as partes mais próximas e as mais afastadas.
9º) Esqueça de si e concentre-se na mensagem que está transmitindo; assim não terá tempo de ficar nervoso.
10º) Use seu roteiro, o sermão que preparou, e evite improvisações; confie no tempo que investiu durante a preparação, e lembre-se: você já recebeu ajuda do Espírito Santo.
OBS.:Isto não quer dizer que não seja possível uma intervenção direta do Espírito Santo,devemos estar sempre de ouvidos espirituais bem abertos e sensiveís a sua voz.A crítica aqui é para aqueles que acham que não precisam se prepar para pregar,não oram,não jejuam,não estudam a bíblia e acreditam que na hora da mensagem o Consolador irá tomá-los de poder e grande glória numa revelação transcendental...
11º) No encerramento, faça um breve resumo do assunto apresentado, destacando seus pontos principais, e faça um apelo por decisões, mudanças de vida e entregas pessoais a Jesus. Após terminar,em seu assento,ore em silêncio agradecendo a Deus pela responsabilidade recebida, e peça que a mensagem cumpra sua finalidade em cada coração presente.

Conselhos Úteis:

· Lembre-se que o púlpito é um lugar sagrado; prepare-se espiritualmente para ir ocupá-lo, examine seu coração e entregue-se a Jesus.
· Ninguém nasceu sabendo, e todos ainda tem muito o que aprender; ainda assim, você está aí porque aceitou o compromisso de abrir a Palavra de Deus. Faça o seu melhor, ciente de que está fazendo um trabalho para Deus.
· Sempre faça tudo quanto estiver ao seu alcance e depois, se necessário, queixe-se a seu Senhor; cobre o cumprimento de Suas promessas e se ponha a trabalhar com confiança. Ficará surpreso com os resultados. Lembre-se que Deus deseja os decididos; decida-se a ficar ao lado dEle, trabalhando com Ele e para Ele.
· Evite abordar assuntos polêmicos,ou que você não domina,poís podem dar origem a discussões desnecessárias.
· Prepare-se apoiado no poder do Céu; dê o melhor de si; separe o melhor de seu tempo; ore,jejue,leia a Bíblia,pesquise, estude muito, escreva, informe-se.
· Aperfeiçoe sua leitura em voz alta, treine até que consiga ler de forma tão natural como se estivesse contando o assunto, como se fosse um apresentador de televisão. Se puder, use um gravador para ouvir sua própria voz, para encontrar possíveis pontos a serem melhorados, e treine, treine, treine exaustivamente, até conseguir a naturalidade necessária. Todos podem, e você ainda mais, pois terá ao seu lado, se pedir, o poder do Deus do universo, que lhe dará mais do você espera.
· Resumindo: se você tirou tempo para preparar-se, se buscou a inspiração do Espírito Santo e se está indo com humildade para o trabalho, com o sincero desejo de ajudar outros a se aproximarem de Jesus, então não tenha medo; faça sua parte cheio de confiança, porque o poder do Céu vai suprir todas as suas deficiências, e vai aperfeiçoá-lo para fazer um trabalho cada vez melhor.
· Lembre que só a prática aperfeiçoa; quanto mais se repete uma tarefa, melhor se pode executá-la. Com a pregação acontece o mesmo: quanto mais prega com fidelidade a Palavra de Deus, melhor e mais competente fica o pregador.
· Não Esqueça: a palavra é uma ferramenta que quanto mais é usada, tanto mais afiada fica . . .

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quarta-feira, 23 de julho de 2008

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (FINAL)


7)A Confissão Abençoada

O PRÓDIGO: "eu pequei". Lc. 15:18.


Agora tratarei do último exemplo; é o caso do pródigo. Em Lc. 15:18, nós encontramos o pródigo dizendo: "Pai eu pequei".Ó!, aqui está uma CONFISSÃO ABENÇOADA! Aqui está o que prova que um homem tem um caráter regenerado -" Pai, eu pequei ".
Deixe-me pintar a cena. Lá está o pródigo; ele fugiu de uma boa casa e de um pai amoroso, e gastou todo seu dinheiro com prostitutas, e agora ele não tem mais nada. Ele vai para seus antigos companheiros e lhes pede ajuda. Eles riem dele com desprezo. "Ó", diz ele, " vocês beberam meu vinho muitas vezes; eu sempre paguei para vocês nas nossas festas; vocês não vão me ajudar?" Mas eles dizem: "Vá embora!" e o expulsam dali. Ele procura todos seus amigos com quem tinha se associado, mas nenhum deles lhe dá qualquer coisa.Por fim alguém lhe diz: "Você quer um emprego? então vá e alimente meus porcos". O pobre pródigo, o filho de um rico proprietário de terras, que teve uma grande fortuna, tem que sair para alimentar porcos; e ele era judeu também! O pior emprego (na sua cabeça) para o qual ele podia ser contratado.
Veja-o lá, em trapos sujos, alimentando porcos; e qual era seu salário? Tão pouco que ele "desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada". Veja, lá está ele, no seu lamaçal e imundície equivalentes aos dos seus companheiros de chiqueiro.
De repente um pensamento posto lá pelo Espírito Santo,surge em sua mente:"meu pai têm abundância de pão,e eu aqui pereço de fome!Levantar-me-ei,irei ter com meu pai e dir-lhe-ei:Pai,pequei contra o céu e diante de ti;já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados".E ele volta.Ele mendiga por todo seu caminho, de cidade em cidade. Às vezes ele consegue carona em uma carruagem, talvez, mas em outros momentos ele vai na sua marcha resoluta por colinas estéreis e vales desolados,sozinho.E agora afinal ele chega à colina fora da aldeia,e vê a casa do seu pai lá embaixo.Lá está;a velha árvore de álamo em frente dela,e lá estão as pilhas de feno nas quais ele e seu irmão corriam e brincavam; e à vista da sua velha casa todos os sentimentos e lembranças da sua vida vieram a sua mente, e lágrimas correram de seus olhos e ele quase foge novamente.Ele pensa:"será que meu pai morreu?Como tive coragem de magoar tanto minha mãe?E se os dois estiverem vivos, eles nunca me receberão novamente; eles fecharão a porta na minha cara.O que estou fazendo?Eu não posso regressar e tenho medo de ir adiante".E enquanto ele estava decidindo,o seu pai estava andando pela varanda superior,olhando para fora, para seu filho;e apesar dele não poder ver seu pai,seu pai podia vê-lo.
Bem,seu pai desce as escadas com toda sua força,corre até ele,e enquanto ele ainda está pensando em fugir, os braços do seu pai estão ao redor do seu pescoço,e ele o beija,como um pai amoroso, e então o filho começa -"Pai,pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho" e quando ele ia dizer "trata-me como um dos teus empregados" seu pai pôs a mão na sua boca."Pare com isso", diz ele; " Eu o perdôo; não diga nada sobre ser um criado. Venha",diz ele,"entre, pobre pródigo. Ó!",diz ele para seus criados,"trazei depressa a melhor roupa,e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro,cevado e matai-o;comamos,e regozijemo-nos,nos,porque este meu filho estava morto e reviveu;tinha-se perdido,e foi achado. E começaram a regozijar-se".
Ó! Que recepção preciosa para o principal dos pecadores! Matthew Henry*disse: "seu pai o viu, havia olhos de misericórdia; ele correu para o encontrar, havia pernas de misericórdia; ele pôs seus braços ao redor do seu pescoço, havia braços de misericórdia; ele o beijou,havia beijos de misericórdia; ele lhe disse, havia palavras de misericórdia -tragam a melhor roupa, havia atos de misericórdia, maravilhosa graça - tudo graça. Ó, que Deus gracioso Ele é".
Agora, pródigo, faça o mesmo. Deus pôs isto em seu coração? Há muitos que têm fugido por muito tempo. Deus diz "retorne?" Ó, eu apelo a você que volte, então, pois tão certo quanto sempre, os que retornam Ele os acolherá. Nunca houve um pobre pecador que viesse a Cristo, que Cristo o mandasse embora. Se ele lhe mandasse embora, você seria o primeiro. Ó, se você pudesse ao menos experimentá-lO! "Ah, senhor, eu sou tão sujo, tão corrupto, tão vil ". Bem, você não pode ser mais vil que o pródigo. Venha para a casa do seu Pai, e tão certo quanto Ele é Deus, Ele manterá sua palavra: "o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora".
Ó, se eu pudesse ouvir que alguns foram a Cristo esta manhã...eu bendiria a Deus! Você se lembra daquela manhã em que eu mencionei o caso de um infiel que tinha sido um escarnecedor, mas que, através da leitura de um de meus sermões impressos, foi trazido para a casa de Deus e então para os pés de Deus.Bem, no Natal passado, o mesmo infiel reuniu todos os seus livros, e foi ao mercado em Norwich, e lá fez uma pública retratação de todos os seus erros, e confessou a Cristo, e depois, tomando todos os livros que havia escrito que estavam em sua casa, os queimou à vista do povo. Eu glorifiquei a Deus por esta maravilhosa graça, e orei para que houvessem mais como este infiel, que, apesar de terem nascido pródigo, voltou para sua casa dizendo: "eu pequei".

C.H.Spurgeon*

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Nota: Matthew Henry*,nasceu em 18 de outubro de 1662. Seu pai era clérigo. Foi ordenado na Igreja Presbiteriana Britânica, onde serviu como pastor em Chester de 1687 a 1712.Em 1704 Henry começou a escrever seu comentário em forma de "Notas do Novo Testamento", sendo esta obra monumental editada pouco depois de sua morte, ocorrida em 1714.Henry é lembrado como um pastor afetuoso, amante apaixonado da Palavra de Deus, e homem de grande integridade pessoal que tem deixado a sua marca nos corações de inúmeros cristãos que anelam compreender mais profundamente as riquezas das Escrituras.
.Charles Haddon Spurgeon*,foi o mais conhecido pregador da Inglaterra pela maior parte da segunda metade do século dezenove.Eis aí uma Breve Biografia deste Herói da fé:Spurgeon,nasceu em Kelvedon, Essex, Inglaterra, em 19 de Junho de 1834.Nasceu de novo em Colchester, em 06 de Janeiro de 1850.Tornou-se num Batista, em 03 de Maio de 1850. (foi batizado no RioLark, em Isleham).
Pregou seu primeiro sermão, na casa de uma família rural emTeversham, 1850.Prega seu primeiro sermão(em um templo) na Capela Batista WATERBEACH, em 12 de Outubro de 1851.Pregou o seu primeiro sermão na Capela New Park Street, Londres, em 18 de Dezembro de 1853.Aceitou o pastorado da Capela New Park Street, Londres, em 28 deAbril de 1854 (então com 232 membros).Seu Primeiro sermão publicado no “New Park Street Pulpit", em 07 de Janeiro de 1855.
Casou-se com Susanah Thompson (nascida em 15/01/1832) em 08 de Janeiro de 1855.Sua viagem de bodas(lua -de -mel) durou 10 dias à Paris, França,na primavera de 1856.
Iniciou o Comitê para a construção do TABERNÁCULO METROPOLITANO,em Junho de 1856.
Teve FILHOS GÊMEOS (não idênticos) Thomas e Charles, nascidos em 20 deSetembro de 1856.
Estabeleceu o THE PASTOR'S COLLEGE em 1856, que se expandiu em1857.Inaugurou o Tabernáculo Metropolitano, com uma Reunião de Oração, em 18 de Março de 1861.Fundou a Associação dos COLPORTOTES (distribuição de livros) doTabernáculo Metropolitano, em 1866.Fundou o Orfanato Stockwell (para meninos), em 1867.A primeira pedra foi lançada em 9 de Setembro de 1869.É posta a primeira pedra pelo Diácono Thomas Olney para o EDIFÍCIO do The Pastor's College (a construção terminou em Março de 1868).
São iniciadas suas férias anuais no sul da França, para descanso e recuperação, em Dezembro de 1871.
São agregados 571 membros em Fevereiro de 1873, para uma membresia total de 4.417.É colocada a primeira pedra para um novo edifício do The Pastor'sCollege, em 14 de Outubro de 1873.É inaugurado o FUNDO PARA LIVROS da Senhora Spurgeon, em 1875.Apresentação da lembrança pelas BODAS DE PRATA pastorais, em 20 deMaio de 1879.Celebrações por seu jubileu e reconhecimentos, em 18 e 19 deJunho de 1884.Primeiro artigo da “Controvérsia do Declínio” publicado na revista “A Espada e a Colher”, em agosto de 1887.
Morre ELIZA, a mãe de Spurgeon, com a idade de 75 anos, em 1888.
ÚLTIMO SERMÃO pronunciado no Tabernáculo Metropolitano, em 07 deJunho de 1891.
- Durante seu Pastorado, foram batizados e se uniram ao Tabernáculo14.692 irmãos.- No final do ano de 1891 a membresia contava com 5.311 (a capacidadedo Tabernáculo era de 6.000, com 5.500 assentos, 500 de pé; as dimensões: 44.5 m de largura, 25 m de comprimento, 21 m de altura).
Sofre muito pelas dores e enfermidades durante os meses de Junho e Julho de 1891. Viaja de novo (pela última vez) para MENTON, França, em 26 de Outubrode 1891.Nesse lugar, ADOECE GRAVEMENTE pela combinação sofrida e duradoura de reumatismo, gota e enfermidade de Bright (rins).Ainda descansando em Menton, finalmente CAI DE CAMA, em 20 deJaneiro de 1892.
O corpo de Spurgeon MORRE, mas seu espírito entra na GLÓRIA, em 31de Janeiro de 1892.É sepultado no cemitério de Norwood, em 11 de Fevereiro de 1892.
Seu irmão JAMES (Pastor Assistente do Tabernáculo), morre com a idadede 61 anos, em 22 de Março de 1899.Seu pai (e Pastor) JOHN, de quase 92 anos, morre em 14 de Junho de 1902.Sua esposa (e colaboradora) SUSANAH, morre aos 71 anos, em 22 deOutubro de 1903.Seu filho (e Pastor) THOMAS, morre aos 61 anos, em 17 de Outubro de1917.Seu filho (e Pastor) CHARLES, morre aos 70 anos, em 13 de Dezembro de1926.
Os sermões de Spurgeon são amplamente distribuídos e foram traduzidos em muitas línguas, sendo especialmente populares nos Estados Unidos. O conjunto dos trabalhos impressos do Pr. Spurgeon é volumoso. Sendo que uma de suas obras mais conhecidas é o livro intitulado "O Tesouro de Davi". Praticamente todos os trabalhos impressos de Spurgeon estão disponíveis hoje, seja através de publicações ou na Internet. Estima-se que mais de 3.560 de seus sermões sejam ainda publicados na Inglaterra ou nos Estados Unidos.
Em Cristo,
Leonardo Araújo

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (6)


6)O Arrependimento do Santo.

Jó: " eu pequei ". - Jó 7:20

E agora eu entro na luz do dia. Eu o tenho levado por confissões tristes e escuras;eu não o deterei por mais tempo lá, mas o trarei para as duas boas confissões que lerei para você.
A primeira é a de Jó 7:20 - "Eu pequei; que te farei, ó Preservador dos homens?" Este é O ARREPENDIMENTO DO SANTO. Jó era um santo, mas ele pecou. Este é o arrependimento de um homem que já é filho de Deus, um arrependimento aceitável diante de Deus. Mas como eu pretendo enfatizar isto à noite, eu deixarei este caso por agora, por medo de cansar vocês.
Davi era um espécime deste tipo de arrependimento, e seria proveitoso se estudassem cuidadosamente seus salmos de contrição; a linguagem que utiliza é sempre cheia de pranto de humilhação e arrependimento sincero.

(Continua...)

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (5)

5)O Arrependimento de Desespero.

JUDAS: "eu pequei". Mateus 27:4.

Não o deterei por mais tempo, mas tenho de lhe mostrar outro caso; o pior de todos. É o ARREPENDIMENTO DE DESESPERO. Examine Mt. 27:4. Lá você tem um caso terrível do arrependimento de desespero. Você reconhecerá o personagem no momento que eu ler o verso: "E Judas disse, eu pequei". Sim, Judas o traidor;aquele que traiu seu Mestre, quando viu que seu Mestre foi condenado,"devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: Pequei,traindo o sangue inocente ... E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se". Aqui está o pior tipo de arrependimento de todos; de fato, não sei se é justo chamar isto de arrependimento; isto deve ser chamado remorso de consciência. Mas Judas confessou seu pecado, e então saiu e enforcou-se.
Ó! aquela horrível, aquela terrível, aquela horrorosa confissão de desespero. Você nunca viu isto? Se você nunca viu, então agradeça a Deus pelo fato de que você nunca foi chamado para presenciar tal visão. Eu vi isto uma vez em minha vida, e peço a Deus que nunca veja de novo - o arrependimento do homem que vê a morte face a face e que diz, "eu pequei ". Você lhe fala que Cristo morreu pelos pecadores; e ele responde, "não há nenhuma esperança para mim; Eu blasfemei contra Deus na Sua face; eu O desafiei; meu dia de graça eu sei que é passado; minha consciência está cauterizada com ferro quente; eu estou morrendo, e eu sei que estou perdido!"
Ó! meus ouvintes, alguns de vocês tem tal arrependimento?
Se você tem, será um sinal futuro para todas as pessoas que pecam; se você tem tal arrependimento, servirá como advertência a gerações futuras.
Na vida de Benjamim Keach*(Ver foto à esq.) - e ele também foi um de meus predecessores - eu encontrei o caso de um homem que tinha sido crente professo, mas tinha se apartado da confissão, e tinha cometido pecados terríveis. Quando ele estava para morrer, Keach, com muitos outros amigos, foi vê-lo, mas eles nunca podiam ficar com ele mais do que cinco minutos por visita, porque ele dizia: "Vão embora; é inútil sua visita para mim; eu pequei à parte do Espírito Santo; Eu sou igual a Esaú; eu vendi meu direito de nascimento, e apesar de buscá-lo diligentemente com lágrimas, eu nunca o acharei novamente". E então ele repetia palavras terríveis, como estas: "minha boca está cheia de pedrinhas, e eu bebo absinto dia e noite. Não me fale, não me fale de Cristo!Eu sei que Ele é o Salvador, mas eu O odeio e Ele me odeia. Eu sei que tenho que morrer; eu sei que tenho que perecer!". E então seguiam-se gritos dolorosos, e ruídos horrorosos, que ninguém poderia agüentar. Eles voltaram novamente nos seus momentos de calma, mas só o agitavam mais uma vez, e lhe faziam chorar de desespero: "eu estou perdido! Eu estou perdido! É inútil me falarem qualquer coisa sobre isto!".
Ah! Pode haver um homem aqui que pode ter uma morte como esta;deixe-me adverti-lo, antes disto; e Deus, Espírito Santo, possa permitir que este homem possa se voltar para Deus, e fazer uma verdadeira penitência, e então ele não precisará mais ter nenhum medo; porque ele, que teve seus pecados lavados no sangue do Salvador, não precisará ter nenhum remorso por seus pecados, porque foram perdoados pelo Redentor.

(Continua...)

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Nota:Benjamim Keach*,nasceu em 29 de fevereiro de 1640 e morreu em 18 de julho de 1704. foi um pregador da Batista Reformada em Londres.Oriundo de Buckinghamshire, Keach trabalhou como alfaiate durante seus primeiros anos. Ele foi batizado na idade de 15 anos e começou a pregar a 18. Ele foi o ministro da congregação em Winslow, em 1668 antes de passar para a "Igreja at Horse-lie-down,Southwark",onde permaneceu por 36 anos como pastor (1668-1704). Esta congregação mais tarde se tornou a "Igreja New Park Street" e, depois, mudou-se para o "Metropolitan Tabernacle "(Tabernáculo Metropolitano) pastoreado pelo próprio Charles Haddon Spurgeon.

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (4)

4)O Penitente Duvidoso.

ACÃ: "eu pequei". - Josué 7:20.

Agora quero apresentar a você um caso muito interessante; é o caso do PENITENTE DUVIDOSO, o caso de Acã, no livro de Josué 7:20 "Respondeu Acã a Josué:Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel".Você sabe que Acã roubou despojos da cidade de Jericó - que ele foi descoberto através de sorte, e levado a morte. Cito este caso como o representante daqueles cujo caráter é questionável em seu leito de morte; aqueles que se arrependem aparentemente, mas de quem a maioria de nós só pode dizer que nós esperamos que suas almas estejam salvas afinal, mas verdadeiramente nós não podemos assegurar.
Acã, você está lembrado, foi apedrejado, por desonrar Israel. Mas eu achei no Mishna*(Veja foto à dir.), uma antiga exposição judia da Bíblia, estas palavras, "Josué disse a Acã , hoje o Senhor te perturbará a ti". E uma nota sobre este texto que diz: "Ele disse este dia, o que implica que ele só seria perturbado nesta vida, sendo apedrejado até a morte, mas que Deus teria misericórdia da sua alma por ter ele feito uma confissão completa do seu pecado". E eu,também, sou propenso, ao ler o capítulo, a concordar com a idéia de meu venerável e agora glorificado predecessor, Dr. Gill, que acreditava que Acã realmente foi salvo, embora tenha sido condenado à morte pelo seu crime, como um exemplo.
Observe como Josué falou de forma compassiva com ele. Ele disse: "Filho meu,dá,peço-te, glória ao Senhor Deus de Israel, e faze confissão perante ele.Declara-me agora o que fizeste; não mo ocultes". E você encontra Acã fazendo uma confissão completa. Ele diz: "Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel, e eis o que fiz: quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro do peso de cinqüenta siclos,cobicei-os e tomei-os; eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata debaixo da capa".
Esta confissão parece ser tão satisfatória que se me fosse permitido julgar, eu diria: "espero encontrar Acã o pecador, diante do trono de Deus". Mas Matthew Henry*(Veja foto à esq.) não tem a mesma opinião; e muitos outros expositores consideram que assim como seu corpo foi destruído, assim também foi sua alma. Por este motivo, eu selecionei o caso dele como sendo o de um arrependimento duvidoso.
Ah! queridos amigos, já me encontrei muitas vezes em leitos de morte e pude ver muitos com arrependimentos como este. Eu vi um homem, reduzido a um esqueleto, sustentado por travesseiros em sua cama; e ele disse, quando lhe falei sobre o julgamento vindouro: "Senhor, eu sinto que fui culpado, mas Cristo é bom; eu confio nEle". E eu disse pra mim mesmo: "eu acredito que a alma deste homem está salva". Mas fui embora com a reflexão melancólica de que não tive nenhuma prova disto, além das suas próprias palavras; porque preciso de prova através de atos e da vida posterior ao arrependimento, para sustentar uma convicção firme da salvação de um homem.
Você conhece aquela história de um médico que manteve um registro de mil pessoas que uma vez pensaram que estavam morrendo, e de quem ele pensou que eram penitentes; ele escreveu seus nomes em um livro, como aqueles que,se tivessem morrido, iriam para o céu; eles não morreram, eles viveram; e ele diz que entre estas mil pessoas, nem mesmo três mudaram verdadeiramente seu modo de vida, pois voltaram novamente aos seus pecados e continuaram como antes.
Ah! queridos amigos, eu espero que nenhum de vocês tenha um arrependimento de leito de morte, como este; eu espero que seu pastor ou seus pais não tenham que estar ao seu lado da cama, dizendo consigo mesmo: "Pobre companheiro, espero que ele seja salvo". Mas ai! arrependimentos de leito de morte são coisas tão frágeis, cujos fundamentos de esperança são tão triviais e tão pobres, que eu tenho medo, depois de tudo, que esta alma possa estar perdida".
Ó! morrer com toda segurança; ó! morrer com uma entrada abundante,deixando um testemunho que nós partimos desta vida em paz! Este é um modo muito mais feliz de morrer do que de uma maneira duvidosa, cambaleando entre dois mundos, e nem nós, nem nossos amigos sabendo para qual dos dois mundos estamos indo. Que Deus possa nos conceder a graça de dar evidências, nas nossas vidas, da verdadeira conversão, que nosso caso possa não ser duvidoso!
(Continua...)
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Nota:.Mishna*,(do hebraico משנה , "repetição" ) é o nome dado ao principal e mais recente texto do judaísmo rabínico escrito em aramaico do segundo século após Cristo cujo conteúdo foi extraído do Tanah, ou seja é a mais antiga compilação da Lei Oral que foi redigida em aramaico sob a supervisão de Judá HaNasi por volta de 200 d.C.
.Matthew Henry*,nasceu em 18 de outubro de 1662. Seu pai era clérigo. Foi ordenado na Igreja Presbiteriana Britânica, onde serviu como pastor em Chester de 1687 a 1712.Em 1704 Henry começou a escrever seu comentário em forma de "Notas do Novo Testamento", sendo esta obra monumental editada pouco depois de sua morte, ocorrida em 1714.Henry é lembrado como um pastor afetuoso, amante apaixonado da Palavra de Deus, e homem de grande integridade pessoal que tem deixado a sua marca nos corações de inúmeros cristãos que anelam compreender mais profundamente as riquezas das Escrituras.

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (3)


3)O Homem Insincero.
SAUL : "eu pequei". 1 Samuel 15:24.
E agora um terceiro caráter, e um terceiro texto. No primeiro livro de Samuel15:24, lemos: "Então disse Saul a Samuel: eu pequei".
Aqui está o HOMEM INSINCERO - o homem que não é como Balaão, até certo ponto sincero sobre duas coisas; mas um homem que é justamente o oposto - que não tem nenhum ponto proeminente em seu caráter, mas que é sempre modelado pelas circunstâncias que passam pela sua cabeça. Saul era assim. Samuel o reprovou e ele disse: "eu pequei". Mas ele não queria realmente dizer aquilo, porque se você ler o verso inteiro, vai vê-lo dizendo: "porque eu temi o povo" , o que era uma desculpa mentirosa. Saul nunca temeu ninguém; ele sempre estava bastante pronto para fazer sua própria vontade; ele era um déspota.
Um pouco depois, ele sustentou outra desculpa, ao afirmar que havia trazido bois e cordeiros para oferecer a Jeová, portanto, ambas desculpas não podiam ser verdadeiras. A característica mais proeminente no caráter de Saul era sua insinceridade. Um dia ele manda buscar a Davi da cama dele, para o matar. Outra vez ele declara "tão certo como vive o Senhor, ele (Davi) não morrerá". Um outro dia, porque Davi salvou sua vida, ele disse "Mais justo és do que eu; não tornarei a fazer-te mal". Isso ele disse após o perseguir, com o objetivo de matálo. Às vezes Saul se encontrava entre os profetas e profetizava; logo depois entre as bruxas; às vezes em um lugar, outras em outro, e insincero em tudo.
Quantas pessoas como ele encontramos em toda assembléia cristã; homens que são muito facilmente modelados! Diga o que quiser a eles, e eles sempre concordarão com você. Eles têm disposições afetuosas, e uma consciência sensível; tão sensível que parece ceder quando impressionada, mas tememos sondá-la mais profundamente; ela se cura tão rapidamente quanto se machuca.
Já usei uma comparação muito singular antes, a qual tenho que usar novamente: alguns homens parecem ter corações de borracha. Se você apenas os tocar, é feita uma impressão imediatamente; entretanto é inútil, pois logo retorna ao seu estado original. Você pode os apertar de qualquer modo que desejar, eles são tão elásticos que você sempre alcançará seu propósito; entretanto eles não tem firmeza de caráter e logo voltam a ser o que eram antes.
Ó senhores, muitos de vocês fazem o mesmo; curvam suas cabeças na Igreja e dizem: "Temos errado e nos desviado do caminho" mas você não pretendia,verdadeiramente, dizer isto. Você veio ao seu pastor e disse "eu me arrependo dos meus pecados", mas você não se sentia um pecador; você só disse aquilo para agradá-lo. E agora você freqüenta a casa de Deus; ninguém mais impressiona do que você; lágrimas correrão facilmente da sua face; mas, apesar disto, a lágrima se secará tão depressa quanto foi produzida, e você permanece, em todos seus intentos e propósitos, igual ao que era antes.
Dizer "eu pequei" de uma maneira sem significado ou sentido, é pior do que desprezível, porque é um escárnio a Deus confessar com insinceridade de coração.
Eu fui breve neste caráter; porque parece se relacionar com o de Balaão;entretanto, podemos ver claramente que há um real contraste entre Saul e Balaão, embora haja uma afinidade entre os dois. Balaão era um grande homem mau, grande em tudo que fez; Saul era pequeno em tudo, exceto em estatura,pequeno em bondade e pequeno em maldade; enquanto Balaão era grande em ambos: o homem que às vezes poderia desafiar Jeová, e em outro momento dizia "se Balaque me desse sua casa cheia de prata e ouro, eu não poderia ir além da palavra do Senhor meu Deus, para fazer mais ou menos".
(Continua...)

Confissão de pecado - C.H.Spurgeon (2)


2)O Homem Dúbio.
BALAÃO: "eu pequei". Nm. 22:34.
Agora vamos ao segundo texto. Apresentarei a vocês um outro caráter - O HOMEM DÚBIO, que diz "eu pequei" e sente que ele realmente o fez, e sente de maneira profunda, mas é tão mundano que ele "ama a injustiça". O caráter que eu escolhi para ilustrar isto, foi o de Balaão. Abra o livro de Números 22:34: "Respondeu Balaão ao anjo do Senhor: eu pequei".
"Eu pequei", disse Balaão; mas, apesar disto, ele se foi com seu pecado. Um dos caracteres mais estranhos do mundo inteiro é o de Balaão. Eu freqüentemente tenho me surpreendido com aquele homem; ele realmente parece, em outro sentido, ter surgido das linhas de Ralph Erskine*(ver foto abaixo):
"Para o bem e para o mal igualmente se curva,E para ambos: o diabo e O Santo ".
Porque ele parecia ser assim. Algumas vezes falava com tamanha eloquência e triunfo, que não poderia se igualar a nenhum outro homem; e outras vezes ele exibia a pior e mais sórdida cobiça que pode desgraçar a natureza humana.Pense. Você vê Balaão; ele está no cume da colina, e lá embaixo está o povo deIsrael; ele é ordenado a os amaldiçoar, e ele diz: "Como amaldiçoarei a quemDeus não amaldiçoou? e como denunciarei a quem o Senhor não denunciou?" E Deus abre seus olhos, e ele começa a falar até mesmo sobre a vinda de Cristo, e ele diz: "Eu o vejo, mas não no presente; eu o contemplo, mas não de perto". E então ele apresenta sua oração dizendo: "Que eu morra a morte dos justo seja o meu fim como o deles!".
E vocês acharão que aquele homem tem esperança. Espere até que ele desça da colina, e vocês lhe ouvirão dar o mais diabólico conselho ao rei de Moabe, tão diabólico que era até mesmo possível ser sugerido pelo próprio Satanás. Disse ele ao rei: "Você não pode vencer este povo na batalha, porque Deus está com eles; tente instigá-los contra Deus". E vocês sabem como, com luxúrias temerárias, os Moabitas tentaram seduzir os filhos de Israel a serem infiéis a Jeová; de forma que este homem parecia ter a voz de um anjo, às vezes, mas também a alma de um diabo no seu íntimo.
Ele era um caráter terrível; era um homem de duas mentes, um homem que foi por todo o caminho com duas disposições. Eu sei que a Escritura diz "Ninguém pode servir a dois Senhores". Hoje em dia isto é freqüentemente mal entendido. Alguns lêem assim "Ninguém pode servir a dois senhores". Sim ele pode; ele pode servir três ou quatro. O jeito de ler esta passagem é "Ninguém pode servir a dois Senhores". Ambos não podem ser senhores. Ele pode servir dois, mas os dois não podem ser seus senhores. Um homem pode servir a dois que não são seus mestres, ou mesmo vinte; ele pode viver por vinte propósitos diferentes, mas ele não pode viver para mais de um propósito principal; somente pode haver um propósito principal em sua alma. Mas Balaão laborou em servir a dois; era igual as pessoas de quem foi dito "Eles temeram o Senhor, e serviram outros deuses".
Ou como Rufus que era parecido com Balaão; porque você tem conhecimento que nosso velho rei Rufus* pintou Deus em um lado do seu escudo e o diabo no outro,e abaixo, o lema: "Pronto para ambos; pegue-me quem puder".
Há muitos, que de igual modo, estão prontos para ambos. Eles encontram o pastor, e quão piedosos e santos eles são; no dia do Senhor(Domingo) eles são as pessoas mais respeitáveis e justas do mundo; eles falam pausadamente por pensarem ser isto algo eminentemente religioso. Mas em um dia de semana, se você quer encontrar os maiores desonestos e fraudadores, eles são alguns destes homens que são tão hipócritas na sua devoção.
Meus ouvintes, nenhuma confissão de pecado pode ser genuína, a menos que seja feita de todo o coração. É inútil você dizer: "eu pequei" e então continuar pecando.Alguns homens parecem nascer com dois caracteres. Eu observei na livraria da Trinity College, Cambridge, uma bonita estátua do Lord Byron*(veja foto abaixo). O bibliotecário me disse, "Olhe daqui, senhor". eu olhei, e disse: "que semblante intelectual!"."Que gênio ele era!". Então ele disse:
"Venha para o outro lado!". "Ah! que demônio! Aqui está um homem que poderia desafiar Deus". Ele tinha um desagrado e um semblante terrível em sua face; tal como Milton poderia ter pintado a Satanás quando ele disse: "Melhor reinar no inferno do que servir no céu!". Eu me virei e disse ao bibliotecário: "você pensa que o artista planejou isto?". "Sim!" ele disse: "ele desejou retratar os dois caracteres: o grande, o esplêndido e o gênio quase super-humano que ele possuia, e também a enorme massa de pecado que existia em sua alma".
Existem alguns homens aqui do mesmo tipo. Eu ouso dizer que, como Balaão,eles poderiam operar milagres; e ao mesmo tempo há algo neles que revela um caráter repugnante de pecado, tão grande quanto pareceria ser o caráter deles para a retidão. Balaão, você sabe, ofereceu sacrifícios a Deus no altar de Baal;isso era típico do seu caráter. E assim muitos fazem; eles oferecem sacrifícios a Deus no santuário de Mamon; e enquanto eles ofertam a uma igreja e distribuem ao pobre, eles na outra porta do seu escritório contábil, oprimem o pobre e espremem até a última gota de sangue da viúva, para ficarem ricos.
Ah! é infrutífero e inútil para você dizer "eu pequei", a menos que você o diga de todo seu coração. A confissão daquele homem dúbio não tem nenhum proveito.

(Continua...)
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Nota:.Ralph Erskine* Foi um cristão americano,escritor de hinos,editor musical e pregador, membro da Igreja Metodista Episcopal de Mt. Union.São suas as obras:Salvation Echoes (Alliance, Ohio: 1882) -Gems of Gospel Song for Sabbath Schools and Gospel Meetings, 1884 -Prohibition War Songs -Quartette -Songs for the Home -Songs of Peace, Love and Joy (Alliance, Ohio: 1885) -The Temperance Songster, 1886 -Songs of the Ransomed, 1887 -Glad Tidings in Song, 1893.
.Rei Rufus*Foi um rei da Inglaterra (1087-1100), nascido na Normandia, França, coroado em 26 de setembro (1087), na Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra, em substituição ao seu pai William I o, logo após a morte deste. Filho de William I o Conquistador, Rei de Inglaterra (1066-1087), e de Matildade Flanders, também ficou conhecido como William Rufus ou Cabelo Vermelho, Guillaume Le Roux, o francês, e também como The Red, por causa de sua aparência corada.
.Lord Byron*um destacado poeta britânico e uma das figuras mais influentes do Romantismo.São suas as obras:Peregrinação de Childe Harold e Don Juan.A fama de Byron não é devido somente aos seus escritos, mas também a sua vida — amplamente considerada extravagante — que inclui numerosas amantes,dívidas, separações e alegações de incesto.

terça-feira, 22 de julho de 2008

QUAL O OBJETIVO DO BLOG VIDAS EM CRISTO?

“Filhinhos,é já a última hora,e tenho observado que a mornidão espiritual na igreja tem levado o povo de Deus a conformar-se com este mundo.E isso tem inibido a atuação do Espírito Santo em nosso meio.Por conseguinte,temos de tomar uma firme posição em busca do avivamento espiritual.
Pensando nisso Deus fez nascer em meu coração o desejo de criar este blog,no qual ao invés de ser mais uma página on-line de “marketing pessoal”(como tantas que vemos nos dias hodiernos);seja um verdadeiro centro irradiador de poder pentecostal,de onde o avivamento possa se espalhar e alcançar vidas,transformando-as em poderosas fogueiras divinas e impulsionando-as a levar essa chama viva de poder a outras pessoas.
Resolvi criar este blog.Não obstante a nossa incapacidade,o meu coração arde de zelo pela obra do Senhor e minh’alma anseia de forma fervorosa para vos anunciar sobre a necessidade:da santidade de vida,de renunciar ao mundo e todas as suas paixões carnais ,as quais tanto combatem a nossa fé.
Como instrumento do Senhor,usado pelo Espírito Santo para pregar a sua palavra e espalhar a chama pentecostal,sempre dou graças a Deus pelas vossas vidas,fazendo sempre menção de vós em minhas orações e pedindo ao Senhor que:Opere de uma maneira extraordinária em cada um de vós,para que as verdades divinas inundem os vossos corações e que nasçam em vós este desejo evangelístico no afã de que cada um de vós seja um missionário a levar multidões aos pés de JESUS CRISTO !
Se vocês assim como eu são sedentos da Graça divina e tem ardendo em vossos corações o desejo de clamar por um genuíno avivamento bíblico,um sentimento de interceder pela salvação dos perdidos e de pedir à Deus por uma vida espiritual abundante e de triunfo sobre o pecado,

SEJAM BEM-VINDOS!"
No mover do Espírito Santo, Leonardo Araújo


quarta-feira, 16 de julho de 2008

QUALIFICAÇÃO DE UM PREGADOR CRISTÃO

a. Requisitos para ser um bom Pregador Cristão:
· Desejo sincero de trabalhar para Cristo e de apressar Sua volta.
· Humildade e disposição para aceitar a direção do Espírito Santo.
· Disposição para doar-se (tempo, talentos, recursos).
· Gostar de aprender.
· Gostar de ensinar.
· Capacidade para observar e entender as reações dos ouvintes.

b. Qualidades Desejáveis num bom Pregador Cristão:
· Conhecer bem o assunto que vai apresentar.
· Ser fiel à Palavra de Deus.
· Dar sempre destaque à mensagem, sem chamar a atenção para o mensageiro.
· Ser reverente na exposição do assunto e fazer bom uso do tempo.
· Usar de tato e bom senso na exposição de assuntos delicados, particularmente quando houver visitas ou pessoas de outras denominações.
· Ser humilde para com seus irmãos (nunca tentar ser o “dono da verdade”).
· Prestar a devida atenção às reações e necessidades dos ouvintes.
· Vestir-se e portar-se de maneira condigna com seu caráter cristão.
· Usar um vocabulário simples e compreensível por todos, evitando uso de gírias.
· Desenvolver boa dicção e um timbre de voz agradável.

O CATOLICISMO ROMANO (Parte 1)


Até há bem pouco tempo, os melhores livros escritos sobre seitas e heresias não incluíam a Igreja Católica Romana no seu esquema de estudos, talvez devido ao fato de grande parte deles terem sido escritos em países onde essa igreja não exercia suficiente influência para ser notada como tal. Não é esse o caso do Brasil, onde a grande maioria dos membros de nossas igrejas, teoricamente, veio do catolicismo romano, já que essa igreja é ma­joritária (pelo menos nominalmente) em nossa pátria desde o seu descobrimento, em 1500.

I. RESUMO HISTÓRICO DO CATOLICISMO

A Igreja Católica menciona o ano 33 d.C. como a data da sua fundação. Isto vem do fato de que toda ramificação do Cristianis­mo costuma ligar a sua origem à Igreja fundada por Jesus Cristo. Porém, quanto ao desenvolvimento da organização eclesiástica e doutrinária da Igreja Romana, é muito difícil fixar com exatidão a data de sua fundação, porque o seu afastamento das doutrinas bíblicas deu-se paulatinamente.

1.1. Começo da Degeneração

Durante os primeiros três séculos da Era Cristã, a perseguição à Igreja verdadeira ajudou a manter a sua pureza, preservando-a de líderes maus e ambiciosos. Nessa época, ser cristão significava um grande desafio, e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabi­am que tinham suas cabeças a prêmio, pois eram rejeitados e per­seguidos pelos poderosos. Só os realmente salvos se dispunham a pagar esse preço.
Graças à tenacidade e coragem dos Pais da Igreja e dos famo­sos apologistas cristãos, o combate da Igreja às heresias que surgi­ram nessa época resultou numa expressão mais clara da teologia cristã. Quando os imperadores propuseram-se a exterminar a Igre­ja Cristã, só os que estavam dispostos a renunciar o paganismo e a sofrer o martírio declaravam sua fé em Deus.
Logo no início do século IV, Constantino ascendeu ao posto de imperador. Isso parecia ser o triunfo final do Cristianismo, mas, na realidade, produziu resultados desastrosos dentro da Igreja. Em 312, Constantino apoiou o Cristianismo e o fez religião oficial do Império Romano. Proclamando a si mesmo benfeitor do Cristia­nismo, achou-se no direito de convocar um Concilio em Nicéia, para resolver certos problemas doutrinários gerados por determi­nados segmentos da Igreja. Nesse Concilio foi estabelecido o cha­mado "Credo dos Apóstolos".

1.2. Causas da Decadência da Igreja

A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja come­çou quando milhares de pessoas foram por ela batizadas e recebi­das como membros, sem terem experimentado uma real conver­são bíblica. Verdadeiros pagãos que eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo consigo os seus deuses, que, segundo eles, eram o mesmo Deus adorado pelos cristãos.
Nesse tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus co­meçaram a buscar posições na Igreja como meio de obter influên­cia social e política, ou para gozar dos privilégios e do sustento que o Estado garantia a tantos quantos fizessem parte do clero. Deste modo, o formalismo e as crenças pagas iam-se infiltrando na Igreja até o nível de paganizá-la completamente.

1.3. Raízes do Papado e da Mariolatria

Desde o ano 200 a.C. até o ano 276 da nossa Era, os impera­dores romanos haviam ocupado o posto e o título de Sumo Pontí­fice da Ordem Babilônica. Depois que o imperador Graciano se negara a liderar essa religião não-cristã, Dâmaso, bispo da Igreja Cristã em Roma, foi nomeado para esse cargo no ano 378. Uni­ram-se assim numa só pessoa todas as funções dum sumo sacer­dote apóstata e os poderes de um bispo cristão.
Imediatamente depois deste acontecimento, começou-se a pro­mover a adoração a Maria como a Rainha do Céu e a Mãe de Deus. Daí procederam todos os absurdos romanistas quanto à hu­milde pessoa de Maria, a mãe do Salvador.
Enquanto se desenvolvia a adoração a Maria, os cultos da Igreja de Roma perdiam cada vez mais os elementos espirituais e a per­feita compreensão das funções sobrenaturais da graça de Deus. Formas pagas, como a ênfase sobre o mistério e a magia, influen­ciaram essa igreja. O sacerdote, o altar, a missa e as imagens de escultura assumiram papel de preponderância no culto. A autori­dade era centralizada numa igreja dita infalível e não na vontade de Deus, conforme expressada pela sua Palavra.

1.4. O Cisma Entre o Oriente e o Ocidente

O cisma entre o Oriente e o Ocidente logo tornou-se evidente. O rompimento final aconteceu, em 1054, com a Igreja Ocidental, ou Romana, sediada em Roma, então Capital do Império, por par­te da Igreja Oriental, ou Ortodoxa, que assim separou-se da Igreja Romana, ficando sediada em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. A Igreja Oriental guardou a primazia sobre os patriarcados de Jerusalém, Antioquia e Alexandria.
Desde então, a Igreja Romana, nitidamente desviada dos prin­cípios ensinados por Jesus no seu Evangelho, esteve como um barco à deriva, sem saber onde aportar. Até que veio a Reforma Protes­tante, liderada por Martinho Lutero. Foi mais um cisma na já combalida Igreja Romana.


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Ler a seguir o artigo:"PAGANIZAÇÃO DA IGREJA ROMANA"

ADVENTISMO DO 7º DIA (Parte 1)

No princípio do século XIX, quando pouca ênfase era dada à segunda vinda de Cristo, Guilherme (William) Miller, pastor batista do Estado de Nova Iorque, nos Estados Unidos, dedicou-se ao estudo e a pregação deste assunto. Lendo Daniel 8.14, "Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado", Miller passou a fazer deste versículo o tema duma grande controvérsia sobre os eventos futuros.

I. RESUMO HISTÓRICO DO ADVENTISMO


Calculando que cada um dos 2.300 dias da profecia de Daniel representava um ano, Miller tomou o regresso de Esdras do cati­veiro no ano 457 a.C. como ponto de partida para o cálculo de que Cristo voltaria à Terra, em pessoa, no ano de 1834. Esta previsão fora feita em 1818.
Tão grande foi o impacto causado por essa revelação de Miller, que muitos crentes, vindos de diferentes igrejas, doaram suas pro­priedades, abandonaram os seus afazeres, e se prepararam para receber o Senhor no dia 21 de março daquele ano. O dia aprazado chegou, mas o tão esperado acontecimento não se deu.
Revisando seus cálculos, Miller concluiu que havia errado por um ano, e anun­ciou que Cristo voltaria no dia 21 de março do ano seguinte, ou seja, de 1844. Porém, ao chegar essa data, Miller e seus seguido­res, em número aproximado de 100 mil, sofrem nova decepção. Uma vez mais Miller fez um novo cálculo segundo o qual Cristo voltaria no dia 22 de outubro daquele mesmo ano; porém essa previsão falhou também.

1.1. Miller Reconhece o Seu Erro

Guilherme Miller deu toda prova de sinceridade, confessando simplesmente que havia se equivocado em seu sistema de inter­pretação da profecia bíblica. Nesse tempo ele mesmo escreveu:
"Acerca da falha da minha data, expresso francamente o meu desapontamento... Esperamos naquele dia a chegada pessoal de Cristo; e agora, dizer que não erramos é desonesto! Nunca deve­mos ter vergonha de confessar nossos erros abertamente" (A His­tória da Mensagem Adventista, p. 410).

1.2. Novas Tendências

Não obstante Miller ter reconhecido o seu erro em marcar o dia da volta de Cristo pela interpretação da profecia, nem todos os seus seguidores estavam dispostos a abandonar essa mensa­gem. Dos muitos grupos que o haviam seguido, três se uniram para formar uma nova igreja baseada numa nova interpretação da mensagem de Miller. Esta nova interpretação surgiu de uma "revelação" de Hiram Edson, fervoroso discípulo e amigo de Miller. Segundo Edson, Miller não estava equivocado em rela­ção à data da vinda de Cristo, mas sim em relação ao local. Disse ele que na data profetizada por Miller, Cristo havia entrado no santuário celestial, não no terrenal, para fazer uma obra de puri­ficação ali.
Guilherme Miller não aceitou essa interpretação nem seguiu ao novo movimento. Quanto a isto ele mesmo escreveu:
"Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida a sétima trombeta tocou, ou que foi de algum modo o cumprimento da profecia da sua vin­da" (A História da Mensagem Adventista, p. 412).
Até o fim dos seus dias, em 20 de dezembro de 1849, com sessenta e oito anos incompletos, Miller permaneceu como cristão humilde e consagrado. Ele morreu na fé e na esperança de estar em breve com o Senhor.

1.3. Anos Posteriores a Miller

Dos três grupos que apoiaram Hiram Edson na sua nova "re­velação", dois deles deram substancial contribuição para a forma­ção da seita hoje conhecida como "Adventismo do 7a Dia".
O primeiro era dirigido por Joseph Bates, que observava o sábado, e não o domingo. O segundo grupo dava muita ênfase aos dons espirituais, particularmente ao de profecia, e tinha entre os seus membros a senhora Helen Harmon (mais tarde senhora White), que dizia ter o dom de profecia.
Ao se unirem os três grupos, cada um deu a sua contribuição para a nova igreja em formação: o primeiro, a revelação de Edson com respeito ao santuário celestial; o segundo, o legalismo; e o terceiro grupo cooperou com uma profetiza que por mais de meio século haveria de exercer influência predominante na fundação e crescimento da nova igreja.
Não obstante possuir uma esperança escatológica, o Adventismo do Sétimo Dia esposa uma doutrina pouco coerente com a revelação divina dada através das Escrituras.

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Ler a seguir o artigo:"A GUARDA DO SÁBADO"

AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ (Parte 1)

As "Testemunhas-de-jeová" formam uma das seitas que mais crescem atualmente. Em face do seu proselitismo incontrolável, e do grande mal causado por seus ensinos à vida do crente, necessário se faz estudá-la.

I. RESUMO HISTÓRICO DO JEOVISMO

Charles Taze Russell, fundador da seita "Testemunhas de Jeová", nasceu no Estado da Pensilvânia, Estados Unidos, no ano de 1854. Perturbado pela doutrina das penas eternas, tornou-se simpatizante da doutrina adventista, a qual abraçou posteriormen­te.
Como Russell possuía pontos de vista muito pessoais, princi­palmente quanto à maneira e ao objetivo da vinda de Cristo, não demorou haver divergência entre seus pontos de vista e os dos líderes adventistas. Nessa época, em parceria com um adventista de nome N.H. Barbour, escreveu um livro. Essa amizade, porém, durou pouco, pois logo se separaram, após uma acalorada discus­são quanto à doutrina da expiação.
Um ano após, em 1872, Russell lança os fundamentos do seu movimento, inicialmente com os nomes "Torre de Vigia de Sião" e "Arauto da Presença de Cristo".

1.1. As Idéias de Russell

Russell vivia em freqüentes choques com as autoridades e os tribunais, dos quais nem sempre se saía bem. Censurou as igrejas e seus líderes como porta-vozes do engano e como instrumentos do diabo. Para preparação dos seus discípulos, escreveu uma obra intitulada Estudos nas Escrituras, sobre a qual o próprio Russell declarou ousadamente que seria melhor que ela fosse lida do que lida a Bíblia sozinha. Contudo, mais tarde, ele mesmo chamou de "imaturos" alguns de seus escritos primitivos.
Russell foi um homem de mau procedimento. Casou-se em 1879. Várias vezes foi levado ao tribunal por sua própria esposa, em face de maus tratos que sofria dele. Não podendo ela suportá-lo mais, abandonou-o em 1887, dele divorciando-se em 1913. Viu-se muitas vezes em apuros com a justiça devido a escândalos financeiros.

1.2. JOSEPH FRANKLIN RUTHERFORD

Charles Taze Russell morreu a 9 de novembro de 1916, sendo substituído pelo juiz Joseph Franklin Rutherford.
Rutherford excedeu em muito a atuação do próprio Russell, fundador da seita. Logo no princípio da sua gestão, fundou a re­vista Despertai, com uma tiragem mensal que vai a um milhão de exemplares. Esteve por vários meses na cadeia por causa de alegadas "atividades antiamericanas", no inicio da entrada dos Estados Unidos na Primeira Grande Guerra.
Isto contribuía mais para que Rutherford e seus seguidores tivessem maior ódio da "or­ganização do diabo" (como tratavam toda e qualquer espécie de organização política ou religiosa que se opunha aos seus ensinos e às doutrinas). Rutherford morreu a 8 de janeiro de 1942, com 72 anos de idade.

1.3. Nathan H. Knorr

Com a morte de Rutherford, Nathan H. Knorr assumiu a os liderança da seita. No início do seu mandato escreveu um ensaio com o título: "Testemunhas-de-jeová dos Tempos Modernos", com a afirmação: "Deus Jeová é o organizador de suas testemunhas sobre a terra". Prosseguindo, diz que o nome da organização deri­va-se da passagem de Isaías 43.10: "Vós sois minhas testemunhas, diz Jeová".

1.4. Escravos de um Sistema

As Testemunhas-de-jeová demonstram um zelo incomum em tornarem conhecidas as suas doutrinas, pelo que se dedicam ao máximo à venda de livros e revistas, de porta em porta. Além de se dedicarem com afinco a esse trabalho, quase todos dão uma parce­la de cooperação na disseminação das doutrinas da seita.
W.J. Schenell, ex-testemunha", diz que as "testemunhas" ficam sob constantes pressões e com medo mortal dos seus líderes. Por exem­plo: se não venderem suficiente literatura, serão rebaixados à "clas­se de maus servos", ou "servos inúteis".

1.5. Expansão da Seita

Já em 1949, o Anuário das Igrejas Americanas trazia o seguinte: "As testemunhas-de-jeová têm grupos em quase todas as ci­dades dos Estados Unidos, bem como em outras partes do mun­do, com o propósito de estudar a Bíblia. Não fazem relatório de seus membros, nem anotam a assistência às reuniões. Reúnem-se em salões alugados e não constroem templos para o seu pró­prio uso".
A maior parte dos seus esforços é gasta procurando alcançar pessoas já membros de igrejas evangélicas, cujos preceitos eles põem em dúvida por meio de ensinos subversivos. Enviam os seus representantes para os campos missionários estrangeiros, onde, às vezes, entram em conflito com as autoridades.
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Ler a seguir o artigo:"A DOUTRINA DA TRINDADE"
Ouça também a pregação "Desmacarando as Testemunhas de Jeová" do Pr.Abílio Santana: http://www.4shared.com/file/6384691/d3f65348/Abilio_Santana_-_Testemunho.html

Como os cristãos investem o próprio dinheiro?

As pesquisas mostram que:
.GASTAM mais com CHICLETES do que com MISSÕES.
.GASTAM mais com REFRIGERANTES e BALAS do que com MISSÕES.
.GASTAM mais com COSMÉTICOS e LIMPEZA do que com MISSÕES.
.GASTAM mais com COMIDA SUPÉRFLUA do que com MISSÕES.
.GASTAM mais com ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO do que com MISSÕES.
.GASTAM mais com ROUPAS DE ETIQUETA do que com MISSÕES.
.UM ELETRODOMÉSTICO que um cristão compra à vista, na maioria dos casos CUSTA MAIS do que a oferta dada para MISSÕES DURANTE 5 ANOS por ele.
.Os cristãos estão dando para MISSÕES, MENOS do que o valor equivalente a uma COCA-COLA DIÁRIA!
Como podemos dizer que amamos a obra missionária, se MISSÕES é o nosso MENOR investimento?A questão é: vamos ou não DEIXAR DEUS nos usar?